Mundial 2026 leva TVI aos 2,8 milhões e acende debate sobre Messi e Cristiano Ronaldo

Mundial 2026 leva TVI aos 2,8 milhões e acende debate sobre Messi e Cristiano Ronaldo nos comentários.

O Mundial 2026 continua a dominar a televisão portuguesa, mesmo antes da final entre Espanha e Argentina. A meia-final transmitida pela TVI levou o canal a um pico superior a 2,8 milhões de espectadores e condicionou toda a concorrência.

Já na manhã desta quinta-feira, 16 de julho, o apuramento argentino esteve no centro de uma discussão acesa no Dois às 10. Cinha Jardim acusou Lionel Messi de ter sido beneficiado e responsabilizou três jogadores pela eliminação de Portugal.

Cristiano Ronaldo também permanece em destaque fora das quatro linhas. O avançado renovou com o Al Nassr até 2027 e mantém um dos contratos mais elevados da história do desporto.

Inglaterra-Argentina ultrapassa dois milhões de espectadores

A TVI transmitiu, na quarta-feira, 15 de julho, a meia-final do Campeonato do Mundo entre Inglaterra e Argentina. A partida tornou-se, com larga vantagem, o programa mais visto do dia.

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O encontro alcançou uma audiência média de 21,7% de rating e 43,6% de share. Em média, 2 milhões e 158 mil espectadores acompanharam as mais de duas horas de emissão.

A distância para os restantes programas foi expressiva. Vitória – Temporada Final – Especial, exibida pela SIC, ficou na segunda posição, com 7,6% de rating e 15,1% de share. A novela reuniu cerca de 752 mil espectadores.

O impacto do futebol também se sentiu nos principais informativos. O Jornal da Noite registou 5,3% de rating, correspondente a aproximadamente 530 mil espectadores.

Na RTP1, o Telejornal ficou pelos 3,8% de rating e aproximou-se dos 380 mil espectadores.

Minuto mais visto chega aos 52,8% de share

O interesse pelo encontro aumentou à medida que a emissão avançava. Por volta das 19h45, a TVI já reunia cerca de 748 mil espectadores, com 7,5% de rating.

No entanto, o melhor momento surgiu perto do final da transmissão. Às 22h02, estavam sintonizados na TVI 2 milhões e 843 mil espectadores.

Nesse minuto, o canal atingiu 28,7% de rating e 52,8% de share. Mais de metade do público que estava a ver televisão acompanhava o duelo entre ingleses e argentinos.

A curva de audiência mostrou, assim, uma subida muito acentuada entre o início da emissão e os momentos decisivos da partida.

Público manteve-se na TVI durante a publicidade

A força da meia-final também ficou demonstrada durante os intervalos publicitários. Mesmo nas interrupções, os espectadores permaneceram maioritariamente na TVI.

Um primeiro bloco, emitido às 19h43, ainda antes do apito inicial, reuniu cerca de 697 mil espectadores e registou 17,5% de share.

Às 20h25, uma breve interrupção manteve perto de dois milhões de pessoas no canal. O momento alcançou 20,0% de rating e 40,9% de share.

Durante o intervalo da partida, a retenção voltou a ser elevada. O bloco das 20h49 foi acompanhado por 2 milhões e 47 mil espectadores.

Poucos minutos depois, às 20h57, outro espaço publicitário segurou 2 milhões e 4 mil pessoas. Em ambos os casos, a quota de mercado rondou os 40%.

Já às 21h30, uma interrupção com apenas 35 segundos reuniu 2 milhões e 445 mil espectadores. A TVI alcançou então 24,6% de rating e 46,4% de share.

Final entre Espanha e Argentina domina conversa no Dois às 10

A final do Mundial 2026 está marcada para domingo, 19 de julho, às 20h00. Espanha e Argentina vão disputar o título, numa partida que deverá voltar a concentrar uma parte significativa da audiência televisiva.

O encontro foi tema da rubrica Conversas de Café, no Dois às 10. O balanço da participação portuguesa e o percurso de Lionel Messi abriram uma discussão entre Cristina Ferreira, Cláudio Ramos, Cinha Jardim e Gonçalo Quinaz.

Cláudio Ramos começou por destacar o desempenho de Cristiano Ronaldo durante a competição.

“O Ronaldo esteve muito bem”, afirmou.

Cristina Ferreira concordou com a avaliação, mas lembrou que Portugal não conseguiu garantir um lugar no encontro decisivo.

“Esteve muito bem, mas não está na final. Essa é que é a conversa”, respondeu.

