Big Brother Verão: Pedro expulso, Raquel e Nuno em guerra e João Ventura emociona na Curva da Vida

Big Brother Verão: Pedro expulso, Raquel e Nuno em guerra e João Ventura emociona na Curva da Vida, na gala de ontem.

A gala de domingo, 19 de julho, e o Dois às 10 desta segunda-feira deixaram vários temas fortes no Big Brother Verão. Pedro foi expulso, João Ventura abriu o coração e Raquel Rodrigues voltou a estar no centro da discussão.

Leia também: ‘Big Brother Verão’: Nuno, Raquel e Joaquim já estão nomeados para a quinta expulsão

Entretanto, o conflito entre Raquel e Nuno Pereira ganhou novas proporções. Uma confidência revelada durante uma atividade destruiu a pouca confiança que ainda existia entre ambos.

Também Boris ficou debaixo de fogo após nomear Nuno. Fora da casa, a família de Vanessa reagiu a um comentário sobre a aparência da concorrente, levando Adriano Silva Martins a pedir desculpa.

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Pedro deixa o Big Brother Verão com 11% dos votos

Pedro tornou-se o quarto concorrente expulso desta edição. O participante recebeu apenas 11% dos votos do público, ficando com o resultado mais baixo entre os cinco nomeados.

Pouco depois de sair, o ex-concorrente dirigiu-se aos seguidores através das plataformas digitais da TVI.

“Cá estou eu, fora do ‘Big Brother’”, começou por anunciar.

Depois, agradeceu a quem acompanhou e apoiou o seu percurso no programa.

“Adorei a experiência, muito obrigado a toda a gente que, de certa forma, se identificou comigo, que votou. Foi uma experiência incrível, desejo-vos todo o sucesso e a maior sorte do mundo a toda a gente que se identificou comigo. Agora estou de volta e de regresso à vida.”

Pedro fez um “balanço extremamente positivo” da passagem pelo formato e mostrou-se satisfeito por ter mantido a própria identidade.

“É um orgulho ter experienciado isto. Orgulho-me também de ter sido sempre eu lá dentro”, garantiu, definindo a participação como “uma experiência inesquecível”.

Além disso, deixou um conselho a quem pensa concorrer a um reality show.

“Aconselho toda a gente que, de alguma forma, está a ponderar ou equacionar candidatar-se a um programa destes que façam. Se procuram intensidade e, acima de tudo, aquilo que eu procuro, amor e respeito, também é o local ideal para o fazerem.”

Pedro escolhe o lado de Nuno no conflito com Raquel

Na manhã seguinte, Pedro esteve no Dois às 10, onde conversou com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos. O ex-concorrente analisou as principais relações e conflitos vividos dentro da casa.

Ao recordar as pessoas mais difíceis de gerir, apontou Sara e João Ventura.

“Senti que a Sara era difícil de gerir e senti que o João Ventura poderia vir a ser difícil de gerir, mas não chegou a ser porque o João Ventura evitava muito o contacto comigo.”

Cristina Ferreira interpretou o afastamento de João Ventura como uma forma de evitar confrontos.

“Ele está na fase do eu não vou para ali porque senão já sei que vai dar porcaria.”

Apesar da distância, Pedro assegurou ter “muito apreço” pelo ator. Os dois ainda mantiveram “duas ou três conversas saudáveis”, embora sem grande proximidade diária.

Questionado sobre a própria personalidade, Pedro respondeu sem hesitações.

“Não, eu acho que não. Se eu dormir bem, acho que não.”

O ex-concorrente disse ter sido “fiel” às suas convicções e procurado mostrar o verdadeiro “Pedro Mendes”.

“Eu vim para mostrar aquilo que é o Pedro Mendes, que é tanto na casa do ‘Big Brother’ como fora da casa exatamente o mesmo. E esse foi o meu propósito.”

Ana Luísa foi considerada a concorrente mais apagada

Pedro recordou ainda uma discussão com Sara, provocada pela recusa em atribuir uma característica negativa a alguém do seu grupo.

“Se a pessoa fosse minha aliada, foi essa discussão toda que foi gerada à volta da discussão com a Sara.”

A posição tinha como objetivo evitar consequências negativas para quem estivesse ao seu lado.

“Se eu, quando entro num reality show, à partida eu parto do pressuposto que se eu for colocado numa situação em que eu posso, eu vou ter que escolher alguém com um adjetivo negativo, isso pode trazer consequências graves para aquela pessoa.”

Já fora do jogo, Pedro considerou Ana Luísa uma concorrente “invisível”.

“Acredito que seja invisível neste momento para mim. Não sei qual é que é a dinâmica da Ana Luísa cá fora, mas a Ana Luísa lá dentro transmite pouco.”

Anteriormente, também tinha classificado a prestação da concorrente como a “participação menos positiva”, por estar “mais apagada”.

Ainda assim, fez uma ressalva.

“Mas é muito merecedora de estar lá.”

Por outro lado, Pedro atribuiu a Sara a “chama mais acesa” entre os atuais participantes.

Ligação a Nuno falou mais alto

O tema mais delicado da entrevista foi a aproximação que existiu entre Nuno e Raquel. Pedro admitiu ter ficado dividido, porque criou ligações com ambos.

