Big Brother All Stars: Susana exige «sanção a sério» para Francisco e Inês Morais arrasa o seu jogo

Francisco Monteiro esteve no centro das críticas no «Extra» do «Big Brother All Stars», com Susana Dias Ramos a defender uma “sanção a sério” e Inês Morais a condenar os ataques a Catarina Miranda. O debate estendeu-se à relação do concorrente com Noélia Pereira e Sónia Jesus, numa altura em que o seu afastamento de várias dinâmicas da casa também está a ser questionado.

A saída do quarto do líder, determinada como castigo pela recusa em participar nas atividades, foi um dos episódios analisados. Já numa conversa com Noélia, na noite de quarta-feira, 21 de outubro, Francisco mostrou resistência à mudança, que o obrigava a partilhar o outro quarto com Luís Gonçalves e Miguel Vicente.

“Eu vou ficar na piscina até me estarem a cair os dedos”, afirmou. Na mesma conversa, acrescentou: “Possivelmente estou louco, tenho que ser avaliado”.

Susana considera mudança de quarto uma «benesse»

No «Extra», Marta Cardoso esclareceu que a origem da mudança de quarto não tinha sido compreendida por uma parte dos concorrentes.

“Até há bem pouco tempo, pelo menos até ao início deste ‘Extra’, uma boa parte da casa desconhecia que esta alteração do Francisco do quarto do líder para o outro tinha a ver com uma sanção. A maior parte achava que tinha sido uma escolha dela”, explicou, referindo-se a Catarina Miranda.

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Susana Dias Ramos considerou que o castigo acabava por favorecer Francisco: “É uma sanção maravilhosa para o Francisco. Ele estava há muito tempo a meter o pé. Portanto, ele nem consegue ver a benesse maravilhosa que isto é. Efetivamente é um castigo, mas é um castigo que seria uma sanção para todas as outras pessoas. Para ele, acho que é uma benesse”.

A comentadora censurou também a reação à saída do confessionário: “A saída dele é de bradar aos céus. A saída quando ele sai do confessionário e vem a rezar, como as beatas da porta da igreja”.

Na mesma intervenção, recuperou as mensagens que disse ter recebido sobre um eventual tratamento privilegiado: “Lembro-me de que, quando o Francisco entrou e começámos a comentar, de certeza que as minhas colegas também receberam aquilo: ‘Ah, estas não vão comentar, estão a pensar no Francisco, que é o cunhado da patroa’, e não sei quem, não sei que mais”.

«Tem de começar a ter tino»

A crítica mais dura surgiu a propósito da alegação de Francisco de que estaria a ser provocado para perder o controlo e, consequentemente, o pagamento pela participação.

“Isto que o Francisco fez é que merecia uma sanção a sério, que é dizer: ‘Estão à espera que eu parta alguma coisa, estão-me a provocar para eu partir alguma coisa para não terem de me pagar’. Para isso, o meu amigo já tinha saído na outra casa, que partiu tudo, não sei se está toda a gente recordada. Partiu a casa de banho, partiu a parede, partiu tudo. Não foi sancionado e não saiu. Portanto, não é preciso ele partir nada, que ele não vai sair ainda que parta”, afirmou Susana, numa apreciação sua sobre episódios anteriores e a atuação da produção.

A comentadora questionou ainda a insistência dos colegas em tentar integrá-lo nas atividades: “O Francisco tem de começar a ter tino e deixar de se comportar como um miúdo mimado. Aquilo que ele tem feito desde que entrou é fazer birra atrás de birra, birra atrás de birra, birra atrás de birra. Eu vi os colegas toda a santa tarde, depois da dinâmica onde se divertiram imenso, de roda do menino: ‘Ai Francisco, tu devias ter ido, ai Francisco, tu devias fazer, ai Francisco, tu devias pôr’. Porra! Mas está tudo bem da cabeça?”.

Marta Cardoso questiona poder atribuído à liderança

Marta Cardoso procurou introduzir no debate os argumentos apresentados pelo concorrente sobre os poderes da sua principal adversária.