Cinha Jardim acusa Messi e Argentina de serem beneficiados

Cinha Jardim desviou depois o debate para a seleção argentina e contestou a forma como Messi e os restantes jogadores chegaram à final.

“Está bem, mas este foi levado ao colo, como a Argentina foi toda”, declarou.

Gonçalo Quinaz reagiu de imediato e mostrou-se frontalmente contra a acusação da colega.

“Levado ao colo? Isso não é verdade. Só quem não percebe de futebol, só quem não acompanha os jogos, pode dizer um disparate desses”, ripostou.

A comentadora manteve a posição e insistiu que Messi “foi” levado ao colo durante a competição.

Para sustentar a crítica, Cinha Jardim referiu uma petição que, segundo afirmou, reuniu milhões de assinaturas contra a atuação da FIFA.

“Olha, leste ontem uma petição que foi assinada por seis milhões de pessoas contra a FIFA pela maneira como a FIFA tratou a Argentina e o Messi neste campeonato do mundo?”, questionou.

Gonçalo Quinaz defende mérito da seleção argentina

Gonçalo Quinaz não recuou e considerou que a Argentina justificou em campo a presença na final.

“Mas quem perceber de futebol e quem acompanha os jogos da seleção argentina, acha que é um justo finalista e um justo vencedor. É a melhor seleção, estou a dizer a praticar futebol”, argumentou.

O antigo futebolista defendeu, portanto, que o percurso argentino não pode ser explicado por alegados favorecimentos.

A troca de argumentos continuou depois com a análise à prestação da seleção portuguesa, eliminada antes da final.

Cinha Jardim culpa Vitinha, João Neves e Bruno Fernandes

Cinha Jardim também não poupou críticas a Portugal. A comentadora escolheu três jogadores como principais responsáveis pelo desempenho da equipa.

“Não jogámos nada e de quem é a culpa? Olha, três culpados. Para já, Vitinha, João Neves e o Bruno Fernandes. Foram os três”, afirmou.

Gonçalo Quinaz reagiu com surpresa, sobretudo por dois dos visados serem jogadores ainda jovens.

“A Cinha está a responsabilizar dois miúdos”, observou.

O comentador voltou depois a questionar diretamente a análise apresentada pela colega.

“Eles é que são os culpados do fracasso?”

Cinha Jardim confirmou a acusação e alegou que os três médios não serviram Cristiano Ronaldo como deveriam.

“São, porquê? Porque Cristiano Ronaldo estava na frente para marcar e estes três invejosos não passaram a bola ao Cristiano Ronaldo”, respondeu.

Cristiano Ronaldo renova com o Al Nassr até 2027

Apesar de Portugal ter ficado afastado da final, Cristiano Ronaldo continua a ocupar um lugar central no futebol mundial.

O avançado português renovou o contrato com o Al Nassr até 2027. O acordo garante-lhe um salário fixo anual de 235 milhões de dólares por cada temporada ao serviço do clube saudita.

Somando patrocínios e outras obrigações comerciais, a remuneração total prevista para 2026 deverá rondar os 300 milhões de dólares.

O contrato faz parte da estratégia da Arábia Saudita para aumentar a projeção internacional da sua liga e atrair algumas das principais figuras do futebol.

Contrato vale cerca de 19,5 milhões por mês

Considerando apenas os 235 milhões de dólares de salário anual, Cristiano Ronaldo recebe aproximadamente 19,5 milhões de dólares por mês.

As contas divulgadas apontam ainda para cerca de 652 mil dólares por dia. Por hora, o valor aproxima-se dos 27 mil dólares.

A remuneração corresponde a aproximadamente 450 dólares por minuto e 7,5 dólares por segundo, durante todo o ano.

Estes números mantêm o capitão português entre os atletas mais bem pagos do planeta, mesmo numa fase avançada da carreira.

Ronaldo fez história no sexto Mundial

O Mundial 2026 representou a sexta participação de Cristiano Ronaldo na competição. Aos 41 anos, o internacional português tornou-se o primeiro futebolista a marcar em seis edições diferentes do torneio.

O avançado encerrou, assim, a sua última presença num Campeonato do Mundo com um novo recorde individual.

Contudo, Portugal não conseguiu alcançar a final. A eliminação continua a gerar discussões sobre as opções da equipa, o rendimento dos jogadores e a forma como Cristiano Ronaldo foi servido durante os encontros.

Enquanto Espanha e Argentina se preparam para disputar o título, o Mundial permanece no centro das audiências, do debate televisivo e das principais histórias do futebol internacional.

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