Diogo Zambujo lança “Vir a Ser”, álbum de estreia com onze canções entre a perda, a mudança e a procura, já nas plataformas.
Diogo Zambujo apresenta “Vir a Ser”, o primeiro álbum da carreira, já disponível nas plataformas digitais e também em formato vinil.
O disco reúne onze canções e chega depois de o músico ter antecipado alguns dos temas que agora encontram lugar num trabalho pensado como um percurso completo. “O Mundo Sou Eu”, “Amor Sem Nome”, “Pisa a Poça”, com Tainá, e “Contramão” foram algumas das primeiras portas abertas para o álbum.
No comunicado enviado à imprensa, “Vir a Ser” é apresentado como “um disco sobre perder-se, seguir em frente e descobrir quem se pode vir a ser”, atravessando temas como amor, perda, procura e mudança.
Um disco construído a partir da ideia de movimento
“Amor Sem Nome” abre o alinhamento com o fim de uma relação e a distância que se instala entre duas pessoas. A viagem surge como imagem recorrente, entre aquilo que se escolhe e aquilo que já não é possível alcançar.
Em “Aperto em Mim”, o foco passa para uma inquietação mais interior, marcada pela sensação de prisão numa rotina e pela necessidade de encontrar espaço para respirar.
“Pisa a Poça”, com Tainá, leva o disco para outro lugar e transforma a persistência num dos seus elementos centrais: continuar, encontrar o próprio espaço e aceitar que também é possível perder-se durante o caminho.
Essa ideia prolonga-se em “O Que Te Resta”, tema onde Diogo Zambujo canta “Só te resta remar”.
É uma frase curta que ajuda a sintetizar grande parte do caminho de “Vir a Ser”: mesmo quando não há respostas definitivas, permanece a possibilidade de avançar.
Entre partir, olhar para dentro e recomeçar
“Contramão” leva essa decisão mais longe. O passado começa a ficar para trás e a personagem escolhe seguir em frente mesmo sem garantias sobre aquilo que encontrará.
Já “O Mundo Sou Eu” desloca a viagem para dentro, cruzando memórias, sonhos e a diferença entre aquilo que se deseja e aquilo que efetivamente se vive.
O lado B do álbum começa com “Rosas e Trevas”, centrada num amor construído como escolha continuada e naquilo que permanece na memória à medida que o tempo passa.
“Luar” recupera a sensação de suspensão, enquanto “Ferida Sarada”, escolhido como single do álbum, acompanha duas pessoas que seguem caminhos diferentes e admite a possibilidade de cura e de um reencontro futuro.
“Outro Quarto Qualquer” aborda relações breves e aquilo que permanece depois de uma intimidade passageira. “Mais Um Dia” encerra o álbum apontando para a continuidade.
Segundo o comunicado, “mesmo quando parece não restar muito, ainda existe o dia seguinte — e talvez seja precisamente aí que começa o processo de voltar a ser.”
Música portuguesa, referências brasileiras, jazz e rock
Musicalmente, Diogo Zambujo não fechou o álbum numa única linguagem.
A produção descreve “Vir a Ser” como um trabalho onde convivem “canções de matriz portuguesa, melodias que evocam a música brasileira, apontamentos de jazz e momentos em que surgem traços mais rock”.
O músico contou com participações de André Santos, Joel Silva, João Moreira, Valter Freitas e Tainá.
O álbum foi gravado entre Vale de Lobos, o audivibe e o Roma 49, com produção de André Santos. Bernardo Barata ficou responsável por grande parte da gravação, mistura e masterização. Todas as letras e composições são assinadas por Diogo Zambujo.
“Vir a Ser” vai também chegar aos palcos
A apresentação do álbum terá continuidade ao vivo nos próximos meses.
Diogo Zambujo atua a 30 de outubro no Teatro Municipal da Guarda e, no dia seguinte, passa pela Casa das Artes de Miranda do Corvo. Seguem-se o Pax Julia Teatro Municipal, em Beja, a 7 de novembro; o Teatro Fonseca Moreira, em Felgueiras, a 14; o CAE de Vale de Cambra, a 5 de dezembro; e o Teatro Municipal António Pinheiro, em Tavira, no dia 11.
Já em 2027, estão agendados concertos no Teatro Municipal de Vila Real, a 5 de fevereiro, em Ílhavo, a 20 do mesmo mês, e no Teatro Maria Matos, em Lisboa, a 3 de março.
No comunicado, “Vir a Ser” é resumido como “um álbum sobre aquilo que se perde e aquilo que permanece, sobre partir sem saber exatamente para onde e sobre aprender a reconhecer-se depois da mudança.”