“Foi uma questão delicada porque de um lado tenho o Nuno, que eu queria uma conexão instantânea. No momento em que entrei naquela casa, olhei para o Nuno, o Nuno olhou para mim, identificámos um com o outro. E então é uma pessoa que eu vou levar fora do programa.”

Ao mesmo tempo, sentia “muito carinho pela Raquel” e acreditava que a concorrente “não estava a ser tão compreendida” pelos colegas.

No entanto, quando pressionado a escolher uma posição, Pedro colocou-se ao lado do amigo.

“Eu disse ontem na gala, se eu tivesse que escolher um lado, eu escolhia o lado do Nuno.”

Segundo explicou, Nuno foi perdendo energia ao longo das semanas. Em sentido contrário, Raquel continuou a falar frequentemente sobre a ligação entre ambos.

Cristina Ferreira lembrou, contudo, que se tratava apenas de uma “potencial relação”, já que nunca existiu um namoro assumido.

Pedro acredita que o choro de Raquel foi genuíno

O antigo participante reconheceu ter ficado surpreendido com a reação de Raquel quando Nuno afastou a possibilidade de um envolvimento.

“Esse choro da Raquel, eu aí senti, afinal, será que a situação foi ao contrário?”

Antes desse momento, Nuno tinha procurado Pedro para explicar a decisão de terminar qualquer possibilidade romântica ou narrativa de jogo.

“O Nuno veio ter uma conversa comigo e disse, depois de ter tido a conversa com a Raquel, dizer-lhe que não pretendia continuar com este enredo ou que não tinha interesse nela amoroso, de jogo.”

Pedro elogiou a postura do amigo por ter recusado prolongar uma história que poderia favorecer a permanência no programa.

“Nuno, eu respeito mesmo imenso isso porque tiveste a atitude de, estando num reality show e numa situação em que há muitos concorrentes que chegam aqui e se calhar tentam criar esse enredo ou então seguir com esse enredo para poder ficar cá, tu tiveste a atitude e a postura de chegar ali e dizer, eu quero terminar isto.”

Cristina Ferreira observou que continuar a aproximação “podia ser até benéfico para ele”.

Apesar de apoiar Nuno, Pedro garantiu que nunca discutiu o assunto diretamente com Raquel.

“Eu nunca falei com a Raquel sobre o Nuno. Não, eu só confortava a Raquel porque eu não gostava de a ver a chorar.”

Nesses momentos, limitava-se a pedir-lhe que tentasse acalmar-se.

“Eu sei disso, não te quero ver a chorar. Não chores.”

Sobre a autenticidade das lágrimas, Pedro afastou a hipótese de uma encenação premeditada.

“Eu acho que é genuíno, acho que não é de propósito. Então, ouvir a Raquel a chorar à minha frente, aquele choro…”

O ex-concorrente reconheceu que Raquel “provavelmente não” compreendeu a rejeição e admitiu ter sentido “pena”.

“Honestamente, eu acredito que foi genuíno.”

Para Pedro, a rejeição poderá ter deixado a concorrente mais vulnerável e impulsiva.

“O sentimento de rejeição pode ter gerado nela esta questão de, pá, os sentimentos mais à flor da pele, ficado mais reativa, se calhar até dizer coisas que nem queria. Mas acredito que tenha sido o sentimento de rejeição mais do que propriamente uma segunda intervenção.”

Mariana Sá era vista como uma irmã mais nova

Durante a mesma entrevista, Pedro esclareceu a natureza da ligação que mantinha com Mariana Sá.

Cristina Ferreira e Cláudio Ramos perguntaram: “A Mariana Sá tinha por ti o quê? Que tipo de relação?”

Pedro afastou qualquer possibilidade romântica.

“Temos uma relação, já disse por duas ou três vezes, é uma espécie de irmã mais nova, não sei. Tinha uma espécie de carinho e proteção.”

Mariana mostrou-se abatida com a expulsão do colega, com quem tinha criado uma relação próxima.

Casting revelou história de amor complicada

O programa mostrou igualmente imagens inéditas do casting de Pedro. Na altura, o concorrente apresentou-se como alguém disponível para voltar a apaixonar-se.

“A nível amoroso estou perfeitamente livre. Já estive apaixonado e partiu-me o coração.”

Pedro contou depois que se envolveu com uma mulher que já mantinha outro relacionamento.

“Foi o meu primeiro amor, já nos conhecíamos há três anos e ela já namorava, mas eu gostava dela há muito tempo. Então eu fui conivente com o facto de ela namorar, então basicamente fui um amante. E sofri porque fui a segunda opção dela.”

Raquel revela confidência e Nuno corta a confiança

Na casa, o afastamento entre Raquel e Nuno agravou-se durante uma dinâmica realizada a 20 de julho.

Os concorrentes tinham de escolher quem não estava a suportar a pressão do programa. Raquel apontou para Nuno e revelou um desabafo feito em privado.

“Não é nenhum ataque, ok? É só porque foi a única pessoa que me confessou que já ponderou em desistir da casa, e como tal vou colocá-lo aqui.”

Noutra parte da troca de palavras, reforçou:

“Não é nenhum ataque, juro, é só porque foi a única pessoa que me confessou que já ponderou desistir da casa e como tal vou colocá-lo aqui.”

