Cátia Palhinha afirmou que passou anos sem conseguir trabalho depois da participação no «Secret Story 2». No «Dois às 10», a atual concorrente de «The Brain» falou do preconceito, da relação com a filha e da condição que coloca para regressar a um reality show de convivência: entrar no primeiro dia.
A exposição televisiva trouxe popularidade a Cátia Palhinha, mas, segundo contou, também dificuldades profissionais. À conversa com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, esta terça-feira, 20 de outubro, a antiga participante do «Secret Story 2» recordou as consequências que sentiu após sair do programa.
“Quem trabalha na área sabe. E à custa disso é que eu nunca mais tive trabalho na área na altura”, afirmou.
Cláudio perguntou-lhe: “Nunca mais tiveste?” A resposta foi direta: “Não, não tive.”
“Sofri muito nessa altura”
Questionada por Cristina sobre uma eventual mágoa, Cátia admitiu que hoje poderia comunicar de outra forma, mas manteve aquilo que disse na época.
“Nessa altura se calhar dizia as coisas de outra forma, mas também não disse o que era mentira.”
Cláudio insistiu no impacto do afastamento profissional: “Mas ficaste com mágoa das pessoas por causa disso afastar-te da tua área de trabalho?”
“Sofri muito nessa altura. Acho que isso também por vários colegas meus já foi dito várias vezes em televisão, que eu após o programa também levei muitos anos sem conseguir um trabalho. Portanto, hoje sou muito grata ao pai da minha filha por ter-me dado a confiança e o poder de estar a trabalhar”, respondeu.
Cristina lembrou que “em 2011 nem as redes sociais estavam como estão hoje”. Apesar das dificuldades no trabalho, Cátia distinguiu essa experiência do carinho que recebeu nas ruas: “Foi tudo muito bom.”
A participação trouxe-lhe também uma agenda preenchida com eventos: “Sim, nessa altura havia muitas presenças, eu nem tinha tempo para dormir. Hoje em dia já não é assim.”
Convite para «The Brain» deixou-a desconfiada
A entrevista aconteceu a propósito da participação em «The Brain», que estreou na TVI a 19 de outubro. Cátia confessou que a proposta a surpreendeu.
“Disseram que era um programa baseado em cultura geral. Eu até pensei: enganaram-se, acho que se enganaram a ligar para mim”, contou.
Antes de aceitar, procurou a opinião da família: “Ainda levei uns dias a pensar e falei até com a minha mãe, com o Márcio também. Disse: eu não me estou a ver neste programa, eu não sei o que é que eu vou lá fazer. Mas depois disseram-me: não, vai, até pode ser engraçado, vai, tenta, é uma coisa diferente.”
A convidada fez questão de esclarecer que não prepara as respostas para provocar o riso.
“Quando faço um programa não vou lá como brincadeira, eu vou lá a sério. Depois o que acontece lá é espontâneo. Sai naturalmente de mim”, afirmou. “Fui mesmo para experimentar, também pelo contexto ser diferente, e fui sem medo de ser gozada.”
Ao recordar com Cristina uma pergunta do concurso sobre a Zefa, acrescentou: “Agora já sei, essa Zefa também estou lá.”
Filha acompanha as brincadeiras: “Nós somos as melhores amigas”
A filha de Cátia, que completa 14 anos em novembro, também acompanha os momentos televisivos da mãe e participa nas brincadeiras.
“Ela brinca comigo, goza com isto também, gratifica, e eu acho muito bem”, disse a convidada.
A proximidade entre as duas permite-lhe falar sem constrangimentos sobre o que sabe ou desconhece: “Nós somos as melhores amigas. A minha filha diz: ‘Ó mãe, tu não sabias disso?’ E eu digo: ‘Não, filha, mas tu sabes, ainda bem.’”
Cátia garantiu que a forma de lidar com comentários negativos mudou com os anos.
“Dentro dos maldosos há muita gente boa. Há mais gente boa assim. E mesmo que sejam maus, já não me interessa o que eles comentam de mal. Para mim é para o lado que durmo melhor. Hoje só vejo aquilo em que me tornei.”
Essa tranquilidade, reconheceu, não existiu sempre: “Não foi sempre assim. As pessoas antigamente sofriam muito com isso, como já sofri também. Mas hoje eu não quero saber. Quem me conhece realmente sabe. E a gente também não pode saber tudo.”
“Cada programa que eu faço, vou eu”
Perante as dúvidas de quem considera que exagera traços da sua personalidade para a televisão, Cátia voltou a defender a espontaneidade.
“Eu sou mesmo assim. Quando eu não sei, não sei e acabou. Cada programa que eu faço, vou eu. Eu sou eu. O que eu sou lá dentro sou cá fora. No meu trabalho também.”
A antiga concorrente contou ainda que continua a receber manifestações de carinho e pedidos para regressar aos formatos de convivência, sobretudo quando são anunciadas edições que reúnem antigos participantes.
Foi nesse contexto que Cláudio lhe colocou uma hipótese: “Então, vamos lá ver, um dia eu e a Cristina vamos apresentar um reality e podemos convidar-te para passares 24 horas [por dia] num reality?”
Regresso só desde o primeiro dia
Cátia mostrou-se disponível, mas deixou uma condição: não quer entrar numa edição já em andamento.
“É assim, eu nunca disse que não voltaria aos realities, eu só não gosto é de entrar a meio nos realities, porque eu já fiz parte de realities e não gosto nada quando entram e saem pessoas a meio. Eu já fui e sou sincera, eu não gosto, não acho piada nenhuma a isso e eu, para mim, como já tive essa experiência, acho que acaba por tirar o mérito a quem já entrou de início. A entrar, é de início, tem de ser no primeiro dia.”
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