Afonso dançou com Zara Larsson no NOS Alive e foi alvo de ataques: comentadores condenam “ódio” e homofobia

Afonso dançou com Zara Larsson no NOS Alive e foi alvo de ataques: comentadores condenam “ódio” e homofobia ao jovem.

Afonso realizou o sonho de subir ao palco com Zara Larsson durante o NOS Alive, mas a felicidade do momento acabou ensombrada nas redes sociais. O jovem, sobrinho da estilista Elsa Barreto, tornou-se alvo de comentários ofensivos e ataques de teor homofóbico.

A polémica foi analisada no «V+ Fama» e no «Passadeira Vermelha». Nos dois programas, os comentadores condenaram a hostilidade dirigida ao menor e deixaram-lhe várias mensagens de apoio.

Pedro Capitão e António Leal e Silva reagiram com indignação no canal V+. Já na SIC Caras, Joana Latino e Hugo Mendes alertaram para o preconceito revelado por centenas de comentários.

Pedro Capitão critica “gente desocupada, mal-amada e amargurada”

No «V+ Fama», Pedro Capitão começou por recordar que Afonso apenas aproveitou a oportunidade para estar ao lado da sua artista favorita.

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O comentador mostrou-se surpreendido com a quantidade de pessoas que utilizaram as redes sociais para atacar o jovem depois do concerto.

“A inveja é tramada. Eu estou impressionado com a quantidade de gente desocupada, mal-amada e amargurada que fez de palco das redes sociais para vir a criticar o sonho do rapaz, do Afonso, que era cantar e subir ao palco com a sua cantora favorita”, afirmou.

Além disso, Pedro Capitão questionou a reação que os próprios autores das críticas teriam perante uma oportunidade semelhante.

“Eu não acredito que essa gente, que são os juízes da moral, dos bons costumes, nas redes sociais, se estivesse presente num concerto do seu ídolo musical e se este não o chamasse para ir ao palco, gostava de saber se iriam ou não. O miúdo é fantástico”, declarou.

Para o comentador, o entusiasmo demonstrado por Afonso não justificava qualquer ataque. Pelo contrário, o momento deveria ter sido entendido como a concretização de um sonho.

António Leal e Silva classifica ataques como “nojentos”

António Leal e Silva acompanhou a indignação de Pedro Capitão, embora tenha rejeitado a ideia de que os autores dos comentários representem os bons costumes.

“Eu estou impressionado. Olha, eu aí vou discordar de ti porque acho que não são pessoas com bons costumes. Não, mas é que são pessoas que estão armadas ao pingarelho. Pessoas que defendem bons costumes têm que ser como este miúdo”, começou por dizer.

Visivelmente revoltado, o comentador endureceu depois as palavras dirigidas a quem atacou Afonso.

“Bem, eu vou começar por uma palavra logo muito dura e muito forte. Eu acho que o que fizeram ao miúdo foi nojento! Também eu. Acho nojento, asqueroso, do pior que há. É de gente mal formada, ordinária, invejosa, de mal com a vida”, afirmou.

António Leal e Silva destacou também a forma como o jovem viveu o momento ao lado de Zara Larsson. Para o comentador, mesmo um eventual erro em palco nunca justificaria o nível de hostilidade registado.

“Ver este miúdo, novinho, que está a realizar um sonho e que o realizou da melhor maneira, que o miúdo não envergonhou ninguém, e mesmo que envergonhasse, é indiferente, subiu ao palco, realizou um sonho. Deixem a criança sonhar. Estudar, ele estuda decerto. Deixem o miúdo sonhar”, defendeu.

“Qual é o problema se o miúdo é isto ou aquilo?”

A indignação de António Leal e Silva aumentou perante os comentários relacionados com a forma de dançar e de se expressar de Afonso.

O comentador pediu que o jovem seja deixado em paz e possa continuar a divertir-se sem ser alvo de julgamentos.

“Gente porca, baixa. Qual é o problema se o miúdo é isto ou aquilo? Vão-se meter na vossa vida, cambada de desocupados. O miúdo está tão feliz, está tão contente. Veio do Norte, tem aquele sotaque do Norte, é um senhor do Norte. Deixem o miúdo em paz, deixem-no viver a vida, divertir-se”, apelou.

Antes de terminar a análise, António Leal e Silva contou que já tinha visto as imagens nas redes sociais. Contudo, só mais tarde percebeu toda a polémica criada em redor da atuação.