Nuno sentiu que um momento de fragilidade tinha sido usado contra si.

“E é por isso que não és de confiança, é por isso que não és de confiança, mas tudo bem. Então fui desabafar contigo.”

Raquel ainda perguntou “Então?”, antes de argumentar que Nuno não lhe tinha contado o assunto apenas a ela.

“Não foi só comigo.”

Nuno manteve a desilusão.

“Está bem, foi com umas pessoas que eu pensava que estavam comigo, mas está bem.”

Numa versão mais direta da resposta, acrescentou:

“Foi com as pessoas que pensava que estavam comigo.”

Raquel tentou recordar uma situação anterior, na qual também se sentiu exposta pelo colega.

“É assim, também desabafei contigo sobre o avião e tu também expuseste num directo, certo? (…) Ambos confiamos um no outro e perdemos a confiança.”

Contudo, Nuno recusou qualquer comparação.

“Mas isso não tem nada a ver uma coisa com a outra. (…) Eu já sei a pessoa que tu és, mas tudo bem.”

Boris reconhece recuperação de Raquel

Durante a atividade, Boris destacou a forma como Raquel conseguiu recuperar após vários dias de pressão emocional.

“Pensei que andasses aí mais a chorar pelos cantos e mais aflita e mais perdida. E acho que depois conseguiste cantar, sorrir. Tudo bem que pode ter sido uma forma de escape para tentares dar a volta à situação (…) mas quero dar os parabéns no sentido de que conseguiste dar a volta.”

Apesar do elogio, a desconfiança entre Raquel e Nuno ficou ainda mais vincada.

Nuno chama “tóxica” a Raquel na Cadeira Quente

O desconforto já tinha sido evidente na Cadeira Quente exibida após a gala. Nuno voltou a classificar a postura de Raquel como tóxica.

“Acho que esse comentário já foi já há alguns dias atrás, mas sim, sentia que eras tóxica, ou sinto que és tóxica.”

O concorrente situou o início do problema num episódio que envolveu Sara e uma massagem.

“Foi mais a parte do início que foi só aquela, o que aconteceu da Vanessa estar-me, ai Vanessa, a Sara meter-me o creme e depois deitar-me nas pernas. Ela ficou assim incomodada com isso e ela própria já me admitiu a mim que Sentiu ciúmes, mas está tudo bem. Passaram só 5, 6 dias, mas toda a gente está livre de sentir o que quiser.”

Raquel pediu espaço para explicar a sua perspetiva.

“Bom, eu posso falar então? Claro.”

Depois, enquadrou o desconforto nas experiências emocionais que viveu anteriormente.

“Quando eu disse ciúmes, no sentido, se for desconfortável a nível da outra pessoa, sempre poderá ser. E vou explicar o que me aconteceu. Foi cada um tem suas feridas emocionais devido a todos os episódios que passa e reage de encontro às suas feridas emocionais.”

Raquel rejeita ter assumido uma relação com Nuno

A concorrente garantiu que não queria ser apresentada perante o público como parte de um casal inexistente.

“Naquele momento estava Já expliquei isto várias vezes, mas pronto. Estávamos os dois, não foste só tu, nem só eu, nem a Sara. Estava a ser colocada numa dinâmica de uma brincadeira, como se nós já tivéssemos alguma coisa, certo? E eu comecei a ficar mesmo desconfortável nesse papel.”

Raquel explicou que não queria surgir numa relação em que apenas ela parecia investir.

“Como é que não quero ser considerada nem lá para fora nem para mim, como se eu tivesse numa relação com alguém que estamos a conhecer e só temos um interesse. Como é que eu já estou neste ponto quando essa pessoa não faz nada por mim e faz pelos outros? Tipo, eu não queria ter esse papel, nem lá fora nem cá dentro, não me sentia bem. Como se a gente tivesse algo quando isso não estava a existir. Estás a perceber o que eu estou a dizer?”

A diferença entre a atenção dada aos amigos e a forma como Nuno lidava com ela tornou-se o principal ponto de discórdia.

“E foi isso que me, de facto, incomodou e não queria que fosse passado.”

Raquel considerou que os dois tinham maneiras distintas de demonstrar interesse.

“E depois aí nós distinguimos como pessoas e é normal, nós somos diferentes, por exemplo. E daí tu me explicaste. Ok, então eu senti o interesse por ti e eu como pessoa sou, quando eu sinto o interesse prefiro não fazer nada para ti, para não te iludir, mas faço para os meus amigos. E eu expliquei-te, é aqui que nós diferimos, porque eu faço tudo para toda a gente, sentindo interesse ou não. Tal como eu continuo a fazer para ti e continuo a fazer para os meus amigos. Somos duas pessoas distintas.”

Compatibilidade entre os dois ficou em causa

A concorrente afirmou que estava a tentar perceber se existia compatibilidade entre ambos.

“E o meu facto era ponderar se, como tu és assim, se nós de facto encaixámos. E estava mesmo a incomodar-me eu estar sempre a ser inserida nessa dinâmica e nessas brincadeiras que eu não queria estar, porque não havia, naquele momento não havia ponto para estarmos inseridos nisso.”

