Bruno Nogueira ataca postura de André Ventura após tempestade: “É repugnante” e “abaixo de cão”

Bruno Nogueira ataca postura de André Ventura após tempestade: “É repugnante” e “abaixo de cão”, disse.

Humorista critica falta de respostas e aproveitamento político

Antes de mais, Bruno Nogueira manifestou desagrado com a atuação do Governo perante os estragos provocados pela tempestade Kristin. Ainda assim, a crítica mais dura foi dirigida a André Ventura, líder do Chega.

As declarações foram feitas no podcast Isto Não Se Diz, onde o humorista analisou o impacto do estado de calamidade nas populações afetadas.

Assim, começou por lamentar a ausência de medidas rápidas no terreno.

Nesse sentido, afirmou:
“Não gosto de cair em populismo, mas deve ser desesperante para quem vive naquelas zonas a falta de respostas imediata do Governo e as conversas da p*ça que não resultam, na prática, numa resposta imediata”.

Além disso, sublinhou que há sempre tentativas de capitalizar politicamente estes momentos.

Como referiu:
“pessoas a tentar tirar proveito destas situações” e “chamar a atenção para si próprio”.
De seguida, acrescentou: “E, de facto, o coisinho do Chega é mestre nisso. Mestre, mestre mestre”.

“Não merece o respeito de ninguém”

Entretanto, Bruno Nogueira defendeu que a crítica ultrapassa divisões ideológicas. Para o humorista, a questão é humana e ética.

Assim, declarou:
“Isto já não tem nada a ver com ser de esquerda ou de direita, malta. Isto tem a ver só com analisar pessoas, que é uma coisa transversal ao ser humano, ainda antes da política. Ele, antes de ser político, é uma pessoa.”

Depois, apontou diretamente à forma como Ventura se expõe em situações de crise:
“Uma pessoa que decide filmar-se ou chamar a atenção que vai estar num sítio a levar 14 garrafas de água e a benzer-se à frente de um porta-bagagens, epá não merece o respeito de ninguém”.

“Aproveitamento é abaixo de cão”

Por outro lado, o comediante reforçou a ideia de oportunismo político. Para ele, a presença mediática em cenários de catástrofe não corresponde a verdadeira ajuda.

Nesse tom, atirou:
“Vocês podem dizer o que quiserem, mas o aproveitamente, tanto nos incêndios como agora nisto, de chamar a imprensa para fazer isto, é abaixo de cão!”

“Tem zero a ver com empatia”

Por fim, Bruno Nogueira mostrou-se indignado com aquilo que considera ser uma estratégia de autopromoção. Na sua perspetiva, a prioridade deveria ser apoiar quem sofre.

Consequentemente, concluiu:
“Não está a fazer por quem precisa, está a fazer por ele próprio. E isso é sempre um espetáculo decadente de assistir. Ver isso e imaginar o sofrimento de quem está naquela zona do País e ainda sentir que está a ser vampirizado para tentar votos com esse tipo de gestos desumanos, tem zero a ver com empatia. Zero! Tem a ver com o jogo de manipulação da imagem. É repugnante! Mesmo que fosse daquele partido ia sentir vergonha”.

Deste modo, o humorista junta-se às vozes que pedem respostas mais eficazes para as populações afetadas, enquanto critica o que considera ser exposição política em momentos de fragilidade coletiva.

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Tiago Santos
Tiago Santos
Colaborador na área da redação de artigos no site Infocul.pt. Gosto particular pelas áreas da televisão, social & lyfestile.

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