Big Brother Verão: Joaquim e Íris expulsos, Ana Luísa abre o coração e cinco ficam em risco de expulsão esta semana.
A gala do Big Brother Verão deste domingo, 26 de julho, ficou marcada pela saída de Joaquim e Íris. A dupla expulsão reduziu o grupo e apanhou os concorrentes de surpresa em diferentes momentos da emissão.
Além das decisões do público, Ana Luísa partilhou a sua Curva da Vida. A concorrente recordou as dificuldades familiares, o início precoce no trabalho, a maternidade e a passagem pelo Survivor.
Maria Botelho Moniz abordou ainda as relações de Nuno com Raquel e Sara. Já na última parte, as nomeações deixaram Vanessa em risco e aproximaram outros quatro participantes da próxima expulsão.
Joaquim abandona a casa com 7% dos votos
Joaquim foi o primeiro concorrente expulso da noite. O participante recebeu 7% dos votos numa votação que também incluía Nuno, Raquel, Sara e Vanessa.
Natural de Guimarães, o jovem de 28 anos trabalha como designer de interiores e criador de conteúdos. Antes de entrar, apresentou-se como competitivo, intenso, sociável, direto e impulsivo.
Joaquim garantiu ainda que pretendia “jogar sem filtros, com humor e inteligência”. Contudo, a sua prestação não convenceu os portugueses a prolongarem a permanência no programa.
Já em estúdio, o ex-concorrente admitiu que não conseguiu manter a mesma postura durante os últimos dias.
“Sinto que fracassei um bocado agora no final, não vou mentir. Deixei-me um bocado abalar pelo que podiam estar a pensar cá fora, houve temas um bocado delicados que me deixaram um bocado introvertido. Acho que se eu tivesse mantido mais a minha posição e tivesse não digo atacar, mas manter a minha personalidade, se calhar, tinha tido um feedback mais positivo”, confessou.
Joaquim explica fragilidade nos últimos dias
O antigo participante reconheceu que teve dificuldades em verbalizar aquilo que estava a sentir. Apesar disso, mostrou-se aliviado por ter esclarecido a situação antes de deixar a casa.
“Nestes últimos dois dias, tive dificuldade em expressar-me e, se calhar, explicar aquilo que eu estava a sentir. Felizmente, agora ao final, tive essa oportunidade, é um peso que me sai, porque eu tinha medo realmente de sair e não deixar bem explicado. Sinto até que houve alguma perceção da parte do pessoal. Por um lado, sinto que poderia ter sido mais forte nesta última etapa e ter aproveitado a oportunidade logo na hora e ter explicado. Ao mesmo tempo, como foi algo emocional, foi algo que me tocou e eu realmente estava fragilizado naquele dia, não me consigo culpar, porque, ao fim ao cabo, aquilo que eu sinto não consigo mudar, portanto, é o que é”, acrescentou.
Apesar do resultado, Joaquim fez um balanço positivo da passagem pelo reality show.
“Trago amigos, sem dúvidas. Agora que saio, consigo dizer que consigo gostar de quase toda a gente que está ali dentro e apreciar várias coisas lá dentro. Apesar de tudo, acho que foi uma experiência que me acrescentou bastante”, concluiu.
Íris é surpreendida pela segunda expulsão
Mais tarde, a gala avançou com uma votação rápida. O público voltou a decidir e Íris foi a concorrente menos votada, tornando-se a segunda expulsa da emissão.
A jovem de 23 anos, natural de Lisboa, trabalha na área do marketing e como promotora de eventos. Filha de bailarinos, cresceu ligada à dança e entrou no programa determinada a destacar a sua personalidade.
Na apresentação, Íris definiu-se como uma mulher inteligente, frontal e comunicativa. A concorrente também revelou interesse por áreas tão distintas como a política, a cultura e a mitologia grega.
Apesar da participação ativa no jogo, a jovem não reuniu votos suficientes para continuar a lutar pelo prémio final.
Ana Luísa recorda mudança na infância
Outro dos principais momentos da gala foi a Curva da Vida de Ana Luísa. Nascida a 11 de novembro de 1972, a concorrente viveu uma infância tranquila até aos 12 anos.
Nessa altura, o pai sofreu um acidente vascular cerebral. Perdeu a fala e a visão, ficando impossibilitado de continuar a garantir o sustento da família.