Segundo Raquel, a conversa sobre massagens e pequenos-almoços surgiu como consequência dessa dúvida.

“E quando eu fui falar contigo foi mais para alertar do que como é que eu me estava a sentir mal. E depois tu perguntaste então, mas do quê? Quais são as atitudes que eu tenho para os outros que não tenho para ti? Eu disse, pronto, isso das massagens, pequenos almoços e tudo mais. Isso foi tipo numa consequência de uma conversa. E depois, pronto, a minha situação com a Sara foi diferente.”

Nuno procurou saber se os restantes participantes concordavam com a interpretação de Raquel.

“Alguém na casa acha que ao longo do desenvolvimento de toda”, começou por perguntar, antes de ser interrompido.

Joaquim identifica “red flags” na aproximação

Joaquim também se pronunciou durante a Cadeira Quente. O concorrente explicou que viu sinais preocupantes logo no início da ligação.

“Nós ainda nos estamos a conhecer, e eu lembro-me de ter visto as imagens ali da massagem, ou de ‘os meus amigos não querem que uma pessoa assim’… eu senti que isso, de certa forma, era estar a pôr um peso nas coisas, e que eu considero tóxico.”

Para Joaquim, essa pressão poderia justificar o afastamento de Nuno.

“Eu não estou dentro da cabeça do Nuno, nem sei o que é que ele sente, mas acho que isso até para mim, no meu caso, afugentava-me.”

O concorrente acrescentou que fugiria de uma situação semelhante.

“Se eu sentisse que já estavam a querer meter-me quase as mãos e apanhar-me e prender-me, sentia-me um bocado preso e fugia.”

Raquel aceitou que Joaquim tivesse uma opinião, mas pediu maior cuidado na escolha das palavras.

“Tu não me podes condenar por eu ter uma reação, seja do que for, e também utilizares outras palavras assim. Então também tenhas esse sentido autocrítico para contigo. Estás a perceber?”

Raquel admite possibilidade de autossabotagem

A concorrente garantiu que o seu impulso inicial era afastar-se, e não prender Nuno a uma relação.

“Eu, quando quis processar por ele, até pode ser uma autossabotagem minha, mas nem era no sentido de eu querer algo com ele, era o contrário, era eu quero-me afastar porque eu vim para aqui, não queria ter nada com alguém, estou a sentir o interesse, já estou a sentir algumas inseguranças minhas.”

Depois, voltou a negar qualquer tentativa de controlar o colega.

“Não queria que isso passasse, e depois era, se eu estou a sentir o interesse, eu não estava preparada para isso, como é que isso me pode condenar no meu percurso? Nunca foi no sentido de prendê-lo, era o contrário.”

Joaquim admitiu ter compreendido a explicação.

“Quanto ao autocrítico, eu acho que o início do meu último discurso foi exatamente isso. Foi eu também dizer que às vezes me exalto um bocado na expressão que estou a usar.”

Cristina Ferreira questiona se existe estratégia

No Dois às 10, Cristina Ferreira colocou as duas possibilidades em cima da mesa. Raquel poderia estar genuinamente afetada ou a construir uma narrativa.

“Podemos olhar para a Raquel e achar que isto é tudo fita, mas também podemos olhar para a Raquel e achar que ela de facto está a sentir este peso da rejeição.”

A apresentadora considerou que Raquel “não achou graça nenhuma que ele não se interessasse por ela” e que essa realidade a “enerva”.

Adriano Silva Martins lembrou que “há pessoas que não aceitam ser rejeitadas”.

Na sua leitura, Raquel “fantasiou uma coisa e ele disse não”.

Gonçalo Quinaz considerou que a concorrente “está a acolher um bocadinho aquilo que semeou”, devido aos comportamentos anteriores.

Cristina admitiu que Nuno “ainda se encantou um bocadinho pela Raquel”. Porém, a sucessão de episódios provocou um recuo.

Gonçalo Quinaz foi mais duro.

“E se ela não tivesse mostrado este lado, eu diria, e vou aproveitar a expressão do Nuno porque concordo em absoluto com a expressão, que ela é tóxica.”

Massagem de Sara terá funcionado como alerta

Cláudio Ramos identificou o episódio que poderá ter mudado a postura de Nuno.

“Quando ela desenvolve a cena de dizer ao Nuno que ele não devia ter aceitado uma massagem da Sara, aí é que ele… o alerta. Ele pensa, ‘ok’.”

Para o apresentador, Raquel reagiu como se existisse uma relação assumida.

“A Raquel toma uma atitude como se fosse namorada do Nuno. Ela diz que não.”

Gonçalo Quinaz considerou que nem um namoro justificaria aquela atitude.

“Nem que fosse namorada, nem uma namorada deve e deveria ter um comportamento desse.”

Cláudio Ramos reforçou a dimensão do alerta.

“Imagina, 24 horas depois ela ter este comportamento com o rapaz, é assustador.”

Diana Lopes defendeu que Nuno percebeu estar perante “uma história pesada, forte” e uma pessoa com várias fragilidades.

Segundo a comentadora, o concorrente procurou também a opinião de outros colegas.

