Big Brother All Stars: reforços querem menos gritos e primeiras escolhas dão vantagem para a liderança, nesta noite.
Renata Reis, Carlos Sousa e Hélder Teixeira entraram com críticas ao ambiente da casa e vontade de trazer diversão. A distribuição de microfones pelos dois novos concorrentes teve consequências no jogo e provocou uma reação desconfiada de Catarina Miranda.
Os novos concorrentes do Big Brother All Stars chegaram à gala deste domingo, 11 de outubro, com um diagnóstico semelhante: a casa precisa de menos discussões e mais momentos de diversão. Renata Reis, Carlos Sousa e Hélder Teixeira assumiram esse propósito perante Maria Botelho Moniz, mas as primeiras escolhas da noite mostraram que a integração nos grupos existentes pode não ser pacífica.
Carlos e Hélder foram desafiados a entregar microfones aos residentes que associavam à animação e à boa disposição. A tarefa, aparentemente centrada no entretenimento, acabou por proporcionar aos escolhidos uma vantagem relacionada com a disputa da liderança.
Renata: “Estou farta de gritos”
Antes de se juntar aos colegas, Renata Reis explicou à apresentadora o que a levou a aceitar o regresso à televisão como concorrente.
“Vim fechar uma coisa que precisa de ser fechada. Tenho saudades da voz, preciso de ouvir a voz da voz. E vim passar uma boa vez aqui”, afirmou.
A antiga finalista do Secret Story 8 evitou, porém, antecipar o comportamento que terá dentro da casa: “Nem eu sei o que esperar de mim, portanto eu não vou prometer nada porque eu não sei o que é que vou entregar. É melhor assim.”
Sobre aquilo que acompanhou no exterior, deixou uma crítica clara ao excesso de confrontos: “Estou farta de gritos. E eu que grito muito, até eu já estou farta. Portanto, acho que os gritos é aquilo que eu estou a gostar menos deste programa.”
Ainda assim, reconheceu potencial nos participantes: “Acho que tem ali um bom grupo, um grupo engraçado que cada vez está a desaparecer mais, mas acho que se formos ali puxar um bocadinho, tem muito, tem muito que se lhe diga, tem muito conteúdo.”
O objetivo imediato ficou definido antes da entrada: “Sinceramente, eu acho que a casa está a precisar de diversão. Eu quero entregar diversão.”
Carlos e Hélder procuram outra forma de conviver
Carlos Sousa também explicou o regresso como uma oportunidade para voltar a testar-se num formato que conhece.
“Eu nunca digo não a um desafio. Então, já estava afastado há algum tempo, por que não avivar um bocadinho a memória, ver o que é que se passa”, disse a Maria Botelho Moniz.
Na sua leitura, a convivência precisava de mudar de tom: “Precisava de um bocadinho mais de leveza, minha querida, assim um pouco mais suave.”
Hélder Teixeira acompanhou essa avaliação e recorreu à temática musical da gala para explicar o que gostaria de encontrar: “O ambiente está assim um bocadinho pesado, há muita poluição sonora e a gente quer outro tipo de música. Vamos criar aqui um ambiente muito bom.”
O concorrente disse ainda sentir-se confortável com o regresso, sem levar ressentimentos antigos para esta participação.
As escolhas para animar a casa
Já na sala, Carlos Sousa distinguiu Miguel Vicente, Catarina Miranda e Helena Isabel. Sobre o algarvio, justificou a escolha com a energia que lhe reconhece: “É festa todos os dias, animação, é barulho todos os dias.”
Ao entregar um microfone a Helena, defendeu que o sentido de humor da jurista nem sempre é bem recebido pelos restantes moradores.
“A Helena às vezes aqui quer brincar, brincar, mas não a deixam. As pessoas ou compreendem o sentido de humor que ela tem, ou às vezes levam para implicar com ela, apontar o dedo, etc.”, argumentou.
Hélder destacou Francisco Monteiro, por considerar que tem “bom conteúdo para poder animar a casa”, e Sónia Jesus, a quem reconheceu uma mudança desde o início da edição: “Acho que ela está muito mais solta, estás muito mais à vontade agora.”
A dinâmica previa seis escolhidos. No final, uma mensagem colocada num vinil revelou que a seleção tinha implicações na competição. “Mais perto da liberdade do poder”, leu Hélder, antes de ser esclarecida a ligação da recompensa à liderança. A distinção representava uma vantagem nessa disputa, sem equivaler, por si só, à conquista da imunidade.
Helena surpreende Carlos com uma pergunta
A entrega do microfone a Helena Isabel também deu origem a um momento de embaraço em direto. Ao receber o objeto, a concorrente dirigiu uma pergunta de duplo sentido a Carlos Sousa: “Será que é igual ao teu?”
A reação chegou da própria voz do programa: “Não sei se vos fiz rir, mas eu confesso que estou com alguma dificuldade.”
Em estúdio, Maria Botelho Moniz comentou entre risos: “Tenho para aí 150 pessoas coradas neste momento à minha volta.”
Helena desvalorizou a intervenção, explicando que pretendia descontrair o ambiente: “É só para quebrar aqui o gelo.” O Big Brother preferiu travar a resposta do novo concorrente: “Não responda à pergunta da Helena, por favor.”
Catarina Miranda antecipa novas alianças
Apesar das intenções de trazer boa disposição, a chegada da dupla foi recebida com reservas por Catarina Miranda.
“Os escarreta vão aumentar”, afirmou a concorrente de Almeirim, numa referência ao grupo adversário.
A observação apontou para o receio de que os novos participantes se aproximem de Miguel Vicente e Luís Gonçalves. As escolhas feitas na dinâmica suscitaram essa leitura de Catarina, mas não constituíram uma declaração de aliança por parte de Carlos ou de Hélder.
