Pedro Sampaio transforma Rock in Rio Lisboa numa pista de dança e leva Palco Mundo ao delírio

Pedro Sampaio transforma Rock in Rio Lisboa numa pista de dança e leva Palco Mundo ao delírio, na tarde deste sábado.

Fotografias: Carlos Pedroso

Pedro Sampaio chegou ao Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa e mudou imediatamente a temperatura do recinto. A atuação começou às 19h00 deste sábado, 20 de junho, mas a corrida às primeiras filas já tinha dito quase tudo.

Centenas de pessoas aproximaram-se do palco antes do arranque do concerto. Poucos minutos depois, o Parque Tejo deixava de parecer apenas um recinto de festival e passava a funcionar como uma enorme pista de dança ao ar livre.

A festa começou depois dos Calema

Depois da atuação dos Calema, coube a Pedro Sampaio manter a energia do primeiro dia pop do Rock in Rio Lisboa. Aos 28 anos, o DJ, produtor e cantor brasileiro mostrou por que é hoje um dos nomes fortes da música urbana brasileira.

A fórmula foi directa: funk, pop, electrónica e remisturas reconhecíveis. Ao longo do concerto, surgiram referências a temas de Justin Bieber e Nicki Minaj, mas também a clássicos como “Danza Kuduro” e “Party Rock Anthem”.

A resposta do público foi imediata. Por todo o recinto, havia braços no ar, saltos, coreografias improvisadas e uma plateia entregue ao ritmo.

Poucas palavras, muito comando

Pedro Sampaio não precisou de longos discursos para dominar o Palco Mundo. A música conduziu quase tudo. Ainda assim, o artista foi lançando desafios que mantiveram o público em permanente movimento.

Antes de interpretar “Abaixa”, pediu:

“Atenção, Portugal, quero ver toda a gente aqui no Palco Mundo. Todo o mundo abaixa”

Pouco depois, voltou a testar a energia da plateia com uma frase simples:

“Quem está feliz levanta a mão”

E o público respondeu. A cada ordem, o recinto mexia em bloco, como se o concerto tivesse sido pensado para não deixar ninguém parado.

Coreografias e ritmo sem travões

Visualmente, o espetáculo também apostou na intensidade. Enquanto Pedro Sampaio comandava a cabine, vários bailarinos ocupavam o palco e davam corpo às coreografias.

O alinhamento avançou quase sem pausas. “No Chão” foi um dos primeiros momentos de euforia colectiva, com milhares de pessoas a cantarem em coro.

Depois, chegaram “Vou Acabar Contigo”, “Rebolar Pra Tu”, “Solteiro” e “Cachorra”, sempre com a mesma resposta: dança, gritos e festa.

“Dançarina” e “POCPOC” cantadas em coro

Também houve espaço para alguns dos temas mais populares do repertório de Pedro Sampaio. Em “Dançarina”, o Parque Tejo cantou praticamente sozinho o refrão.

Nesse momento, o artista aproveitou para pedir ao público que abraçasse quem estava ao lado. O gesto reforçou a ligação entre palco e plateia, num concerto construído mais pela partilha do que pela distância.

Mais tarde, “POCPOC” voltou a provocar uma reação imediata. Milhares de vozes acompanharam cada palavra, confirmando a força do artista brasileiro junto do público português.

“O maior cavalinho do mundo”

Ainda assim, o momento mais visual da tarde chegou com “Cavalinho”. Antes de arrancar o tema, Pedro Sampaio lançou um desafio improvável ao público.

“Eu hoje quero fazer o maior cavalinho do mundo”, disse.

O resultado foi uma das imagens mais marcantes do concerto. Em poucos segundos, milhares de pessoas formaram comboios humanos por várias zonas do recinto.

A partir daí, o Parque Tejo entrou em verdadeiro estado de ebulição. Entre dança, correria e gargalhadas, “Cavalinho” tornou-se o grande ponto de explosão popular da atuação.

Da janela do quarto ao Palco Mundo

Entre os momentos de festa, Pedro Sampaio também deixou espaço para uma intervenção mais pessoal. O artista agradeceu o carinho recebido em Portugal e falou com emoção sobre o percurso que o levou até ali.

“Tarde abençoada. Eu estou muito feliz por estar aqui com vocês. Obrigado, Portugal”, afirmou.

Mais tarde, recordou o início da carreira e deixou uma mensagem de incentivo ao público.

“Eu comecei a tocar diretamente da janela do meu quarto e o meu palco era a janela do meu quarto. Hoje é o Palco Mundo do Rock in Rio. Acreditem em vocês. Digo isto às pessoas de todas as idades.”

A frase deu outro peso ao concerto. No meio de uma atuação dominada pela dança, Pedro Sampaio lembrou que aquele palco representava também uma conquista pessoal.

Despedida com fogo de artifício

A ligação do brasileiro ao público português ficou evidente durante toda a atuação. Os seus temas somam milhões de reproduções no país e a resposta no Rock in Rio Lisboa confirmou essa popularidade.

O concerto terminou precisamente com “Cavalinho”, acompanhado por fogo de artifício, gritos e aplausos. Antes de sair, Pedro Sampaio deixou uma última declaração à plateia.

“Eu amo vocês”, disse.

Logo depois, despediu-se com nova mensagem de agradecimento:

“Muito obrigado, Portugal.”

Depois de uma hora de dança quase sem interrupções, Pedro Sampaio saiu do Palco Mundo com a missão cumprida. Manteve o recinto em alta, transformou a tarde numa celebração coletiva e abriu caminho para Charlie Puth e Katy Perry.

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