Curva da Vida terá aumentado os receios de Nuno

Diana Lopes recordou a Curva da Vida de Raquel, transmitida a 13 de julho. Nessa noite, a concorrente falou sobre relações tóxicas do passado.

Posteriormente, Nuno tentou compreender como deveria lidar com a fragilidade emocional da colega.

“Eu quero-te perceber, eu já percebi também que tu és muito frágil emocionalmente, eu não sei de que forma é que hei de lidar contigo.”

Para Diana, Nuno “deu logo um passinho atrás porque ele percebeu que do outro lado havia muitos telhados de vidro e estava assustado com uma imagem que passasse cá para fora”.

Adriano Silva Martins apresentou uma leitura mais simples.

“O Nuno tinha uma atração pela Raquel e a Raquel pelo Nuno. No momento em que o Nuno percebe que a Raquel é intensa (…) o Nuno diz assim: ‘alto aí, não estou a aguentar isto’.”

Diana acrescentou:

“Ele ficou assustado, ficou retraído, depois foi ouvindo as opiniões dos colegas, os aviões que passam.”

Cristina Ferreira considerou que o entusiasmo poderia ter levado Nuno a ignorar alguns sinais. Porém, o concorrente terá acabado por concluir:

“Não quero isto para mim.”

Cláudio Ramos fala em manipulação

Cristina Ferreira destacou a dificuldade de Raquel em aceitar a decisão de Nuno.

“Mas aquilo que a Raquel sente, ela acha mesmo que tem razão. Ela não consegue entender, primeiro, porque é que ele não tem interesse nela.”

Gonçalo Quinaz respondeu:

“Mas ele nunca disse que tinha.”

Cláudio Ramos defendeu que Raquel deveria receber acompanhamento quando saísse do programa.

“Por isso é que eu disse aqui que a Raquel, quando sair, precisa de ser aconselhada por um psicólogo que fale com ela, que a oriente.”

Noutro momento, apresentou uma versão mais desenvolvida da mesma opinião.

“Por isso é que eu disse aqui que a Raquel, quando sair, precisa de ser aconselhada por um psicólogo, que fale com ela, que a oriente (…) O que ela faz aos colegas, o que ela faz aos espectadores, é que já não sei se é verdade. A manipulação que ela faz dentro da casa é que já não é verdade.”

Cristina Ferreira observou que “a maior parte das pessoas hoje em dia precisava de algum aconselhamento”.

Segundo Cláudio, Raquel terá olhado para o colega e decidido:

“É este, é este.”

O apresentador reconheceu que “o que ela sente é verdade”, mas colocou em causa a forma como a história é transmitida.

“O que ela faz com a Maria, com os colegas, com nós espectadores, é que já não sei se é verdade. A manipulação que ela faz dentro da casa é que já não é verdade, já está a manipular.”

Sara apontada como “bode expiatório”

Adriano Silva Martins considera que Raquel acredita plenamente na sua própria versão dos acontecimentos.

“Ela na sua cabeça e na sua realidade está completamente certa, os outros é que estão errados, os outros é que não a percebem e os outros é que são maus.”

O comentador acusou-a ainda de procurar alguém a quem atribuir a responsabilidade.

“Ela procura sempre um bode expiatório. A Sara é o bode expiatório dela. É a Sara que é ofendida e que mina o Nuno e que lava o cérebro.”

Cláudio Ramos acredita que a concorrente “sabe o que está a dizer”. Como exemplo, recordou uma resposta dirigida a Maria.

“Maria não quer fazer parte desta narrativa, para mim o assunto está encerrado.”

Diana Lopes também defendeu a existência de uma estratégia consciente.

“Acho que a Raquel tenta passar uma imagem que não é a imagem que corresponde à verdadeira realidade. Acho que ela é extremamente consciente daquilo que está a fazer. Ela entrou com o objetivo de fazer casal, sim (…) Ela fala de jogos anteriores, de concorrentes de edições passadas, de histórias.”

Cláudio Ramos compara Raquel a Eva Pais

O apresentador acredita que Raquel pretende ocupar o lugar de mulher rejeitada junto do público.

“A Raquel ontem na gala usa, por isso é que eu acho que ela sabe o que está a fazer, a história do choro e ela o discurso do choro tem-no preparado para todos, não é uma resposta pensada quando a Maria Botelho Moniz lhe pergunta do choro ela diz que ‘as pessoas vão-me julgar porque eu choro?’”

Cláudio Ramos estabeleceu uma comparação com Eva Pais, vencedora do Secret Story 10. Durante essa edição, Diogo Maia envolveu-se com Ariana Miranda.

“O que a Raquel quer cá fora é que nós tenhamos pena porque ela é a mulher rejeitada. Ela quer ser a Eva Pais, mas está longe de ser a Eva.”

Mais tarde, reforçou:

“O que ela quer é que o público olhe para ela como olhava para a Eva.”

O apresentador concluiu que “o público também não é tonto”.

Mariana Sá e Miguel perderam espaço no jogo

A relação entre Mariana Sá e Miguel também foi analisada. Cristina Ferreira considerou que a dupla ainda não criou uma narrativa forte.

“A gente tem lá um casal dentro que até agora não deu nada.”

De seguida, identificou os concorrentes.

“A Mariana Sá e o Miguel.”

