Casa dos Segredos: Afonso Leitão recorda infância difícil e elogia o irmão

Casa dos Segredos: Afonso Leitão recorda infância difícil e elogia o irmão, numa recente entrevista a um podcast.

Afonso Leitão descreveu o irmão mais velho como a figura paterna que teve durante o crescimento. No podcast “Conversas de Elite”, o antigo concorrente da “Casa dos Segredos” falou da violência que marcou a infância, do afastamento do pai e da importância de quem permaneceu ao seu lado.

Criado pela mãe, pelos avós e, mais tarde, pelo padrasto, o ex-militar encontrou no irmão uma referência que continua a acompanhar a sua vida.

“É como se fosse o meu ídolo”, afirmou, acrescentando: “Aliás, espero ser metade do que ele é.”

Afonso relata violência vivida em família

Durante a conversa, Afonso Leitão contou que a mãe foi vítima de violência doméstica e que as agressões também atingiram os filhos.

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“A minha mãe era vitima de violência doméstica. E chegou sobrou para mim e para o meu irmão essas agressões”, relatou.

Segundo o seu testemunho, a mãe acabou por sair de casa com os dois filhos. Seguiu-se um processo judicial relacionado com os contactos com o pai.

“A situação esteve muito tempo em tribunal. Houve uma altura, o meu irmão já era maior, e fui sozinho a tribunal e comecei a ter de lhe fazer visitas, numa instituição com uma assistente social e uma psicóloga. E eu não queria. Fui lá duas vezes”, recordou.

Afonso explicou que a mãe ficou com a sua guarda e que deixou de manter contacto com o pai.

“Não tenho nada para lhe dizer”

Sobre essa relação, o antigo concorrente foi direto: “Não o vejo há anos.”

Afonso acrescentou que não pretende retomar o contacto e falou do acompanhamento de que precisou para lidar com o que viveu.

“Nem tenho intenções. Já lhe tive muito ódio guardado em mim e não sou uma pessoa rancorosa… tive de enfrentar psicólogos, psiquiatras, quer na escola quer no hospital… foi chato. Tudo por causa dele. Mas não guardo rancor.”

Questionado sobre como reagiria caso se cruzasse com o pai, respondeu: “Não lhe diria nada. Não tenho nada para lhe dizer.”

Irmão tornou-se a principal referência

Ao recordar os anos em que cresceu com o irmão, cinco anos mais velho, Afonso destacou a proximidade entre ambos e o papel que essa relação teve nas suas escolhas.

“Nos estávamos sempre juntos, a crescer. E ele acabou para mim para ser a figura paternal. Foi a minha inspiração. Tanto é que tudo o que ele queria fazer eu fazia. Foi para estar com ele que eu deixei o ballet. Ele jogava à bola, eu também queria e então… a verdade é que o meu irmão, que é cinco anos mais velho que eu nunca me deixou faltar nada. Dividíamos tudo. E eu agora tento fazer isso pelo meu sobrinho Benjamim.”

Afonso associou, assim, o apoio que recebeu do irmão à presença que procura ter hoje na vida do sobrinho.

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