Braga cai em Copenhaga: três golos na segunda parte castigam estreia na Liga Conferência da equipa bracarense.
Fotografia: SC Braga
Elyounoussi abriu o marcador após o intervalo e Cornelius saiu do banco para bisar. Os minhotos perderam por 3–0 no Parken, numa noite em que tiveram mais bola, mas terminaram com apenas um remate enquadrado.
O intervalo ainda deixava tudo em aberto, mas a segunda parte trouxe uma resposta que o Braga não conseguiu acompanhar. A equipa de Carlos Vicens perdeu por 3–0 na visita ao Copenhaga, nesta quinta-feira, 15 de outubro, e começou sem pontos a sua participação na fase de liga da Liga Conferência.
Mohamed Elyounoussi desbloqueou o encontro aos 49 minutos. Mais tarde, Andreas Cornelius, lançado durante a segunda parte, marcou aos 79 e aos 86, transformando uma vantagem mínima num triunfo expressivo dos dinamarqueses.
Para os bracarenses, a diferença entre ter a bola e conseguir ameaçar a baliza adversária foi determinante. O Braga terminou com cerca de 65% de posse, mas apenas um remate enquadrado, contra seis do Copenhaga. Os anfitriões precisaram de menos tempo com bola para criar mais perigo e resolver o encontro.
Carlos Vicens aposta em Jonas Wind e num meio-campo reforçado
O Braga começou com Bernardo Fontes na baliza e Sergio Barcia, Lagerbielke e Arrey-Mbi no setor defensivo. Diogo Travassos, João Moutinho, Gorby, Tıknaz e Huseinbašić integraram as escolhas iniciais, com Ricardo Horta e Jonas Wind também no onze.
Carlos Vicens deixou entre os suplentes soluções ofensivas como Pau Víctor, Gabriel Silva, Fran Navarro e Jovan Milošević, às quais poderia recorrer em função da evolução do resultado.
Do lado dinamarquês, Bo Svensson apostou em Dadason na frente, acompanhado por Robert, Elyounoussi e Maseko. Cornelius começou no banco, uma circunstância que acabaria por ganhar importância decisiva.
A primeira parte terminou sem golos. O empate permitia ao Braga manter o resultado em aberto para o segundo tempo, mas essa situação alterou-se pouco depois do regresso dos balneários.
Elyounoussi marca no arranque da segunda parte
O primeiro golpe surgiu aos 49 minutos. Numa sequência de insistência ofensiva do Copenhaga, a defesa bracarense conseguiu bloquear várias tentativas, mas não afastou definitivamente o perigo. Elyounoussi encontrou espaço para finalizar e colocou os anfitriões em vantagem.
O golo mudou as exigências do encontro para o Braga. A equipa portuguesa passou a precisar de marcar, num jogo em que a posse de bola não estava a produzir uma quantidade equivalente de oportunidades.
Carlos Vicens começou a alterar as opções aos 60 minutos. Gabriel Silva entrou para o lugar de Huseinbašić e Pau Víctor rendeu Jonas Wind, numa dupla substituição que renovou as soluções ofensivas.
O Copenhaga também mexeu pouco depois. Aos 62 minutos, Dadason deu lugar a Marvin Nasnas e Elyounoussi saiu para a entrada de Cornelius. O autor do primeiro golo deixou o relvado; o jogador que o substituiu faria os dois seguintes.
Cornelius sai do banco e decide com dois golos
Com o resultado ainda em 1–0, o Braga voltou a mexer aos 75 minutos: Víctor Gómez substituiu João Moutinho e Jovan Milošević entrou para o lugar de Sergio Barcia.
Quatro minutos depois, porém, foi o Copenhaga a marcar. Birger Meling explorou o espaço e colocou a bola na área com um cruzamento rasteiro. Cornelius apareceu para finalizar de pé direito e aumentou a vantagem para 2–0.
O segundo golo deixou os minhotos numa posição bastante mais difícil. Com menos tempo para recuperar e necessidade de procurar a baliza adversária, o Braga voltou a ser surpreendido.
Aos 86 minutos, Maseko lançou Cornelius, que concluiu com um chapéu sobre Bernardo Fontes. O avançado dinamarquês completou o bis e estabeleceu o 3–0.