Adriano Silva Martins recordou que ambos chegaram a abdicar de dinheiro do prémio para poderem passar algum tempo com maior privacidade.

“Como é que eles vão dar se os põem num quarto que nem cama têm?”

Cristina respondeu em tom de brincadeira:

“Lá se precisa de uma cama…”

Cláudio Ramos acredita que Miguel perdeu protagonismo e acabou ultrapassado pelo conflito entre Raquel e Nuno.

“O que acontece com o Miguel e a Mariana Sá é que o Miguel se transformou num copo de água, desapareceu no jogo, não fez nada. E a Raquel e o Nuno sobrepuseram-se a eles. Eles desaparecem no jogo.”

Cristina explicou por que motivo a relação rejeitada desperta maior atenção do que um casal tranquilo.

“Não, porque é a história de um quer, o outro não. Claro que aos olhos do público tem muito mais interesse a história deles.”

Raquel recorda ex-companheiro após experiência com ayahuasca

Dentro da casa, Raquel partilhou ainda uma história do passado. A concorrente falou de um homem com quem viveu uma ligação intensa, inicialmente platónica.

O antigo companheiro atravessava um processo de luto e receava magoá-la. Ainda assim, tornou-se presença constante no seu quotidiano.

“Ele era o meu companheiro para todo o lado e fazia tudo comigo. Tudo.”

Raquel descreveu uma proximidade marcada por longas conversas, música e momentos de grande cumplicidade.

“Se eu quisesse só me deitar numa manta, olhar para os bichos na falésia, ele ia comigo, deitava a manta, olhava para os bichos na falésia e ficávamos a falar até às 3 da manhã, dançávamos cumbia juntos, tudo o que eu quisesse comer ele encomendava, adormecíamos juntos no sofá, tudo foi belíssimo.”

A relação acabou por evoluir para um envolvimento amoroso e físico. Segundo Raquel, o homem acompanhava-a em todas as tarefas e procurava pagar todas as despesas.

“Houve um dia que eu tive de ir ao osteopata, ele foi comigo e queria pagar o osteopata.”

Experiência provocou uma mudança profunda

A transformação aconteceu quando o homem decidiu experimentar ayahuasca, definida por Raquel como “ervas dos índios do Brasil”.

Segundo explicou, o ritual junta duas plantas e provoca alucinações profundas. A prática também aconteceria na Praia de Faro.

Antes de entrar na experiência, o companheiro enviou-lhe uma mensagem.

“Ele mandou-me uma mensagem e disse, olha, até já, vou agora entrar nisso.”

Raquel ficou cerca de 24 horas sem notícias. Quando ele respondeu, fê-lo “muito lentamente”.

Ao reencontrá-lo, percebeu que o comportamento tinha mudado.

“Disse que tinha passado o dia todo a dançar no quarto e dançava, bué, só punha música, ficava assim. Depois dizia-me que o velcro abriu, não dava para fechar.”

Posteriormente, o homem comprou um bilhete para o Ozora Festival, ligado à música psytrance, e decidiu ir sozinho.

Raquel entendeu que precisava de se afastar.

“Olha, amor, então nem faz muito sentido, acho melhor afastarmo-nos.”

Grupo sentiu que tinha perdido aquela pessoa

Raquel já considerava o antigo companheiro “um bocado peculiar”, mas a mudança tornou-o ainda mais distante.

“Passou-se. Ele ficou muito estranho. E depois ficou sozinho nessa bolha, nesse loop das coisas que viu, por não conseguir mais desver do mundo como ele é. Foi louco.”

O homem chegou a ser escolhido para padrinho da afilhada da concorrente. Porém, acabou por se afastar também do melhor amigo, com quem tinha aberto um bar em Loulé.

Raquel, Cláudio e Rita choraram “baba e ranho”, numa espécie de luto pela pessoa que conheciam.

“Foi como se o tivéssemos perdido.”

Mesmo depois de regressar do festival, o ex-companheiro continuava a revelar alterações.

“A sensação temporal dele também não ficou mais a mesma.”

Raquel deu como exemplo o facto de o homem não conseguir recordar-se do local onde tinha deixado o carro.

“Foi do que ele tomou, ele já tinha algumas predisposições.”

Atualmente, surge junto do amigo Cláudio “uma vez de seis em seis meses”, pede desculpa e chora. Contudo, não volta a integrar o grupo de forma regular.

Raquel reconhece atração por relações problemáticas

A concorrente conheceu o homem no bar que este abriu com o melhor amigo, em Loulé. Nesse espaço, aproximou-se também de uma funcionária.

As duas ficaram ligadas por uma experiência dolorosa em comum, relacionada com um aborto.

“Eu estava apaixonada por um e ela começou depois a namorar com o outro, então estávamos sempre os quatro juntos.”

Raquel admitiu ter uma predileção por “loucos” e um “complexo de curadora ou terapeuta”.

Essa tendência leva-a, segundo a própria, a ignorar sinais de alerta.

“Tu vês os ‘red flags’ à tua frente e vais escolher a mesma.”

No caso daquele ex-companheiro, o principal sinal era estar “sempre triste e dizer que a vida não tinha sentido”.

Íris identifica-se com a experiência

Íris também partilhou uma história relacionada com um antigo namorado que sofria de depressão.

