Cerca de uma em cada oito casas anunciadas no idealista e vendidas em Portugal no terceiro trimestre de 2026 encontrou comprador em menos de sete dias. Ponta Delgada lidera entre as cidades analisadas, com 16%, enquanto Lisboa regista 7%. Ainda assim, o intervalo de venda mais frequente a nível nacional situa-se entre três meses e um ano.
Há casas que ficam poucos dias no mercado, mas essa rapidez está longe de representar a maioria das vendas. Segundo uma análise do idealista, divulgada em comunicado de imprensa esta terça-feira, 20 de outubro, 12% dos imóveis analisados foram vendidos em menos de uma semana, ao passo que 37% demoraram entre três meses e um ano.
Entre estes extremos, 18% encontraram comprador entre uma semana e um mês e 27% entre um e três meses. Outros 6% permaneceram no mercado durante mais de um ano.
Os números dizem respeito às casas anunciadas na plataforma abrangidas pela análise do terceiro trimestre. O idealista designa as transações realizadas em menos de sete dias como “vendas relâmpago”, identificando diferenças entre cidades e entre distritos e ilhas.
Ponta Delgada, Aveiro e Porto destacam-se nas vendas mais rápidas
Entre as capitais de distrito e das regiões autónomas analisadas, Ponta Delgada apresenta a maior proporção de vendas em menos de sete dias, com 16%. Seguem-se Aveiro, com 15%, e Porto, com 14%.
Num segundo grupo surgem Braga, Funchal, Portalegre e Viana do Castelo, todas com 12%. Guarda e Coimbra registam 11%, enquanto Faro e Vila Real apresentam 10%.
A percentagem desce para 9% em Santarém e Setúbal e para 8% em Viseu, Leiria e Bragança. Castelo Branco e Lisboa ficam nos 7%, seguindo-se Évora, com 6%.
Beja apresenta a menor proporção de vendas em menos de uma semana, com 4%, ficando 12 pontos percentuais abaixo de Ponta Delgada.
Em Lisboa, 42% das casas demoraram entre três meses e um ano
A distribuição por prazos mostra que uma percentagem reduzida de vendas imediatas pode coexistir com um peso significativo das transações nos meses seguintes.
Em Portalegre, por exemplo, 43% das casas foram vendidas entre um e três meses, a maior proporção deste intervalo entre as cidades destacadas no comunicado. Seguem-se Évora, com 35%, Setúbal, com 34%, e Braga, com 32%.
Já no intervalo entre três meses e um ano, Santarém regista 48%, à frente de Viseu, com 46%, Beja, com 45%, e Leiria, com 44%. Em Lisboa, este prazo corresponde a 42% das vendas analisadas, enquanto 33% ocorreram entre um e três meses.
O quadro divulgado pelo idealista permite ainda identificar diferenças nos períodos mais prolongados. Faro apresenta 16% de imóveis vendidos após mais de um ano no mercado, seguindo-se Viana do Castelo, com 14%, e Vila Real, com 10%. A média nacional para esse intervalo é de 6%.
São Miguel lidera quando a análise passa para distritos e ilhas
Os resultados mudam quando se considera o território mais amplo de cada distrito ou ilha, em vez de apenas as cidades.
Nesta leitura, a ilha de São Miguel lidera as vendas em menos de sete dias, com 19%. Seguem-se o distrito de Viana do Castelo, com 18%, e o do Porto, com 17%.
A ilha da Madeira e os distritos de Braga e Aveiro apresentam 15%. Coimbra e Portalegre registam 11%, enquanto Santarém, Setúbal e Viseu ficam nos 10%.
Nos distritos de Leiria e Lisboa, a proporção é de 9%, descendo para 8% em Vila Real, Faro e Guarda. Castelo Branco, Beja e Évora registam 6%.
O distrito de Bragança, com 5%, apresenta a menor percentagem de vendas em menos de uma semana entre os territórios analisados.
Bragança concentra mais vendas entre três meses e um ano
Nos prazos intermédios, o distrito de Évora destaca-se com 36% das vendas realizadas entre um e três meses. Seguem-se Setúbal, com 32%, e Santarém e Guarda, ambos com 31%.
Entre três meses e um ano, o maior peso surge em Bragança, com 45%, seguido de Viseu, com 44%. Castelo Branco e Beja apresentam 43%, enquanto Faro e Leiria registam 42%.
A análise evidencia, assim, ritmos de venda diferentes consoante a localização: embora alguns mercados concentrem uma maior proporção de negócios fechados em poucos dias, a nível nacional 70% das casas analisadas demoraram mais de um mês a ser vendidas.