“Ela ficou encantada, nós ficámos encantados. Eu tinha visto no Instagram, de vez em quando aparece, e estava extasiado. Eu nem tinha percebido a história, depois fui ver melhor, e hoje, para o programa, fui ver melhor ainda. É uma vergonha os comentários que fazem a chamar nomes, em 2026 ainda se chamam esse tipo de nomes”, lamentou.

Por fim, o comentador deixou uma mensagem direta a Afonso e convidou-o a dançar no programa.

“E parabéns, Afonso, o menino é maravilhoso, e venha sempre dançar para onde quiser e não ligue. Olha, venha dançar ao V+”, concluiu.

Joana Latino alerta para a dimensão do ódio nas redes sociais

A polémica foi igualmente analisada no «Passadeira Vermelha», apresentado por Liliana Campos na SIC Caras.

Joana Latino mostrou-se preocupada não apenas com o conteúdo dos ataques, mas também com a quantidade de utilizadores envolvidos.

Para a comentadora, algumas pessoas recorrem ao ódio para conseguirem atenção e respostas nas plataformas digitais.

“Fico realmente preocupada com a quantidade de ódio. É que é tanto. E senhores que odeiam, já vos percebi. Vocês têm muitas inseguranças, muitas frustrações, muita necessidade de atenção. E o que fazem é ir para as redes sociais. Se disserem ‘gosto muito’, ninguém vos responde, continuam na obscuridade. Se disserem ‘odeio’, sou esta, sou aquela, sou este, sou aquele, trazem os outros todos que estão como vocês da escuridão lá do fundo do esgoto cá para cima, têm todos imensa atenção e ficam muito felizes por andarem a chafurdar na trampa”, analisou.

Perante o comportamento descrito, Joana Latino sugeriu que “se calhar é melhor ir a um psicólogo”.

Hugo Mendes denuncia comentários homofóbicos contra o menor

Hugo Mendes também se mostrou chocado com os ataques. O comentador lamentou, sobretudo, que várias pessoas tenham questionado a sexualidade de Afonso devido à forma como dançou.

“O ódio é cada vez maior. Eu fico chocado, fiquei muito chocado com os comentários que dirigiram ao Afonso. Eram muitos, mas mesmo muitos. Muitos a questionar a sexualidade de um jovem que nada tem que ver com a forma como uma pessoa dança, ou como é que dança, ou que música gosta, ou como é que se veste”, declarou.

O comentador reforçou que “a sexualidade não é definida por nada daquilo que nós possamos fazer”.

Hugo Mendes alargou depois a reflexão a outros casos de preconceito nas redes sociais. Como exemplo, referiu os comentários dirigidos a David Mota devido à sua forma de vestir e de se apresentar.

“Fico também preocupado quando vou à nossa página do Facebook e vejo 500, 600 comentários sobre o David Mota e a forma como ele se apresenta. É um homem que gosta de vestir aquilo que gosta de vestir, ponto. Mas o nível de críticas, de comentários maldosos, preconceitos e homofóbicos transcende-me”, desabafou.

Comentador deixa abraço a Afonso e a outros jovens

Durante a análise, Hugo Mendes sublinhou que Afonso não é o único jovem sujeito a este tipo de julgamento.

Por isso, o comentador estendeu a mensagem de solidariedade a todas as crianças e adolescentes atacados por gostarem de dançar ou de se expressarem livremente.

“Queria mandar um grande, grande abraço para o Afonso e para os Afonsos, porque não é só o Afonso, há muitos, muitos jovens que gostam de quê? De dançar. Uau! O que é que é dançar? Que dançou tão bem”, afirmou.

Hugo Mendes considerou ainda que muitos dos comentários homofóbicos partiram de homens incapazes de respeitar outras pessoas.

O comentador utilizou a polémica para deixar uma reflexão sobre a forma como alguns homens se relacionam com as mulheres.

“O Afonso, de certeza, que gosta muito mais de mulheres do que vocês, porque respeita-as, porque celebra-as, porque dança com elas, porque tenta entendê-las, porque é amigo delas. E muitos dos homens que se dizem heterossexuais, já que falamos de sexualidade, não gostam de mulheres porque nem sequer as tentam compreender. Portanto, isto é importante que caiba na cabeça das pessoas”, declarou.

Por fim, o comentador rejeitou a ideia de que exista qualquer problema no comportamento de Afonso. Na sua perspetiva, a dificuldade está apenas em quem decidiu atacá-lo.

“Essas pessoas que dirigem esses ataques de ódio têm um problema. O Afonso não tem problema nenhum, é uma criança muito feliz”, concluiu.

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