“Ele acabava comigo dia sim, dia não. Acabava comigo num dia, dois dias depois voltava.”

A concorrente recordou a instabilidade constante vivida durante o relacionamento.

“Eu estava a dormir com ele, acordava com ele assim. E ele, o que é que foi? E ele, temos que falar, Diana. Outra vez? O que é que foi? Vamos ter que acabar, Diana.”

Íris contou que o antigo companheiro a “aguentava” e que, nesses momentos, procurava frequentemente o apoio de uma amiga.

Boris nomeia Nuno e Raquel na mesma gala

Boris esteve igualmente no centro da gala. Depois de abrir a Caixa de Pandora, foi obrigado a nomear um aliado e escolheu Nuno.

A decisão deixou-o em lágrimas. Mais tarde, venceu a prova do líder e recebeu nova responsabilidade.

Perante a necessidade de fazer outra nomeação direta, mostrou-se incomodado.

“O Big está mesmo a meter a minha vida a arder aqui dentro.”

Maria Botelho Moniz respondeu sem contemplações:

“Boris, não estava capaz, não vinha, homem.”

Desta vez, Boris escolheu Raquel para ficar em risco.

Cláudio Ramos irritado com “teatrinho” de Boris

No Dois às 10, Cláudio Ramos não escondeu a irritação com a reação emocional do concorrente.

“O Boris está a enervar-me imenso, eu vou ter de dizer isto.”

O apresentador recordou que Boris poderia ter nomeado outros participantes, incluindo Joana ou Afonso.

“Não vale a pena fazer aquele drama ali.”

Adriano Silva Martins classificou a reação como um “teatrinho” e ironizou com o discurso do concorrente.

“Ah, ‘estou destruído por dentro, meu Deus do céu, que eu vou ter de nomear o Nuno’. O que ele quer?”

Cláudio Ramos pediu maior honestidade.

“Mas não mintam, é quanto lá tiverem de amigos.”

Adriano Silva Martins chama Boris de “falso”

O comentador foi ainda mais duro e acusou Boris de representar um papel.

“É um falso, temos de dizer as coisas pelos nomes. O Boris é falso, está a dizer: ‘ai, estou destruído por dentro’. Se estás destruído por dentro, és incapaz de nomear um amigo do coração como tu dizes que é teu amigo do coração.”

Adriano classificou ainda Boris como uma “nódoa lá dentro”, afirmando que “não faz absolutamente nada” de relevante.

Noutro momento do debate, explicou a possível estratégia por detrás da nomeação.

“O Boris sabe que o Nuno é forte, mas que pode estar a ser arrastado pela narrativa da Raquel e quer voltar colocá-lo ali para ser disparado.”

Depois, repetiu a crítica de forma taxativa.

“É um falso, temos de dizer as coisas pelos nomes. O Boris é falso, está a dizer que está destruído por dento. Se estás destruído por dentro, és incapaz de nomear um amigo do coração, como tu dizes que é teu amigo do coração. Admite aquilo que és. Ponto final. O Boris é uma nódoa lá dentro, não faz absolutamente nada.”

Estratégia com Vanessa também foi lembrada

Cristina Ferreira defendeu que Boris tem consciência do jogo que está a desenvolver desde o início.

No painel, foi recordada uma conversa com Joana e uma posterior passagem pelo confessionário.

“Ele sabe perfeitamente o jogo interno que tem feito.”

Boris terá admitido querer nomear Vanessa, embora não tivesse coragem de assumir essa escolha diante da concorrente.

Segundo a análise feita no programa, para Boris seria “mais benéfico neste momento ir passando por cima da Vanessa”.

Adriano voltou a questionar o discurso sobre a amizade ser mais importante do que o prémio.

“Isto é surreal. Quem diz uma coisa destas fica apresentado logo, porque já ninguém acredita numa treta destas.”

Cristina Ferreira recordou ainda o exemplo de Gonçalo, que disse querer vencer sem abandonar a própria essência. Ainda assim, considerou a posição “contraditória”.

Cláudio Ramos usou uma comparação bem-humorada para defender que todos entram no programa para ganhar.

“A mim chamam aqui e dizem-me assim: ‘Cláudio, continuas a receber e vais seis meses de férias, ou então despedes o Quinas’. E eu até despeço o Quinas.”

Logo depois, esclareceu:

“Estamos a brincar, é a nossa vida.”

Família de Vanessa condena comentário sobre aparência

Fora da casa, a família de Vanessa publicou um comunicado contra Adriano Silva Martins. Em causa esteve uma observação feita no Dois às 10 sobre o rosto da concorrente.

A nota começou por manifestar surpresa e desilusão.

“Ficámos sinceramente surpreendidos e desiludidos ao ouvir o comentador Adriano Silva Martins, no Programa 2 às 10, referir-se a uma concorrente dizendo que tem ‘nariz de bruxa’, como argumento de resposta à pergunta ‘não gostas da Vanessa porquê?’.”

Os familiares reconheceram o direito dos comentadores a avaliar o jogo. No entanto, rejeitaram críticas dirigidas à aparência física.

