Tânia Laranjo regressa de miniférias e brinca com exigências do gato: “Quer garantias”, referiu nas redes sociais.
Quarenta e cinco segundos para servir comida foram suficientes para uma receção pouco calorosa. Pelo menos, foi assim que Tânia Laranjo descreveu, com humor, o reencontro com o gato depois de uma breve ausência de casa.
Numa publicação no Facebook, a jornalista transformou as exigências do animal numa pequena crise política doméstica, com direito a Conselho de Segurança e a um imaginado comunicado de perda de confiança.
“Depois de umas mini-férias que passaram as 50 horas, cheguei a casa e ao gato. Não é fácil”, começou por contar.
“O gato considerou o episódio uma falha grave do Estado”
A espera pela refeição deu o mote para o relato.
“Está zangado e quer comer. Demorei 45 segundos entre passar a porta e abrir a saqueta. Quarenta e cinco segundos. O gato considerou o episódio uma falha grave do Estado.”
Nem a primeira porção resolveu o problema, segundo a descrição bem-humorada da jornalista.
“Acabou uma saqueta. Exigiu outra. Depois ficou sentado no corredor, imóvel, a olhar para mim como quem acaba de convocar o Conselho de Segurança.”
Tânia Laranjo prolongou a brincadeira: “Já inspeccionou a cozinha, o frigorífico e a minha competência enquanto cidadã…. Não quer festas. Não quer explicações. Quer garantias.”
Um comunicado imaginado e “a democracia suspensa”
A jornalista imaginou depois o que o animal teria a dizer sobre a ausência e o serviço prestado no regresso.
“Neste momento, presumo que esteja a preparar um comunicado oficial”, escreveu, antes de dar voz ao gato: “Após 50 horas de ausência e um atraso de 45 segundos no fornecimento de alimentos, este Governo perdeu a minha confiança.”
A publicação, acompanhada por uma fotografia do animal, terminou no mesmo registo:
“É isto. Um rapaz exaltado, autoritário e dramaticamente subalimentado, com duas saquetas no estômago e a democracia suspensa até nova ordem.”
