Big Brother Verão: Vanessa esclarece ligação a Boris e assume afastamento de Raquel

Big Brother Verão: Vanessa esclarece ligação a Boris e assume afastamento de Raquel, após o programa da TVI.

Vanessa já conheceu a família de Boris e quer manter o antigo colega na sua vida, mas rejeita que a proximidade entre ambos no «Big Brother Verão» tenha ultrapassado a amizade. No «Dois às 10», a ex-concorrente respondeu às dúvidas de Cláudio Ramos sobre essa relação e falou também de quem ficou pelo caminho: Raquel é uma das pessoas com quem não mantém contacto.

A entrevista, transmitida na TVI, permitiu-lhe fazer um balanço do regresso à rotina e da exposição que o programa trouxe aos projetos que já desenvolvia, nomeadamente à sua associação.

Boris era “mais casa”

Ao explicar o lugar que Boris ocupou durante a experiência, Vanessa distinguiu o conforto que encontrava junto dele da boa disposição que associava a Ventura.

“O Ventura era quem me alegrava. (…) O Ventura dava para ali, a gente já se estava a rir. O Ventura é impecável. O Boris não. O Boris era mais casa. Dava-me aquele colo.”

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A relação, garantiu, ficou por aí: “Nunca passou da amizade. Nós, é verdade, nós lá dentro de casa vamos para o pé de quem nos sentimos bem e eu senti-me muito confortável ao pé dele e ele fez-me muita falta.”

Já fora do programa, o contacto com a família de Boris reforçou a opinião que tinha formado.

“Tu tens razão em todas as características que disseste do Boris. Eu concordo, eu adoro, é uma pessoa que eu quero mesmo levar para a minha vida, tal como agora já tive a oportunidade de conhecer a família toda. (…) E perceber realmente que eu não estava errada e que ele é mesmo aquilo.”

Cláudio Ramos questiona possíveis ciúmes

O assunto foi introduzido pelo apresentador, que começou por explicar por que razão compreendia a ligação entre os dois.

“O Boris, eu disse aqui também muitas vezes, é uma pessoa muito fácil de se gostar dele. Eu, se fosse mulher e homem, pronto, facilmente me apaixonaria pelo Boris, porque me parece que ele é um bonacheirão, está sempre a brincar, é homem bem parecido, é acolhedor. E eu senti que tu e ele encaixaram bem.”

Cláudio acrescentou: “E depois também senti que tu tiveste uns ataques de ciúmes ali pelo meio.”

Perante o “Sério?” de Vanessa, concretizou a sua leitura: “Sério. E, principalmente, quando tiveram que se afastar. Quando se afastaram, e eu pensei, ‘ela está a sentir mais’. Mas isto não havia mal nenhum, porque ele, apesar de ser casado, não é responsabilidade dele que tu eventualmente criasses uma ligação. (…) Mas tu nunca sentiste nada por ele?”

Vanessa atribuiu a proximidade física à confiança e ao tempo passado em conjunto.

“Realmente a nossa vontade lá dentro… nós não íamos ser mais nem menos amigos só por estarmos tão agarrados. Era a nossa maneira de estar, e principalmente ali dentro de casa, nós não temos nada para fazer 24 horas do dia. (…) Conhecemos muito e criamos uma intimidade muito grande. (…) E criámos uma intimidade que é difícil de explicar.”

Ainda assim, compreendeu a interpretação de quem acompanhou o programa: “Sim, poderia ter acontecido. E eu percebo que vocês vejam isso por não só as nossas confianças.”

Sem contacto com Raquel, mas sem negar o que sentiu por Nuno

Além de Boris, Vanessa destacou Ventura, Ana Luísa e Afonso entre as pessoas com quem continua a falar. Quando Cláudio Ramos lhe perguntou quem não receberia à mesa do pequeno-almoço, escolheu Raquel.

“A Raquel, não me dou com ela. (…) Eu, quando cheguei cá fora, percebi que ela tinha virado o chip, que ela também tem ali vários assim desconectados.”

O afastamento não a impediu de reconhecer sinceridade na ligação que Raquel demonstrava ter com Nuno dentro da casa.

“Eu sentia que era verdade (…). Ela foi muito criticada por estar tão agarrada a ele, mas eu senti que aquilo era a verdade dela. Ela não estava a conseguir desconstruir a ideia que tinha feito.”

As atitudes de jogo que lhe causavam desconforto

Na convivência diária, Vanessa apontou a dificuldade de lidar com comportamentos que considerava calculados para agradar ao público.

“Aproveitavam-se de certas situações para jogo. E conseguiam perceber o que ficava bem cá fora e colocavam-se para ficar bem cá fora. (…) Estão a passar uma imagem daquilo que não são, porque estão a fazer propositadamente só para ficar bem. E eu dava-me nervos: como é que não falavam em contrário daquilo? Como é que não diziam em contrário daquilo? Só para ficar bem.”

A falta de liberdade foi outro dos obstáculos que identificou.

“Para mim, estar livre faz muito parte de mim. (…) E, fora isso, convivência. Foi difícil lidar com feitios diferentes. Eu confesso que eu sou muito espontânea e a mim incomodava às vezes coisas premeditadas, que estão certos, é um jogo, estão certos. Mas a mim, como eu não sou, fazia-me comichão lidar com aquilo.”

Mais visibilidade para os projetos que já tinha

De regresso à vida fora da televisão, Vanessa mostrou-se satisfeita por retomar o trabalho e aproveitar a atenção conquistada.

“Tem sido muito boa. Voltei à minha rotina com as coisas que eu já tinha e já fazia antes de ir para o reality. Agora com o acréscimo desta nova vida, que também quero aproveitar. (…) Trouxe mais visibilidade para a minha associação, que era o que eu procurava. Eu não queria ir para ter projetos novos, eu queria cimentar os projetos que eu já tinha.”

A dimensão dessa exposição acabou por ficar abaixo do que antecipava, algo que não lamentou.

“Olha, eu por acaso achava que ia ser mais, sou sincera. Quando eu saio, percebo que o meu reality não teve assim um boom tão grande. E ainda bem, porque passar já com o bocadinho que eu tenho passado é estranho, é toda uma vida nova.”

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