A casa passou a depender do dinheiro da reforma. Ana Luísa recordou os momentos em que precisava de contar moedas ou ir à mercearia buscar bens essenciais, deixando as despesas por pagar.
“Eu sabia que até era hábito fazerem aquilo, mas eu não gostava. Eu tinha muita vergonha”, contou.
Apesar das sequelas, o pai manteve a consciência. A família temia que pudesse atentar contra a própria vida por sentir que já não conseguia criar os filhos.
Além das dificuldades financeiras, a habitação não tinha saneamento. Por isso, Ana Luísa precisava de tomar banho na escola ou na Casa do Povo.
Trabalho começou aos 14 anos
Aos 14 anos, Ana Luísa começou a trabalhar durante o verão num armazém de fruta.
“Eu tinha que ir às 6 da manhã e ia trabalhar para o Carregado, a carregar fruta”, recordou.
O esforço físico e as temperaturas elevadas faziam com que se sentisse mal. No entanto, não podia “dar o braço a torcer”, pois receava ser dispensada e precisava daquele rendimento.
O dinheiro permitiu-lhe continuar a estudar e comprar “os ténis que eu achava bonitos para mim”. Pela primeira vez, sentiu-se “igual” aos colegas.
A concorrente comparou essa mudança a “sair da linha debaixo de água” e começar a “aparecer”.
Atletismo trouxe o primeiro título nacional
O contacto com o lançamento do disco surgiu inesperadamente. Um dia, enquanto assistia a uma atividade desportiva, colocaram-lhe um disco na mão e explicaram-lhe os movimentos básicos.
Logo nessa primeira experiência, Ana Luísa conseguiu os mínimos necessários para os campeonatos nacionais do Inatel.
Sem dinheiro para comprar o equipamento, treinava num campo próximo de casa com uma malha de chinquilho. Aos 16 anos, mesmo sem dominar a rotação, sagrou-se campeã nacional.
“Senti orgulho em mim própria”, afirmou.
Aos 18 anos, terminou a escola. A mãe já lhe tinha explicado que a família não possuía condições financeiras para suportar os estudos universitários.
Companheiro conheceu as dificuldades da família
Depois de deixar os estudos, Ana Luísa começou a trabalhar numa fábrica de máquinas de café e torradeiras. Foi nesse local que conheceu o homem que continua a ser o seu companheiro.
“Há alguém, um dia na fábrica, me diz que achava que ele gostava de mim”, partilhou.
O colega tornou-se o seu primeiro namorado. Ana Luísa apresentou-o aos pais e levou-o a casa, “mesmo com a casa que eu tinha”.
“E ele aceitou-me como eu era”, sublinhou.
O casal formalizou a relação em 1999. Contudo, esse ano também trouxe “muitos sustos”, depois de Ana Luísa descobrir que estava grávida.
Primeiro filho nasceu com pé boto bilateral
Durante uma ecografia, Ana Luísa soube que João, o primeiro filho, tinha pé boto bilateral. Apesar do diagnóstico, nunca colocou em causa a continuidade da gravidez.
“Foi difícil. Nunca quis tirar o menino. Estava fora de questão”, assegurou.
João nasceu a 4 de dezembro e passou o primeiro ano a usar gessos. Em 2000, foi submetido a uma cirurgia, mas uma agulha ficou presa num dos pés, obrigando a uma nova intervenção.
“Eu já estava tão cansada de o ver sofrer, que já não podia mais”, desabafou.
Ana Luísa sentia-se “no final da linha”, mas manteve a esperança de ver os pés do filho “direitos”.
“Eu estava a ver que o sofrimento dele estava a acabar”, explicou.
Survivor levou Ana Luísa até ao Panamá
Em 2001, Ana Luísa aceitou participar no Survivor, experiência que descreveu como “uma maloqueira”.
A concorrente viajou para o Panamá com outros 15 participantes e chegou à final. Apesar de considerar a aventura “brutal”, ainda lamenta não ter conquistado o primeiro lugar.
“Ainda hoje me dói ter ficado em segundo. Nunca passei tanta fome”, revelou.
A experiência alterou também a forma como passou a olhar para o quotidiano e para aquilo que possuía.
“Vim [de lá] impelida, mas depois passei a ver que nós somos felizes com tão pouco. Mas, acima de tudo, aquilo que fica é um sentimento de realização”, explicou.
Ataques de 11 de setembro dificultaram regresso
Quando se preparava para regressar a Portugal, Ana Luísa foi surpreendida pelos ataques às Torres Gémeas.
