Miguel Pinto Luz chega a Fátima com a família: “Não precisamos de apagar a nossa identidade”

Miguel Pinto Luz chega a Fátima com a família: “Não precisamos de apagar a nossa identidade”, assinalou o ministro.

Depois de quatro dias de peregrinação, Miguel Pinto Luz partilhou uma reflexão sobre a fé e a liberdade religiosa. A família chegou a Fátima na terça-feira, 6 de outubro.

Miguel Pinto Luz percorreu com a família o caminho até Fátima e assinalou a chegada com uma mensagem nas redes sociais. Entre o cansaço da caminhada e a vontade dos filhos de reviver a experiência, o ministro destacou a importância de afirmar as próprias convicções, respeitando as dos outros.

Na publicação, descreveu os quatro dias de peregrinação como uma vivência que ultrapassou o esforço físico.

“Foram dias de caminho, partilha, testemunho, cansaço (muito), conversa, silêncio, entreajuda e fé. Uma experiência difícil de explicar a quem não a vive. Vivemos numa sociedade livre e plural onde cada um tem a sua fé, a sua religião ou simplesmente não acredita, e é assim que deve ser. Com liberdade, respeito e tolerância de uns pelos outros”, escreveu.

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“Eu sou católico. Vivo a minha fé com naturalidade”

A partilha serviu também para uma reflexão sobre a forma como a religião pode ser vivida publicamente. Miguel Pinto Luz defendeu que o respeito pela diversidade não exige que cada pessoa esconda aquilo em que acredita.

“Mas tolerância não significa esconder aquilo em que acreditamos. Não precisamos de apagar a nossa identidade para respeitar a identidade dos outros. Eu sou católico. Vivo a minha fé com naturalidade, sem a impor a ninguém e sem receio de a afirmar”, acrescentou.

Os filhos quiseram voltar a viver o caminho

A chegada a Fátima ficou marcada como uma memória que o governante garantiu não esquecer. No final da mensagem, trouxe para a partilha a reação da família, sublinhando a vontade dos mais novos de recuperar os momentos passados juntos.

“Em jeito de partilha terminamos com a Ana a falar da magia destes dias, e as gémeas e o António a pedir que o tempo voltasse atrás para poder saborear todos os momentos novamente”, concluiu.

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