Francisco Monteiro voltou a contestar os poderes atribuídos a Catarina Miranda no “Big Brother All Stars” e insinuou que a concorrente beneficia de um “contrato especial”. As declarações surgiram na noite de terça-feira, 20 de outubro, enquanto, no Extra da TVI, os comentadores questionaram a forma como o concorrente tem reagido à autonomia da líder.
A possibilidade de Catarina escolher um colega para ir à Árvore dos Poderes e outro para ter acesso à prova do líder motivou as críticas de Francisco. Numa conversa com Sónia Jesus, o concorrente dirigiu a responsabilidade para quem toma essas decisões.
“Ela é que tem culpa? Não! Para mim, culpa tem quem lhe dá este poder, não há coisa melhor do que dar o maior poder possível a um lunático”, afirmou.
Francisco lança suspeitas sobre o contrato de Catarina
Depois do “Especial”, no qual anunciou que pretendia cortar a convivência com Catarina Miranda, Francisco alegou que a colega “nunca faz a mala” quando está nomeada, “porque nunca vai sair”.
Foi nesse contexto que falou num alegado “contrato especial”: “Isso é de certeza, porque eu nunca vi uma liderança como esta. Portanto, o contrato é especial de certeza”.
O concorrente já tinha sugerido que Catarina negociara uma futura colaboração com a TVI: “Ela, quando negociou, negociou para ficar como comentadora a seguir. Está no contrato”.
As afirmações traduzem suspeitas de Francisco Monteiro, não constituindo uma confirmação de condições contratuais ou de um convite para Catarina se tornar comentadora.
Isabel Figueira critica Francisco: “Não se olha ao espelho”
No Extra, o debate centrou-se inicialmente nas aproximações de Catarina Miranda e Helena Isabel a Carlos. Marta Cardoso recuperou a posição de Francisco para perguntar se as duas situações eram comparáveis.
“O Francisco Monteiro, especialmente nesta dinâmica, aquilo que ele está a dizer é que a Catarina não tem credibilidade para falar do flirt e do tipo de jogo que a Helena está a fazer com o Carlos, porque a Catarina faz exatamente a mesma coisa com o mesmo concorrente, que é o Carlos. São comparáveis as dinâmicas entre a Catarina e o Carlos e as dinâmicas entre a Helena e o Carlos?”
Isabel Figueira começou por apontar uma contradição ao concorrente.
“Eu fico aqui às vezes muito baralhada, porque vejo aqui alguém que está a criticar alguém e que não se olha ao espelho. E, portanto, que já fez o mesmo tipo de jogo com outras pessoas. Acho que aqui a Catarina se defendeu muito bem. Eu não era uma fã da Catarina, tenho gostado muito da Catarina ao longo desta edição, tem-me surpreendido, tem-nos dado um bocadinho de tudo e acho que a Catarina tem uma estratégia que não é sempre a mesma, que vai alterando esta dinâmica que ela deu à Jéssica e que fechou o Rúben para o quarto. Portanto, a Catarina vai jogando um bocadinho com todos”, analisou.
“É o Francisco a não gostar de ver a Catarina a jogar sozinha”
Para Isabel Figueira, o conflito também se explica pela dificuldade de Francisco em aceitar que Catarina tome decisões sem o envolver.
“Esta nova dinâmica com o Francisco Monteiro, que nós já vimos a discutir e agora voltam a discutir, eu acho que isto é muito mais do que vem lá de fora. É o Francisco a não gostar de ver a Catarina a jogar sozinha e não a fazer aquilo que ele achava que ela deveria fazer, a jogarem os dois em conjunto, que é o que a Catarina faz: usa um bocadinho quem tem que usar, mas depois, quando tem que jogar sozinha, joga. E eu acho que isto o Francisco não leva muito bem, não leva bem uma crítica. Gosto muito dele, é verdade, mas acho que ultimamente tenho que dizer que ele não tem estado bem”, afirmou.
Flávio Furtado concordou com a necessidade de avaliar os concorrentes pelo que fazem nesta edição.