“Eu vejo corpos a cair. Eu vi tanta confusão e pensei: como é que eu chego a casa?”, recordou.
Após vários dias de incerteza, viajou para Santiago do Chile. Só depois conseguiu regressar a Portugal, onde a família a aguardava.
Ana Luísa temia que João “já não se lembrava” dela ou que “não a ia conhecer a cara”. Contudo, o filho reconheceu-a assim que voltou para junto da família.
Martim permitiu viver maternidade com tranquilidade
Em 2005, nasceu Martim, descrito pela mãe como “mais um ser maravilhoso”. Atualmente, o jovem é campeão nacional de Muay Thai.
Com o segundo filho, Ana Luísa encontrou o “sossego” e conseguiu “saborear a maternidade” de uma forma diferente.
A experiência contrastou com os primeiros anos de João, durante os quais precisava de “ir a correr para o hospital” com frequência.
Já aos 39 anos, Ana Luísa descobriu uma terceira gravidez. Nessa altura, tinha a sua própria loja e questionava-se sobre a forma como conseguiria conciliar todas as responsabilidades.
“Eu não sabia como é que eu havia de fazer”, admitiu.
Amamentação foi conciliada com trabalho na loja
Após o nascimento de Petra, Ana Luísa chegou a retirar leite com uma bomba “atrás da porta” da casa de banho da praça.
Enquanto o fazia, ouvia chamarem-na para regressar ao atendimento: “Ana, tu tens pessoas para atender”.
A concorrente reconheceu que “quem está à espera não quer saber”, mas não escondeu o impacto dessa fase.
“Isso custou-me”, confessou.
Entre os 40 e os 53 anos, dedicou-se ao ginásio. Quando Petra cresceu, regressou ao atletismo e tornou-se campeã nacional “perto de 40 vezes”.
Ana Luísa revelou ainda que já pensava no Big Brother, a que chamou “bebê”, há bastante tempo. Antes, concretizou o objetivo de entrar no Survivor, experiência que “queria conhecer, que queria viver”.
No final da Curva da Vida, resumiu o que tem sentido dentro da casa.
“Esta experiência é um borbulhão de emoções. Vocês mexem com a gente. Vamos lá ver onde é que isto vai dar”, declarou.
Nuno e Raquel voltam a aproximar-se
A gala também mostrou imagens da convivência entre Nuno Pereira e Raquel Rodrigues. Depois de várias discussões, os dois concorrentes recuperaram algum diálogo.
Questionado por Maria Botelho Moniz, Nuno garantiu que a relação estava “minimamente boa”.
“Falamos de vez em quando, dizemos o bom dia, boa noite, e falamos de vez em quando umas fofocas. É importante ter isso na casa”, explicou.
A apresentadora lembrou ter visto os dois “no sofá a falar das cadelinhas do Nuno e onde é que ele as ia passear”.
Para Maria Botelho Moniz, o momento pareceu “mais do que uma coisa cordial”, mostrando que os concorrentes conseguem “conviver e bem”.
Raquel, porém, desvalorizou a aproximação: “Estamos a partilhar a mesma casa, Maria. Tem de ser.”
Raquel admite conversa fora da gala
Maria Botelho Moniz considerou que poderia existir um pedido de desculpa em falta. Raquel admitiu que os dois ainda precisam de esclarecer alguns assuntos.
“Acho que devíamos ter uma conversa os dois, talvez, se calhar, mas não será aqui”, respondeu.
Sobre aquilo que poderá acontecer no futuro, a concorrente não fechou qualquer porta.
“Não sei, é imprevisível o futuro. Está tudo em aberto”, acrescentou.
Nuno não demonstrou a mesma necessidade de prolongar a conversa.
“Por mim está tudo bem. Já passámos o que tínhamos que passar e agora é só continuar, bola para a frente”, afirmou.
Boris prevê novo encontro entre Nuno e Raquel
Durante a semana, Boris também comentou a aparente reaproximação. O concorrente acredita que Nuno e Raquel voltarão a conversar depois do programa.
“Vocês lá fora vão ter tempo para falar bem. Com um bom copo de vinho, vocês os dois, quentes, esquece, vão-se sacudir os dois, já sei disso”, afirmou.
Maria Botelho Moniz resumiu a teoria: “O Boris diz que cá fora, com um copinho de vinho, eles ainda se vão sacudir.”
