Bárbara Bandeira no Campo Pequeno: A aclamação da estrela pop nacional, ontem à noite.

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Rute Nunes e Carlos Pedroso
Bárbara Bandeira encheu, ontem, a lotação do Sagres Campo Pequeno, em Lisboa, promovendo um espectáculo que a consagrou como a mais importante artista pop da actualidade.
A pop é uma das áreas da música que pode por vezes ser mais discriminada pelos melómanos, seja por alegadamente dar ideia de consumo imediato e descartável, seja pela pouca profundidade musical que outros também alegam.
Bárbara Bandeira não teve um início de percurso fácil. Primeiro por ser filha de um conhecido músico, Rui Bandeira, seguidamente por o seu pai estar mais associado à música ligeira/romântica.
Acresce, não sendo isso um problema, que Bárbara Bandeira é uma mulher muito bonita. E esta qualidade pode, aos olhos daqueles adeptos do bota-abaixo, rapidamente transformar-se como seu principal cartão de visita, desvalorizando a sua qualidade, inquestionável, enquanto intérprete e dona de uma voz que tem ainda muito para crescer, mas que já nos oferece tanto.
Bárbara tem aquilo que no meio se intitula por ‘star quality’ e raramente deixa alguém indiferente.
2023 está a ser um ano extraordinário pela artista, quer por ter feito a primeira parte dos Coldplay em Portugal, quer por inclusivamente ter actuado com eles, no Estádio Cidade de Coimbra, e ainda por lançar o seu primeiro disco, intitulado ‘Finda’.
É o ano da sua afirmação plena e que deixa a expectativa de poder alcançar outros voos, nacionais e internacionais.
É muito difícil exportar a música pop portuguesa, cantada em português, mas Bárbara Bandeira pode ser a ‘pedrada no charco’, por uma série de factores, alguns já anteriormente mencionados neste escrito.
Ontem, no Sagres Campo Pequeno, contou com público muito heterogéneo nas idades, talvez com maioria a situar-se entre o infantil e juvenil, embora muitos adultos ali também estivessem (e não me refiro aos parentes dos menores).
[Best_Wordpress_Gallery id=”6543″ gal_title=”BarbaraBandeira-CampoPequeno-2023-1″]O palco, quer em termos de iluminação, quer em termos estéticos conseguiu transmitir simplicidade e grandiosidade, sem qualquer exagero. O alinhamento foi bem conseguido, a postura da artista em palco esteve a roçar a perfeição.
Falou nos tempos certos, com as palavras adequadas, nunca indo além do que deveria fazer, exibindo classe, elegância e tranquilidade em toda a sua linguagem corporal.
Emocionou-se, emocionou o público, mas não apostou na cartada fácil da choradeira, bem pelo contrário. Elevou sempre o espectáculo para a vertente da emoção positiva, dos afectos e da alegria.
Contou com vários convidados como Carminho (brilhante dueto, provavelmente o momento mais incrível da noite), Dillaz, Ivandro e MARO, músicos com quem tem canções em conjunto.
Ontem, qualquer dúvida que existisse foi desfeita. Portugal tem uma verdadeira estrela pop, à escala nacional. Com potencial para exibir-se a nível internacional.
Por fim, não menos importante, realce para a sua banda que esteve num patamar superlativo.
Noite extraordinária de Bárbara Bandeira no Sagres Campo Pequeno, expressando eu votos que continue a voar como uma verdadeira borboleta, como a que ontem esteve representada em palco.
[Best_Wordpress_Gallery id=”6544″ gal_title=”BarbaraBandeira-CampoPequeno-2023-2″]Alinhamento:
Intro
Finda
Ride
Ou Não
AAA
Mais Eu
Cidade
Como Eu
Defesa / Ego
Interlúdio (Maro)
Nós os dois
Onde Vais (Carminho)
Tua
última Carta
Carro (Dillaz)
Mentirosa
Como tu (Ivandro)
Cristaliza
