A equipa de Catarina Miranda exigiu uma intervenção da produção do «Big Brother All Stars» e anunciou que poderá recorrer aos meios que considerar necessários para defender a concorrente. Num comunicado publicado nas redes sociais nesta sexta-feira, 23 de outubro, os responsáveis pela página questionaram os critérios das sanções e denunciaram aquilo que consideram ser sucessivos ataques pessoais.
A tomada de posição surgiu depois da discussão entre Catarina e Kina e de novos confrontos com Francisco Monteiro. A equipa reconheceu que a concorrente também provoca e nem sempre tem as melhores atitudes, mas rejeitou que isso justifique os insultos que lhe têm sido dirigidos.
Equipa responsabiliza produção pelos poderes da liderança
O comunicado começa por situar o problema para lá dos acontecimentos desta manhã e por distinguir as decisões da líder dos benefícios que lhe foram atribuídos pelo programa.
“Desde o início desta edição do Big Brother que a Catarina Miranda tem sido alvo de insultos, ataques pessoais e de todo o tipo de adjetivos depreciativos por parte de vários concorrentes. Na semana da sua liderança, foram-lhe atribuídos determinados benefícios por decisão exclusiva da produção. Uma decisão que não partiu da Catarina, mas pela qual acabou por ser duramente atacada e responsabilizada dentro da casa. Foi dito que, caso o líder fosse outro concorrente, os benefícios seriam exatamente os mesmos. Será verdade? Não sabemos.”
Os responsáveis pela página consideram que a liderança agravou uma situação que já vinha a desenvolver-se.
“Mas uma coisa é certa! A liderança da Catarina acabou por ser a cereja no topo do bolo. E não para o público, mas para a própria produção! Ao longo desta semana, assistimos a episódios que consideramos extremamente graves. E convém recordar algo que parece estar a ser constantemente ignorado. A violência não é apenas física! A violência verbal e psicológica também existe, também tem consequências e também merece uma intervenção. Ainda esta manhã, assistimos a mais um episódio protagonizado pela concorrente Kina, durante o qual foram dirigidas à Catarina acusações e expressões que consideramos absolutamente inadmissíveis. E não, as respostas da Catarina não podem servir para desvalorizar aquilo de que tem sido alvo.”
Francisco Monteiro e critérios das sanções no centro das críticas
A equipa mencionou diretamente Francisco Monteiro e comparou a resposta aos seus comportamentos com as penalizações aplicadas a Luís Gonçalves.
“Posteriormente, voltámos a assistir a novos ataques por parte de Francisco Monteiro. E a pergunta impõe-se: Até quando? Até quando continuará a produção a assistir a estes comportamentos sem uma intervenção verdadeiramente eficaz? O concorrente Luís já foi chamado à atenção e sancionado por duas vezes com uma nomeação direta. Mas e os restantes? Existem regras diferentes consoante o concorrente? Existem comportamentos que são tolerados quando interessam à narrativa do programa?”
Francisco foi sancionado esta semana com a perda do estatuto de aliado e do acesso ao quarto da líder, depois de recusar participar nas dinâmicas. O comunicado questiona a proporcionalidade e a eficácia da intervenção perante outros comportamentos, nomeadamente os ataques pessoais.
“As audiências não podem estar acima do respeito”
Na parte mais crítica da mensagem, a equipa dirigiu várias perguntas à produção e colocou em causa a gestão dos conflitos em função do interesse televisivo.
“Vale tudo pelas audiências? Vale tudo para que o Big Brother seja assunto de conversa nos cafés, nos grupos de amigos e nas redes sociais? Vale tudo para alimentar polémicas, mesmo quando isso significa colocar em causa o bem-estar emocional de uma concorrente e, consequentemente, a credibilidade e o bom nome de toda uma produção? Porque as audiências não podem estar acima do respeito, da dignidade e da integridade psicológica de ninguém! Não exigimos privilégios para a Catarina Miranda. Não exigimos que seja protegida de críticas, confrontos ou consequências dos seus próprios comportamentos. Exigimos apenas igualdade de critérios, respeito e que as regras sejam aplicadas a todos, sem exceções. A ausência de uma intervenção proporcional perante determinados comportamentos transmite uma mensagem extremamente preocupante: a de que tudo é permitido, desde que produza conteúdo. E essa é uma mensagem que não podemos aceitar.”
Estas acusações correspondem à posição da equipa da concorrente, expressa no comunicado.
“Se a produção não toma uma posição, tomaremos nós”
A publicação termina com o anúncio de que os responsáveis pela página pretendem agir, sem especificar que medidas estão a ponderar.
“Chega. Mas chega mesmo! Enquanto equipa de Catarina Miranda, não continuaremos a assistir em silêncio àquilo que consideramos ser uma sucessão de ataques e uma evidente falta de intervenção adequada. Não nos vamos calar. Vamos tomar uma posição e agir pelos meios que considerarmos necessários para defender a Catarina e exigir respostas à produção. Porque defender uma concorrente não é pedir tratamento especial. É exigir que o respeito e as regras não sejam opcionais! E se a produção não toma uma posição, tomaremos nós. E enquanto equipa da Catarina Miranda, reconhecemos que a Catarina joga, provoca e nem sempre tem as melhores atitudes. Mas nunca poderão colocar as suas reações ao mesmo nível dos insultos e ataques de que tem sido alvo. Não há comparação possível! E se é isto que define os ‘bons jogadores’ e os ‘essenciais’ do programa, então está tudo dito sobre os valores que se privilegiam neste jogo! Para nós, basta!”
