Sexta-feira, Setembro 17, 2021

26 de Agosto: O que devemos a João Moura e porque devemos ir ao Campo Pequeno

26 de Agosto: O que devemos a João Moura e porque devemos ir ao Campo Pequeno

26 de Agosto: O que devemos a João Moura e porque devemos ir ao Campo Pequeno, numa homenagem que lhe será prestada.

O próximo dia 26 de Agosto promete ser intenso e a noite promete temperaturas elevadas. Não, não me refiro à meteorologia, mas sim a tudo o que já se escreveu e disse, além do que está anunciado acontecer, dentro e fora do Campo Pequeno.

Vamos ao mais importante, a corrida de touros de homenagem a João Moura que ali realizar-se-á. A homenagem é ao cavaleiro. Ao artista que durante longas décadas elevou o toureio a cavalo português ao ponto mais alto. O cavaleiro que revolucionou por completo uma arte identitária de Portugal.

Esta corrida não poderá ter casa cheia, naquilo que é a lotação máxima do Campo Pequeno. As regras das autoridades de saúde assim o impossibilitam. Mas, dentro da lotação permitida, devem os aficionados acorrer em massa. Dizer presente, numa homenagem a um artista intemporal.

João Moura enquanto cidadão cometeu um erro, de domínio público, mas não cabe a nenhum de nós condená-lo em praça pública, como actualmente está muito em voga. Há locais e organismos próprios para o fazerem. Recordo que, inclusivamente, na altura o Infocul cumpriu a sua missão e noticiou (como maioria dos órgãos de comunicação social).

E é uma acção do cidadão, que fora da praça será fortemente contestada, por entidades defensoras dos animais.

Será importante que o bom senso imperar, sob risco de se ver uma verdadeira batalha campal, antes daquilo que será uma merecida homenagem a Moura, João Moura.

O cartel conta com o homenageado e com dois dos seus filhos, João e Miguel. Uma ganadaria dura e exigente, Veiga Teixeira, e dois grupos de forcados que dispensam apresentações, Santarém e Montemor.

Não vou perder muito tempo sobre as ideias das associações e movimentos que se manifestarão fora da praça. Nem sequer me sinto a melhor pessoa para o fazer. Sendo absolutamente contra os maus-tratos a animais (e escusam de incluir as corridas de touros nisto), não me faz qualquer sentido colocar os animais acima das pessoas. Pessoas essas, muitas delas, que deixam animais fechados em apartamentos durante dias inteiros. Além de outras práticas, que não são coerentes com a dita “defesa” e liberdade animal.

Posto isto, deixemos as redes sociais e marquemos presença no Campo Pequeno, preferencialmente dentro da praça, para aquilo que se perspectiva uma excelente corrida de touros.

Não sou Mourista, mas devo, enquanto português, a João Moura a elevação da bandeira portuguesa ao mais alto patamar do toureio, em Portugal e além-fronteiras.

Num país sempre ansioso do futuro, saibamos reconhecer a grandiosidade do nosso passado e de quem para ele contribuiu.

26 de Agosto, a noite é de João Moura no Campo Pequeno e a lotação terá de estar esgotada, dentro das regras sanitárias impostas.

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