Touros de Morte em Barrancos: “Uma tradição ancestral, da cultura de um povo rural”

No próximo dia 6 de Fevereiro haverá lugar à votação global do orçamento de estado, sendo uma as propostas o aumento do IVA das Touradas de 6 para 23%.

Em Portugal, não são permitidos touros de morte (a morte do touro no final das lides na arena), excepto em Barrancos.

À parte do Festival Terras sem Sombra, que ali esteve este fim-de-semana, questionámos o presidente a Câmara de Barrancos, João António Serranito Nunes, se existirá possibilidade de no futuro a lei de excepção atribuída a Barrancos ser revertida.

O autarca começou por lembrar que “cada vez mais as preocupações, e isso é reflectido no Parlamento com a eleição de deputados que têm visões novas e, que de algum modo reflectem o que é o sentir de muita gente nomeadaamente urbana que olha para estas tradições rurais de forma sobranceira”.

Contudo, “eu sinceramente lhe digo que isso não faz nenhum sentido que, em menos de 20 anos, esse mesmo estado que fez esta alteração à legislação na lei portuguesa e que permite aqui a morte dos touros de forma legal, agora venha alterar. Estamos a falar de uma tradição ancestral, da cultura de um povo rural, estamos a falar de uma vida que sempre se viveu assim, que desenvolveu e formou a identidade desta comunidade”.

Acrescenta que “se isso acontecesse seria bastante mau. Iria dar bastante luta, pode ter a certeza, porque localmente ninguém está interessado em que isso possa vir a acontecer. Mas parece-me que é o que não se deve fazer nestes territórios de baixa densidade e que tantos problemas têm pelo seu isolamento geográfico. A sociedade sentiria esse facto como retirar-lhes algo da sua alma, ao invés de virem aqui trazer apoios e formas de poder ajudar a que se fiem aqui pessoas e tenham uma vida normal”.


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