Tânia Laranjo fala de lealdade: “Não costumo andar a atualizar amizades conforme sopra o vento”

Tânia Laranjo fala de lealdade: “Não costumo andar a atualizar amizades conforme sopra o vento”, destacou.

Tânia Laranjo defendeu que a lealdade não deve depender do poder, da importância ou da conveniência de uma relação. Numa reflexão publicada no Facebook, na quinta-feira, 8 de outubro, a jornalista falou sobre amizades, desilusões e a dificuldade de voltar a confiar da mesma forma depois de uma quebra de confiança.

Sem identificar pessoas, assumiu também os seus próprios erros e recusou apresentar-se como exemplo.

“Quando alguém é dos meus, é dos meus”

A publicação começou com uma observação sobre o lugar que a lealdade ocupa nas relações.

“Há coisas que estão fora de moda. A lealdade, por exemplo. E eu continuo a achar que é uma pena.”

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Tânia Laranjo explicou depois por que razão considera esse valor determinante na sua vida.

“Para mim é uma coisa muito importante. Mesmo. Quem me conhece sabe. A vida é feita de escolhas, mas também de lealdades. Não sou leal porque alguém é mais poderoso, mais importante ou porque me dá jeito. Sou porque sou. Quando alguém é dos meus, é dos meus. Não faço contas. Nem costumo andar a atualizar amizades conforme sopra o vento.”

A jornalista estendeu a reflexão à forma como se relaciona com quem ocupa posições de autoridade.

“Também não sou de abanar a cauda a quem manda. Nunca fui. Há quem faça isso muito bem. Cada um com os seus talentos.”

“Voltar a confiar da mesma maneira já é outra conversa”

Tânia reconheceu que algumas pessoas atualmente próximas já a desiludiram, distinguindo a ausência de mágoa da recuperação integral da confiança.

“Alguns que hoje me são leais já foram desleais comigo. Acontece. Não guardo mágoas e agradeço a lealdade de hoje. Agora, voltar a confiar da mesma maneira já é outra conversa. O defeito é meu. Tenho memória. Uma chatice.”

Ao mesmo tempo, admitiu que também cometeu erros nas relações com os outros.

“E não sou melhor do que ninguém. Já me enganei, já confiei em quem não devia e também já desiludi. Não tenho a mania que sou exemplo de coisa nenhuma.”

Uma reflexão séria sem perder o humor

Apesar da importância que atribui ao assunto, a jornalista explicou que não pretende abordá-lo com solenidade permanente.

“Agora, isto é importante para mim. Muito. Mas nenhum tema me tira a capacidade de rir. A lealdade pode ser uma coisa séria. Eu não tenho de andar séria atrás dela. Sou mulher, não sou um monumento.”

Quanto à origem da publicação, deixou a resposta em aberto: “Isto vem a propósito de quê? Ou do meu jantar de ontem ou de coisa nenhuma. Mas apeteceu-me falar disto.”

Terminou no mesmo registo: “E pronto. Já chega de lealdade por hoje. Amanhã há mais disparates.”

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