Os dois golos em sete minutos deram outra dimensão ao resultado. Até aos 79 minutos, a distância era de apenas um golo; no período final, o Copenhaga aproveitou os espaços para encerrar a discussão.
Mais posse não chegou para ameaçar o Copenhaga
A estatística ajuda a explicar a dificuldade bracarense. A equipa de Carlos Vicens realizou 588 passes certos, contra 300 dos dinamarqueses, mas esse volume de circulação não se traduziu em remates enquadrados.
O contraste foi significativo: seis tentativas na direção da baliza para o Copenhaga e apenas uma para o Braga. A equipa portuguesa conseguiu ter mais bola, mas encontrou dificuldades em transformar essa presença em situações de finalização.
O encontro também mostrou o peso das alterações dinamarquesas. Cornelius entrou com a equipa em vantagem e acrescentou dois golos, dando ao banco de Bo Svensson uma influência direta no desfecho.
Para o Braga, as entradas de jogadores de características ofensivas não produziram a recuperação pretendida. Pelo contrário, os dois últimos golos surgiram quando os minhotos procuravam evitar a derrota.
Receção ao Gent será a próxima oportunidade de reação
O Braga chegou à fase de liga depois de ultrapassar duas pré-eliminatórias e um play-off. A deslocação ao Parken marcou a estreia nesta etapa da competição, em que os minhotos são o único representante português.
A derrota deixa a equipa sem pontos na jornada inaugural, mas com cinco encontros por disputar. O próximo compromisso europeu está marcado para 22 de outubro, em casa, frente ao Gent.
Seguem-se os jogos com Aarhus, fora, KuPS, em casa, Brann, fora, e Egnatia, em Braga. A receção aos belgas será, por isso, a primeira oportunidade para corrigir o arranque e começar a pontuar numa fase de liga mais curta do que as da Liga dos Campeões e da Liga Europa.
No Parken, ficou uma diferença clara entre o controlo da bola e o controlo das oportunidades. O Braga teve mais posse; o Copenhaga foi mais perigoso e encontrou em Cornelius a eficácia necessária para transformar a vantagem numa vitória por três golos.
Ficha de jogo: Copenhaga 3–0 Braga
Competição: Liga Conferência, primeira jornada da fase de liga.
Data: 15 de outubro de 2026.
Estádio: Parken, Copenhaga.
Ao intervalo: 0–0.
Golos: Elyounoussi, 49 minutos; Cornelius, 79 e 86.
Árbitro: Joey Kooij, dos Países Baixos.
Copenhaga: Diant Ramaj; Beijmo, Markgráf, Suzuki e Meling; Alex Král e William Clem; Maseko, Elyounoussi e Robert; Dadason.
Suplentes: Rúnarsson, Breum-Harild, Asger Sørensen, Maher Carrizo, Rodrigo Huescas, Cornelius, Marcos López, Thomas Delaney, Hunor Németh, Marvin Nasnas, Geovanni Ndjee e Gunnar Olsen.
Substituições: Marvin Nasnas e Cornelius por Dadason e Elyounoussi, aos 62 minutos; Rodrigo Huescas e Delaney por Robert e Alex Král, aos 70.
Treinador: Bo Svensson.
Braga: Bernardo Fontes; Sergio Barcia, Lagerbielke, Arrey-Mbi, Diogo Travassos, João Moutinho, Gorby, Tıknaz, Huseinbašić, Ricardo Horta e Jonas Wind.
Suplentes: Tiago Sá, Víctor Gómez, Vítor Carvalho, Fran Navarro, Pau Víctor, Gabriel Silva, Tomas Marqués, Jovan Milošević, Mario Dorgeles, Barišić, Bajrami e Diego Rodrigues.
Substituições: Gabriel Silva e Pau Víctor por Huseinbašić e Jonas Wind, aos 60 minutos; Víctor Gómez e Milošević por João Moutinho e Sergio Barcia, aos 75; Dorgeles por Diogo Travassos, aos 84.
Treinador: Carlos Vicens.
Cartões amarelos: Markgráf, aos 71 minutos, e Hunor Németh, aos 85.
