A 5ª etapa do Tour era composta por um longo contra-relógio individual na cidade de Caen. Fedorov era o primeiro a sair para a estrada, pouco depois Ivan Romeo dava-nos aquele que era o primeiro tempo de referência, mais tarde, o campeão europeu da especialidade, Edoardo Affini colocava-se em primeiro lugar da etapa, com 37:15. Armirail ameaçou mas não fez melhor do que ficar 2 segundos atrás.
Chegava a vez do campeão olímpico e do mundo em esforço individual, o grande favorito do dia, Remco Evenepoel, fazia uma prova de menos a mais e com uma impressionante média de 54km/h marcava um tempo de 36:42, e ficava assim no primeiro lugar, estupendo! Roglic chegava a 1:19 de Remco e João Almeida a 1:14, Vauquelin a 49 segundos, Enric Mas a 2:57 e Matteo Jorgenson a 1:19.
Faltavam os dois grandes favoritos à vitória da classificação geral, Pogacar com um bom registo ficava a 16 segundos de Evenepoel e ganhava a camisola amarela de Van der Poel. Vingegaard com um dia mau ficava a 1:22 de Evenepoel e perdia assim tempo para Pogacar.
Seguia-se a 6ª etapa, um dia duro, com grandes hipóteses para a fuga vingar. Até ao sprint intermédio, Lidl-Trek e Intermarche-Wanty controlvam, Milan somava mais pontos para a camisola verde. A fuga formava-se com Healy e Quinn Simmons mas seriam apanhados pelo ritmo da UAE com o objetivo de retirar a camisola da montanha de Pogacar, que concretizavam com êxito com Tim Wellens a ser o novo líder da montanha.
Nova fuga formava-se, desta vez, com Harold Tejada, Ben Healy, Quinn Simmons, Mathieu van der Poel e Will Barta, com um pelotão desgastado e um grupo de sprinters já a 5 minutos. Simon Yates, Michael Storer e Eddie Dunbar conseguiram fazer a ponte na altura certa e finalmente a UAE colocava um travão aos ataques, com um bom ritmo de Politt, ganhava vantagem a fuga.
Bem Healy, como é hábito imagem de marca, a 40km atacava sozinho. Quinn Simmons e Michael Storer, tentavam seguir, no entanto nunca tiveram capacidade para encurtar a diferença, Healy ia a decidido a vencer. Mathieu van der Poel vestia novamente de amarelo enquanto que os favoritos chegavam juntos.
A 7ª etapa trazia consigo a chegada ao Mûr-de-Bretagne, e com isso, muita vontade de vencer no pelotão. Só com 60km já feitos foi permitida a fuga de 5 ciclistas, Geraint Thomas, Marco Haller, Alex Baudin, Ivan Garcia Cortina e Ewen Costiou. Mas a Alpecin-Deceuninck e UAE Team Emirates controlavam e não deixavam a fuga ganhar mais que 2 minutos.
Com a aproximação da dupla passagem no Mur de Bretagne, a Visma passava na frente com um ritmo forte, ficava reduzido a 40 unidades o pelotão. Para a última passagem e aproximação à meta, a UAE chegava-se à frente, mas João Almeida acabava por cair e ficar completamente afastado da geral com 10 minutos de atraso nesse dia, o português fraturou uma costela, mas continuava em prova.
Van der Poel era o primeiro a ceder e a 1600 metros do final Tadej Pogacar atacava, só Remco e Vingegaard o conseguiam seguir. Narvaez chegava depois e lançava Pogacar para uma vitória que fez parecer fácil. Era o novo líder da classificação geral.
As duas etapas seguintes eram etapas planas que acabariam por ser disputadas ao sprint. A 8ª etapa era Milan quem vencia fazendo assim a sua estreia a vencer no Tour. A 9ª etapa foi um dia triste para os portugueses, João Almeida não conseguia resistir e abandonava o Tour, as aspirações ao pódio terminavam assim para o português. No final Merlier, com grande audácia vencia pela 2ª vez neste Tour.
Simon Yates, na etapa 10, mostrou que a mudança de equipa este ano só lhe fez bem e garantia a continuidade do seu grande momento de forma com a vitória de etapa. No primeiro dia de montanham, não demorou que um grupo com 30 elementos compusesse a fuga do dia, Ben Healy (mais 3 colegas), Campenaerts e Yates da Visma, Paret-Peintre e van Wilder da Soudal, 3 elementos da Jayco e 3 corredores da Israel-Premier Tech.
Com o tempo ganho pela fuga, a EF trabalhava para levar Healy à camisola amarela. Lenny Martinez garantia também a liderança da classificação dos pontos da montanha.
A Visma com um bom trabalho isolou Tadej Pogacar, mas o campeão do mundo não cedia. Foi na última montanha que Yates, atacava e garantia mais uma vitória de etapa na sua fabulosa temporada. Pogacar e Vingegaar chegavam juntos e Remco chegava logo a seguir. Healy garantiu mesmo a amarela e revelou que ia lutar pela geral.
Texto: Luís Santos.