“Vamos também aos factos e tentar aqui perceber os argumentos do Francisco. É a primeira vez que uma liderança, é a Catarina, podia ter sido qualquer outro, mas é a Catarina, que é neste momento a maior antagonista do Francisco, tem tanto poder e, com esse poder, o protagonismo a que temos assistido. Seria natural ou não que o Francisco, ou qualquer outro, questionasse por que razão esta líder tem um poder e um protagonismo que outros líderes não tiveram? Manifestarem-se relativamente a isso pode ou não incomodar os restantes?”, perguntou.

Susana Dias Ramos manteve a posição: “Eu acho que não tem porquê”.

A comentadora já tinha apontado a ausência de Francisco em momentos de convívio: “De repente, na liderança da Santa Catarina, o grupo decide todo unir-se e divertir-se. E o Francisco fica de fora. Aliás, o Francisco vem ficando de fora de diversas dinâmicas e de um determinado grupo”.

Na sua leitura, o concorrente não acompanhou a vontade dos restantes de suspender as discussões: “Ele tem um bocadinho as discussões em pausa e olha, está toda a gente cansada, vamos se calhar dar aqui uma pausa e vamos nos divertir todos uns com os outros, conversar uns com os outros, dançar uma kizomba, fazer seja lá o que for. O Francisco continua, é tipo primária, não fala mais para ti porque tu falaste com ela. O Francisco é assim”.

Ataques à vida privada provocam indignação no painel

Susana alertou para as consequências desta postura no percurso de Francisco: “Ele vai-se perder completamente neste jogo ou ele para, ou alguém lhe diz: ‘Olha Francisco, tu tens que parar, pôr a mão na consciência’. Custa-me acreditar que o Francisco ouça alguém, mas tens que pôr a mão na consciência e não podes continuar a ter este tipo de atitudes agressivíssimas”.

O recurso a assuntos exteriores à competição mereceu particular reprovação: “Ele adjetiva as pessoas de uma forma que não cabe na cabeça de ninguém. E eu acho profundamente errado, acho que as sanções não são só porque o Luís faz muito barulho, ou porque discute. Entre as coisas que o Luís diz boca fora, disparatadamente, sem controlo, e as coisas que o Francisco diz propositadamente para magoar, eu acho doentio tu pegares em coisas que são da tua vida privada, não pertencem ao jogo, para ter que usar: ‘Tu nunca ganhaste nada, tu só ganhaste despedimentos, perdas, és uma loser’”.

A comentadora questionou também o ressentimento que identificou nas palavras do concorrente: “A forma como ele diz isto, com uma raiva tal, leva-me a crer realmente que há aqui qualquer coisa que a gente não percebe o que é que se passou aqui fora, que ele tem que dizer: ‘Eu ajudei-te lá fora, eu ajudei-te lá fora’. Quando na realidade aquilo que nós sabemos, ou aquilo que ele explicou cá para fora, era que o Francisco mandou uma mensagem à Catarina porque se sentiu da traição de que ela foi vítima. A Catarina viu ali um amigo, desabafou, teve ali um homem amigo”.

Inês Morais: «A vida não se resume a ganhar reality shows»

Inês Morais acrescentou à análise a ideia de que a ajuda entre Francisco e Catarina não teria sido unilateral.

“Não passou muito disto. E pelo que eu também sei, acho que a Catarina também o ajudou a ele em algumas coisas. A mim parece-me que isto é completamente ridículo, é triste”, afirmou.

A comentadora recuperou depois a comparação com um «calhau» para expressar o seu desagrado: “Tenho a certeza que vou ter esta oportunidade de dizer ao Francisco que neste momento, a olhar para estas imagens, eu também preferia que se ele estivesse frente a frente com um calhau, que milhares de pessoas votassem no calhau, porque honestamente isto não faz sentido nenhum. ‘Nunca ganhaste nada na tua vida, és uma loser’. A vida não se resume a ganhar reality shows. Gostava também que o Francisco percebesse isto”.

Embora tenha ressalvado que Catarina “não é nenhuma santa”, Inês considerou que a concorrente tem conseguido responder à pressão: “Ela está a saber reagir com esta intensidade do Francisco”.

Na sua avaliação, Catarina tem ficado “sossegadinha, a permitir que toda a gente veja asneiras que ele faz”. Inês reconheceu, ainda assim, autenticidade a Francisco, por considerar que o concorrente não esconde a sua forma de ser.

