Big Brother All Stars: acusação de assédio gera críticas e Joana Sobral leva consentimento para o debate do tema.
A acusação feita por Diogo Marcelino a Catarina Miranda não terminou na discussão entre os dois concorrentes. Esta quarta-feira, 23 de setembro, o assunto dominou o «Diário» do «Big Brother All Stars» e abriu uma discussão mais ampla sobre assédio, consentimento e os limites das palavras utilizadas dentro da casa.
O episódio original já tinha colocado Diogo e Catarina em confronto. O concorrente afirmou que Catarina teria tido um contacto físico consigo numa zona sem câmaras e usou a palavra assédio para classificar a situação. Catarina rejeitou a acusação.
No «Diário», Cristiana Jesus discordou frontalmente da leitura de Diogo Marcelino.
«Eu acho que eles banalizam muito o tema assédio, foi por isso que eu brinquei no início, porque um assédio é grave e o que o Diogo Marcelino está a dizer é grave. Eu não vi um assédio da Miranda, nunca vi», afirmou.
Adriano Silva Martins considera acusação «completamente descabida»
Adriano Silva Martins seguiu a mesma linha.
«Acho que é completamente descabido», começou por dizer, defendendo que, perante uma situação efetivamente entendida pela produção como assédio, teriam necessariamente sido impostos limites dentro do programa.
O comentador criticou também o vocabulário que tem sido utilizado nos confrontos dos últimos dias, incluindo o momento em que Miguel Vicente chamou «galdéria» a Catarina Miranda.
Joana Sobral mostrou igualmente preocupação: «Acho muito perigoso este tema», afirmou, considerando que os concorrentes estão a colocar uma excessiva «leviandade» sobre uma palavra que representa situações graves.
Joana Sobral fala do caso de Vera Cláudia e de consentimento
A conversa estendeu-se ao episódio entre Pedro Fonseca e Vera Cláudia.
Joana Sobral, que conhece Pedro da convivência na casa, chamou a atenção para o facto de uma mulher poder sentir desconforto e não reagir imediatamente.
«Quando há um desconforto desmedido e que vai acontecendo dia para dia, nós na primeira vez […] não queremos demonstrar logo», explicou.
A ex-concorrente apontou ainda um receio associado a essas reações: «Porque nós é que somos as loucas, as frágeis, as que estamos a fazer drama, ou que vamos usar isso para jogo.»
Para Joana, a intenção de quem toca não elimina a necessidade de existir consentimento: «Não quer dizer que ele tenha a intenção de o fazer, mas eu não permito.»
Cristiana Jesus acabou também por recorrer à ironia perante a sucessão de acusações dentro da casa, afirmando que o termo assédio está a ser utilizado desde o início da edição e brincando: «Chamem-me lá para dentro para eu ser assediada.»
