Casa Feliz revela novos detalhes sobre as últimas horas de Maycon Douglas antes da tragédia na Nazaré, esta manhã.
Corpo encontrado a quilómetros do local da queda
Depois de confirmado que o corpo de Maycon Douglas deu à costa na Praia do Sul, surgem agora novos dados sobre os momentos que antecederam o desaparecimento.
Durante o Casa Feliz, emitido esta quinta-feira, a investigação voltou a ser analisada com base em informações recolhidas no terreno.
Segundo a repórter Inês Freire, o corpo foi localizado “a cerca de três quilómetros” do ponto “onde o carro acabou por cair”, reforçando o impacto das correntes marítimas.
Discussões antes do desaparecimento
Entretanto, o jornalista Luís Maia revelou pormenores até agora desconhecidos sobre a madrugada de 31 de dezembro.
De acordo com o repórter, Maycon esteve com amigos até cerca das cinco da manhã e, à saída do bar, terá ocorrido uma discussão com a namorada.
“Saiu dali, terá tido uma discussão com a namorada à saída desse bar e depois, de alguma forma, ou vão os dois juntos para casa onde Maycon vivia com a mãe, ou a rapariga vai atrás dele”, explicou.
Contudo, a tensão não terá terminado aí.
“Maycon terá tido nesse local uma discussão com a mãe, antes de pegar alegadamente numa mochila, pegar no seu carro e chegar aqui a este sítio. Estes são os momentos que antecedem a tragédia”, acrescentou Luís Maia.
Estado da viatura levanta hipóteses
Por outro lado, o estado do automóvel continua a ser determinante para a investigação.
Sabe-se que o carro tinha “a primeira mudança engatada”, um detalhe que abre várias leituras possíveis.
“Uma delas é que hipoteticamente Maycon pode ter parado o carro antes de arrancar decisivamente lá para baixo”, referiu o jornalista.
O vidro frontal, completamente destruído, também está a ser analisado.
“Ou o vidro se parte quando a viatura cai falésia abaixo e bate nas rochas ou então (…) pode ter acontecido também o ocupante do carro (…) ter tentado partir o vidro”, explicou.
Luís Maia sublinhou ainda que, em contexto de submersão, “é muito mais difícil abrir uma porta (…) do que partir um vidro”.
Autoridades inclinadas para ausência de crime
Por fim, foi revelada a atual linha de pensamento das autoridades.
“Sabemos que as autoridades estão, neste momento, muito mais inclinadas para a tese de não haver qualquer intervenção de terceiros”, afirmou Luís Maia.
Segundo o jornalista, “não há indícios da intervenção de terceiros”, sendo considerada a hipótese de suicídio como a mais provável nesta fase da investigação.

