Carolina Ortigão fala da relação com Lourenço e assume: “Não acho graça nenhuma envelhecer”, afirmou.
Numa entrevista à TV Guia, a comentadora abordou a proximidade com o filho, os procedimentos estéticos, a chegada da neta e o lugar que encontrou no “Passadeira Vermelha”.
Carolina Ortigão não pretende abdicar de cuidar da imagem e admite voltar a recorrer a procedimentos estéticos. Aos 63 anos, a comentadora explicou à TV Guia que se sente satisfeita com as intervenções recentes, sobretudo por considerar que preservaram a sua expressão.
“Gosto imenso. E sim, eu fiz agora uns procedimentos, um lifting, uma coisa aos olhos, e acho que resultou muito bem. Fiquei felicíssima, nunca pensei que se pudesse mudar sem mexer na expressão. E há outras coisas que irei fazer se for preciso, desde que não perca a minha expressão e a minha identidade. Acho que não tem mal nenhum.”
A antiga apresentadora assumiu que a passagem do tempo não é algo que encare com particular entusiasmo.
“Eu acho que as vou fazer até morrer. Gosto de melhorar a minha imagem. A imagem é muito importante. Tenho vaidade dentro de mim. Todos nós temos. Se pudermos retardar o envelhecimento devemos fazê-lo. Não acho graça nenhuma envelhecer, ter rugas. Há pessoas que acham piada, eu não.”
Lourenço conhece-lhe as palavras antes de as ouvir
Na mesma entrevista, Carolina descreveu uma relação de grande proximidade com Lourenço Ortigão, mas reconheceu que as semelhanças entre os dois também originam confrontos.
“Somos iguais de feitio. É amor e ódio. Amor e ódio quer dizer, no sentido de sermos iguais. Às vezes chocamos porque eu começo a pensar e ele já sabe o que eu estou a pensar. Eu começo uma frase e ele já sabe o que vou dizer. Somos iguais. Temos a mesma maneira de sentir, de pensar. A gente entende-se.”
A comentadora garantiu ainda que, quando considera ter ultrapassado os limites, consegue reconhecê-lo e pedir desculpa.
Sobre Kelly Bailey, destacou a tranquilidade e a importância da relação na vida de ambos.
“Acho que foram uma bênção na vida um do outro. Ela é muito tranquila. Aquilo que vocês veem é aquilo que ela é. Uma mulher linda, uma mulher maravilhosa. Uma boa atriz. Uma belíssima atriz e eles fazem um casal fantástico.”
Julieta e Vicente com semelhanças diferentes
A chegada de Julieta trouxe novas rotinas à família. Carolina partilhou a sua primeira impressão sobre as parecenças da bebé, estabelecendo uma comparação com o irmão.
“Ela puxa mais ao pai. O Vicente puxa mais à mãe. Fisicamente, ela é mais parecida com o Lourenço, mas ainda é muito cedo para determinar o que vai acontecer. É um bebé ainda muito pequenino. Precisa ainda de muitos cuidados a toda a hora.”
A comentadora mantém uma ligação próxima ao casal e aos netos, acompanhando esta nova fase familiar.
“Represento ali uma geração que está em casa”
No plano profissional, Carolina Ortigão revelou que não imaginava permanecer tanto tempo no “Passadeira Vermelha”.
“Sou muito feliz. Nunca pensei. Achei que iria fazer aquilo por uns meses, talvez por um ano, mas o tempo vai passando. Acho que faço aquilo bem. Faço ao meu jeito, ao meu ritmo. Acho que divirto algumas pessoas, certamente as suficientes para a televisão me manter no canal. Não agradarei a todos, mas também Jesus Cristo não agradou.”
A experiência deu-lhe também a possibilidade de levar para o programa uma perspetiva que considera importante manter em televisão.
“Acho que represento ali uma geração que está em casa. Algumas das pessoas da minha idade estarão certamente em casa a fazer outras coisas. Represento ali uma outra época, não forçosamente uma época que já passou, que está velha, até porque eu não me sinto de todo velha. Acho que, até morrer, vou ser sempre uma mulher nova, que é como me sinto. Mas represento outra vivência e isso é o que eu também quero passar.”
