Tânia Laranjo recorreu ao Facebook para abordar dois temas da atualidade política: o preço da habitação e a venda da TAP. Em publicações distintas, deixou um recado a Montenegro e questionou as vantagens do negócio envolvendo a companhia aérea.
Ao comentar os protestos pela habitação, a jornalista destacou o problema que, no seu entender, une os manifestantes, independentemente da polémica sobre a atuação policial.
“Há um denominador comum entre estas pessoas, que chegam aos milhares e nunca tinham participado nos protestos: o preço das casas”, escreveu no Facebook.
Para Tânia Laranjo, a discussão sobre a intervenção da PSP não elimina as razões que levaram as pessoas à rua. Na publicação, sublinhou que o problema permanece depois da desmobilização dos protestos.
“As casas continuam caras. E Montenegro continua a ter de ouvir”, afirmou.
Venda da TAP motiva críticas às contas do negócio
Noutra publicação no Facebook, Tânia Laranjo debruçou-se sobre a venda da TAP, partindo de valores que atribuiu a uma notícia do Correio da Manhã.
Segundo os números citados pela jornalista, a companhia tem 1.221 milhões de euros depositados e 1.042,6 milhões em prejuízos fiscais acumulados, potencialmente dedutíveis a lucros futuros. Na mesma publicação, referiu que a Lufthansa pretende comprar 49,9% do capital por cerca de 1.200 milhões de euros.
Foi a partir dessa comparação que questionou a lógica financeira da operação, recorrendo à ironia.
“Não basta saber somar. É preciso ter um talento especial para olhar para mil milhões e explicar que, afinal, mil milhões não são bem mil milhões”, escreveu.
Para ilustrar as suas reservas, imaginou a compra de uma casa cujo vendedor incluía mobiliário, dinheiro e benefícios fiscais. A comparação serviu para reforçar as dúvidas sobre as vantagens apresentadas para o negócio.
“Onde está a vantagem?”
Na análise que partilhou, Tânia Laranjo considerou que a venda da TAP está politicamente decidida, embora reconheça a existência de etapas por cumprir.
Ainda assim, questionou a clareza das explicações sobre a operação: “Se o negócio é tão bom, porque é que precisamos de um curso inteiro para perceber onde está a vantagem?”
A jornalista terminou com outra observação irónica, retomando a comparação com a venda de uma casa: “Nunca tive jeito para negócios em que os outros levam a casa e ainda temos de agradecer.”