Noélia acusada de jogar para os outros

A relação entre Francisco e Noélia foi outro dos temas do debate, depois de Marta Cardoso recuperar a interpretação de Sónia de que a colega guardaria ressentimentos contra Catarina.

Inês Morais concordou: “Faz, faz-me completo sentido. Aliás, a Noélia tem uma personalidade muito de se anular e de fazer para os outros. O Francisco tem uma personalidade completamente de dominar ali a situação, de manipular as pessoas, de querer ser o centro e a voz ativa de um grupo e a Noélia muito mais de se anular e de jogar, vou meter isto em contexto de jogo porque não sei como é a vida da Noélia, de jogar para outros”.

A comentadora estabeleceu uma comparação com anteriores participações de Noélia: “Ela já o fez e fez durante muito tempo com o Savate. Parece que o papel dela muitas vezes nos reality shows é para servir um ego inflamado do jogo. Esta é a minha opinião sobre muitas vezes o jogo da Noélia e é uma pena, porque ela tem opiniões engraçadas, tem uma maneira de se expressar que acho que tem valor”.

Quando Marta observou que Noélia “poderia trazer mais-valias para o jogo”, Inês respondeu: “Completamente, eu tenho mesmo muita pena, não só da Noélia, mas como de outros concorrentes, de não se quererem evidenciar com as personalidades deles”.

Sónia distinguida pela capacidade de discordar

Inês Morais rejeitou, por outro lado, que Sónia devesse ser vista como uma concorrente subordinada a Francisco.

“A Sónia aqui surpreendeu-me um bocadinho porque um dos meus maiores desgostos nesta edição é ver a Sónia a ter um rótulo que ela não está a fazer nada por ele, ou seja, a Sónia, que é de secretária do Francisco”, declarou.

Para a comentadora, a capacidade de discordar demonstra autonomia: “A Sónia não tem problemas de se posicionar aqui e de dizer e de achar que a Miranda está bem e achar que o Francisco está mal, ela não tem qualquer tipo de problemas nisso”.

Inês terminou com um apelo a um jogo mais individual: “Como o Francisco tem esta atitude de querer manipular as pessoas à sua volta, de que se tu és do meu grupo, és minha aliada, tens que jogar para mim e só para mim, a Sónia acaba por levar aqui com o rótulo que eu acho que não lhe pertence. Gostava mesmo que ela e todas as outras pessoas saíssem um bocadinho desse círculo e começassem a jogar sozinhas, porque jogar para outros não é nada, isto tem um prémio”.

Diana Lopes identifica estratégias semelhantes nos dois rivais

A perda de aliados também foi analisada a partir de uma observação de Renata, recuperada por Marta Cardoso: “Hoje vimos a Renata à tarde dizer que o Francisco foi perdendo aliados até ficar só com a Noélia. Não se pode dar ao luxo, isto nas palavras da Renata, não se pode dar ao luxo de perder também a Noélia, portanto tem que a proteger a todo o custo”.

Diana Lopes introduziu uma leitura diferente sobre a responsabilidade nesse afastamento: “Eu não acho que o Francisco esteja a perder os aliados por culpa própria. Eu acho que o Francisco e a Miranda estão a fazer exatamente o mesmo um com o outro, mas de formas completamente diferentes. Ou seja, a Miranda está a isolar o Francisco, mas de forma muito mais inteligente, e o Francisco acaba por tentar fazer exatamente o mesmo, mas de uma forma muito óbvia, muito manipuladora”.

Marta contrapôs: “Muito dominadora, muito alta. Há aqui alguma culpa, e aqui a culpa com muitas aspas desse isolamento, porque temos visto o Francisco muito isolado, temos visto o Francisco deitado, acaba por ser um pouco auto-sabotado”.

Diana concordou que o próprio concorrente contribui para essa distância: “Ele acaba por se auto-sabotar e auto-isolar, porque ele não percebe, tal como a Sónia disse e bem, que as pessoas conseguem ter opiniões sobre outros jogos, sobre outras pessoas com as quais ele pode não se dar bem. Está tudo certo em relação a isso, e isso não significa que as pessoas deixem de gostar dele”.

E concluiu: “Simplesmente conseguem ver qualidades e vertentes noutro tipo de jogos, noutro tipo de estratégias, que se calhar ele não consegue ver, porque só para ele é o melhor”.

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