Tânia Laranjo reage ao fenómeno de Stella e deixa recado ao Pingo Doce: «Devia pagar à rapariga», afirmou nas redes sociais.
O momento durou poucos segundos, mas continua a dar que falar. Stella, a mulher que interrompeu uma atuação de Bluay e transformou “O que tem no carro? O Pingo Doce” num dos refrões virais dos últimos dias, mereceu agora uma reação de Tânia Laranjo.
A jornalista da CMTV acompanhou a dimensão que o episódio ganhou nas redes sociais e considera que a cadeia de supermercados acabou por receber uma campanha publicitária que dificilmente conseguiria fabricar.
“O Pingo Doce devia pagar à rapariga. A sério. Uma pessoa passa anos a inventar campanhas, a contratar agências, a escolher slogans e a tentar descobrir o que é que os portugueses querem. Depois aparece uma miúda num concerto, dá-lhe uma má vontade e põe o nome Pingo Doce na boca de toda a gente”, começou por escrever Tânia Laranjo.
«A rapariga fez o trabalho»
O episódio aconteceu durante o «RFM Sem Olhar a Quem», iniciativa da RFM dedicada à acessibilidade e inclusão. Stella aproximou-se de Bluay durante a atuação, ficou com o microfone e começou a cantar o inesperado refrão.
A intervenção não estava preparada. A RFM julgava inicialmente que Stella estaria ligada à equipa do músico, enquanto do lado de Bluay se pensou precisamente o contrário. O próprio artista também desconhecia quem tinha acabado de entrar em palco.
A partir daí, porém, o momento ganhou uma dimensão que ultrapassou largamente aquela atuação. O vídeo espalhou-se pelas redes sociais e o próprio Pingo Doce acabou por entrar na brincadeira e aproveitar a referência à marca.
É precisamente essa repercussão que Tânia Laranjo destaca:
“Não sei se isto estava previsto no plano de marketing. Imagino a reunião na manhã seguinte:
— Quanto custou?
— Nada.
— Nada?
— Nada.
— E resultou?
— Está toda a gente a falar disso.
— Então deem-lhe um lugar.”
A jornalista brincou mesmo com um eventual cargo para Stella: “Um lugar onde? Não sei. Administradora. Diretora de marketing. Talvez responsável pelas compras de iogurtes.”
Apesar do tom bem-humorado, Tânia Laranjo voltou ao impacto que a intervenção teve para a marca e deixou uma sugestão.
“A parte boa é esta: não há maldade nenhuma. É só uma coisa divertida que aconteceu e que, por uma vez, não acaba em tribunal, numa comissão de inquérito ou num comunicado de vinte páginas.”
E concluiu: “O Pingo Doce teve publicidade gratuita. A rapariga fez o trabalho. Agora falta apenas o mais difícil: alguém no Pingo Doce perceber que trabalho feito costuma dar direito a remuneração. Ou, no mínimo, a um cartão Poupa Mais vitalício.”
Stella já se pronunciou entretanto nas redes sociais sobre a enorme atenção que recebeu e anunciou que iria publicar um vídeo para falar sobre o episódio.