Boris reforçou a previsão: “Maria, um bom copo de vinho, vai haver tremura. Isso é garantido, tremura.”
Noutro momento, a apresentadora recordou que Boris tinha afirmado que, “se a Raquel tivesse sido inteligente, tinha o Nuno na mão”.
O concorrente desenvolveu a análise sobre a forma como Raquel geriu a proximidade.
“Raquel, se Deus for mesmo generoso, quando fez a cara dela, é mesmo uma princesa. Numa lindona e tal. Só que ela não soube trabalhar a situação, porque fez muita pressão no miúdo. O miúdo fugiu. Se ela soubesse trabalhar, esse miúdo levava-a fácil”, declarou.
Questionado sobre uma eventual mudança de estratégia, Boris mostrou-se menos otimista.
“Sinceramente, neste momento está gato. Não sei se vai ser complicado”, respondeu.
Depois, explicou a expressão: “Tudo que é ‘gato’ quer dizer que é tipo, ou é falso ou falsificado.”
Maria Botelho Moniz concluiu: “Ok, é falsiano.”
Sara reconhece roupa de Nuno pelo cheiro
A ligação entre Sara e Nuno também foi abordada. Em causa esteve o episódio do “cheiro a canela”, depois de Sara reconhecer uma camisola do concorrente através do aroma.
“Claro, porque eles usam todos perfumes diferentes e eu sei o cheiro. Estava ali a camisola, soube que era dele por causa do cheiro”, explicou Sara.
Maria Botelho Moniz perguntou quem estaria a utilizar uma possível relação como estratégia. Sara apontou Íris, alegando que a ex-concorrente lhe “atribuiu aquilo sabendo que estão duas pessoas nitidamente interessadas em alguém da casa, que é o Miguel e ela mesma”.
Sara revelou ainda que Íris já lhe “pediu desculpa”.
Confrontada pela apresentadora, Íris garantiu que se tratou apenas de uma brincadeira.
“Estava a fazer aqui uma piada porque os outros dois tinham feito também e achei que tinha confiança para tal”, justificou.
A jovem assegurou que não pretendia deixar Sara desconfortável.
“Eu não gosto das pessoas desconfortáveis e se eu a deixei na altura, desculpa por isso”, acrescentou.
Sara vence liderança e nomeia Vanessa
Na última parte da gala, Sara venceu a prova do líder e conquistou imunidade. Além disso, teve de colocar diretamente um participante em risco e escolheu Vanessa.
No volte-face do nomeado, Vanessa recebeu a oportunidade de proteger outro concorrente. A escolha recaiu sobre Raquel, que ficou imune.
Depois, os participantes distribuíram os votos no confessionário e na sala. Tatiana recebeu nove nomeações, enquanto Ana Luísa somou oito.
Nuno foi escolhido sete vezes e Miguel reuniu cinco votos. Afonso recebeu três, João Ventura dois e Joana apenas um. Boris e Mariana Sá não foram nomeados.
Mariana possuía um trunfo, pelo que as nomeações que recebeu acabaram retiradas.
Assim, Ana Luísa, Miguel, Nuno e Tatiana ficaram mais próximos de se juntarem a Vanessa no grupo em risco.
Raquel tem o poder da troca
O leque definitivo para a sétima expulsão ainda não ficou fechado. Raquel conquistou o poder da troca, que será utilizado no Especial desta segunda-feira, 27 de julho.
Só depois dessa decisão serão conhecidos todos os nomeados da semana.
Quem nomeou quem
Sara nomeou Mariana Sá, Miguel e Ana Luísa.
Boris escolheu Tatiana, Ana Luísa e Miguel.
Nuno atribuiu um voto duplo a Afonso e nomeou ainda João Ventura e Miguel.
Afonso votou em Tatiana, Nuno e Joana.
Tatiana escolheu Mariana Sá, Ana Luísa e Afonso.
Vanessa nomeou Ana Luísa, Tatiana e Nuno.
Miguel votou em Tatiana, Ana Luísa e João Ventura.
Raquel escolheu Tatiana, Ana Luísa e Nuno.
Mariana Sá nomeou Tatiana, Ana Luísa e Nuno.
Joana votou em Tatiana, Ana Luísa e Nuno.
Ana Luísa escolheu Nuno, Tatiana e Miguel.
João Ventura nomeou Tatiana, Nuno e Miguel.