“Enquanto comentador tem todo o direito de gostar ou não da prestação de um concorrente, de criticar as suas atitudes, estratégias, personalidade ou comportamento. Mas recorrer à ridicularização da aparência física revela uma enorme falta de profissionalismo.”

Comunicado alerta para normalização do bullying

A família alargou a crítica ao impacto que este tipo de discurso pode ter quando é transmitido na televisão.

“Vivemos numa época em que se combate diariamente o bullying, a humilhação e a descriminação. É, por isso, incompreensível que alguém com responsabilidade e visibilidade pública normalize esse tipo de linguagem. Enquanto comentadores devem enriquecer o debate com argumentos, não recorrer a insultos ou comparações depreciativas sobre características físicas que ninguém escolhe ter.”

A publicação terminou com um apelo à responsabilidade.

“Este tipo de comentários não diminui a concorrente, diminui acima de tudo a credibilidade de quem o profere. Esperamos que no futuro a crítica seja feita com respeito, inteligência e sentido de responsabilidade.”

Adriano Silva Martins reconheceu o erro e apresentou desculpas.

“Desde já peço imensa desculpa pelo meu comentário. Embora seja uma metáfora, acho que foi de facto um comentário infeliz sujeito a mal entendido. Assumo o meu erro com humildade.”

Vanessa tem 30 anos, é natural de Setúbal, licenciada em Direito e empresária no negócio da família.

A concorrente criou ainda a associação Corações Santola, que desenvolve trabalho solidário em São Tomé e Príncipe.

João Ventura recorda bullying durante a infância

Um dos momentos mais emotivos da gala pertenceu a João Ventura. O ator e professor de teatro, de 42 anos, partilhou a sua Curva da Vida.

João tem cinco irmãos e cresceu com a ausência regular do pai, que “trabalhar no mar”. Por isso, a “mãe era a figura que estava sempre connosco”.

Após uma mudança para Guimarães, encontrou dificuldades em adaptar-se à nova escola e aos colegas.

“Não me conseguia adaptar, sentia-me posto de lado. Depois aí começou o bullying também. Estavam sempre a dizer que eu tinha gestos femininos e que era maric*s. Estavam a dizer que eu era gay sem eu saber o que era ser gay.”

O concorrente recordou um episódio particularmente violento envolvendo uma professora.

“Lembro-me de ter uma miúda que estava a dizer que eu era maric*s porque brincava com as meninas. Uma professora ouviu isto, quis levar-me à sala da outra rapariga e mostrar o meu órgão sexual para mostrar que eu era um rapaz.”

Teatro tornou-se um espaço de liberdade

João Ventura revelou que “nunca teve grandes colos” e que “lidou com as coisas sozinho”.

O concorrente não queria contar à família o que acontecia.

“Em casa não queria dizer, não queria causar problemas aos meus pais, ser o peso de ser diferente.”

Aos 15 anos, começou a fazer teatro e encontrou um espaço onde não era julgado.

“Aos 18 anos percebi que não tinha mal nenhum ser gay.”

Quando a mãe descobriu a sua orientação sexual, reagiu inicialmente com a ideia de que seria apenas uma fase.

Segundo João, a mãe “veio com aquela coisa de ser só uma fase”.

Mais tarde, o teatro continuou a ocupar um lugar importante na sua vida e surgiu também o primeiro grande amor.

Morte da mãe e do irmão marcaram João Ventura

Em 2012, a família descobriu que a mãe sofria de uma doença oncológica já muito avançada.

“Em 2012 a minha mãe começou a ter ataques de pânico e a dormir à noite e descobriram que a mãe tinha um cancro, nível quatro, já estava super avançado. Não havia grande coisa a fazer.”

A mãe morreu em 2014. Dois anos depois, João Ventura perdeu o irmão, que tinha apenas 27 anos.

“Ter perdido o meu irmão foi quase amputar uma parte de mim.”

O irmão acompanhava reality shows e João acredita que a sua entrada no programa tem uma dimensão especial.

O concorrente falou numa “justiça divina” e afirmou estar a viver uma transformação.

“Sinto mesmo que estou no momento de mudança da minha vida.”

A palavra escolhida para resumir a experiência foi “renascimento”.

Maria Botelho Moniz deixa mensagem a João

Depois da Curva da Vida, Maria Botelho Moniz falou diretamente com o concorrente.

“O seu irmão com certeza está aí dentro consigo, porque o Francisco gostava de reality shows.”

João Ventura respondeu emocionado, mas determinado a continuar.

“Está. Gostava de reality shows e era um homem cheio de força, portanto, ele está aqui comigo e sempre que é preciso sentir assim mais força, ainda há bocado estava ali no sofá, estava a pensar nele e na minha mãe, estão aqui comigo e estou aqui para tudo. Sou chorão, vou chorar, mas estou aqui cheio de força, sim.”

Tatiana impedida de voltar a ser líder

A gala trouxe ainda uma consequência importante para Tatiana.

Mariana Sá abriu a Caixa de Pandora e teve de impedir um dos colegas de participar em novas provas do líder.

A escolha recaiu sobre Tatiana. Assim, a concorrente fica afastada de todas as disputas pela liderança até ao final do Big Brother Verão.

Tatiana já tinha conquistado esse estatuto uma vez durante a participação no programa.

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