“Aprecio ouvir isto que a Isabel acabou de dizer, porque para mim a essência de um reality show é colocar pessoas com personalidades diferentes dentro de uma casa e esperar que eles reajam perante adversidades, desafios, dinâmicas, etc. Nesta edição fala-se em jogo e em jogadores. Então é preciso ter a capacidade de esquecer aquilo que todos eles fizeram cá fora ou noutras edições anteriores e avaliá-los meramente neste. Eu ouço dizer, de alguns colegas nossos e outras pessoas, cabeleireiras, maquilhadoras, etc., que não gostam da Catarina Miranda e que ninguém gosta da Catarina Miranda”, referiu.
Flávio Furtado defende avaliação sem preconceitos
Cristiana Jesus interveio com uma pergunta: “E o que é que isso interessa para os outros?”. Flávio respondeu recorrendo ao contacto que teve com Catarina.
“No que diz respeito a mim, eu senti que a rapariga duas ou três vezes tratou-me lindamente e não tenho nada para lhe apontar. Acho-a às vezes pretensiosa e que diz que vai tirar o lugar à Cristina. A maioria se pudesse, olha, eu até se pudesse também tirava o lugar àCristina, não têm a coragem de dizer e ela tem. Agora, gostei muito de te ouvir, que é isso que é importante, é perceber. Eu nunca comentei um reality onde a Catarina entrou, é a primeira vez, e daquilo que tenho visto eu questiono: será que nos outros ela foi assim tão má pessoa?”
Quanto à relação com Carlos, o comentador considerou que Helena e Catarina partem de níveis de confiança diferentes.
“Se eu noto diferença de flirt num dos casais e noutro? Completamente diferente. Porque a Helena Isabel tem uma outra confiança com o Carlos que a Catarina Miranda não tem. Se eu entrasse num reality com a Isabel e dissesse: ‘Ó Marta, eu acho que me estou a apaixonar pela Isabel’, ela entrava na minha brincadeira e fazíamos ali uma encenação. Eu acho que o Carlos não tem tanto à-vontade para fazê-lo com a Miranda porque não a conhece e não sabe quais são os reais interesses da Catarina Miranda”, explicou.
Cristiana Jesus: “A Catarina não precisa de nenhum homem”
Isabel Figueira reforçou que “elas são completamente diferentes, são duas mulheres completamente diferentes”. Cristiana Jesus acrescentou: “Não, e a Helena só tem aquele tipo de jogo, a Catarina tem várias frentes no jogo”.
Marta Cardoso observou que a aproximação a Carlos tem um peso limitado no percurso de Catarina: “E atrevo-me a dizer que a dinâmica com o Carlos é apenas uma e nem sequer é a principal, é uma coisa recente que vai passando ali”.
Cristiana terminou com uma defesa da autonomia da concorrente e uma crítica à forma como as relações são apresentadas no programa.
“Eu tenho plena certeza que a Catarina não precisa de nenhum homem para conseguir chegar a uma final do ‘Big Brother’. Ela consegue jogar em várias frentes e é muito diversificada. Agora, falam muito em amizades e tudo mais. É tudo uma hipocrisia, porque ninguém está ali para fazer amizades com ninguém, são realmente oportunistas no jogo e utilizam a pessoa quando devem utilizar e quando acham que é importante utilizar, e descartam-na quando acham que já não precisam dela”, concluiu.
Miguel recebe poder que não pode usar e escolhe Helena
A distribuição de poderes teve outro desenvolvimento no “Especial” de terça-feira. Miguel Vicente descobriu que o acesso à Árvore dos Poderes, conquistado numa dinâmica na gala de domingo, 18 de outubro, lhe tinha dado o poder da liderança.
A Voz, porém, lembrou a restrição que lhe tinha sido aplicada: “Miguel, temos um problema. O problema é que o Miguel, como bem sabe, está impedido de assumir a liderança”.
O concorrente tentou perceber se a nova vantagem anulava essa condição: “Mas isto é um poder, sobrepõe-se, não é?”.
O Big Brother esclareceu que continuava em vigor o impedimento até ao fim do programa, resultante do poder da exclusão usado por Catarina Miranda.
“Não, não é. A verdade é que aquilo que estava determinado está determinado e, assim sendo, vai ter de decidir alguém a quem atribuir este poder”, informou.
Miguel escolheu Helena Isabel. A concorrente ficou, assim, com a possibilidade de retirar a liderança a um colega depois de este a conquistar na prova do líder.
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