Caso D4vd: audiência preliminar expõe novos dados sobre a morte de Celeste Rivas Hernandez, segundo foi revelado.
A audiência preliminar de D4vd arranca esta terça-feira e deverá revelar novos elementos sobre a morte de Celeste Rivas Hernandez.
A adolescente, de 14 anos, foi encontrada sem vida na bagageira dianteira de um Tesla registado em nome do artista norte-americano. Celeste estava desaparecida há vários meses quando os restos mortais foram localizados, em setembro do ano passado.
O corpo permaneceu durante semanas num avançado estado de decomposição. Desde então, as autoridades mantiveram sob reserva grande parte dos dados relacionados com o eventual envolvimento do cantor.
Corpo foi encontrado em sacos dentro do automóvel
Os registos do médico legista e a documentação judicial já conhecida indicam que o corpo da adolescente foi “desmembrado”.
Além disso, os restos mortais encontravam-se colocados em “sacos de plástico pretos” no interior do veículo.
O facto de o automóvel pertencer ao artista de R&B colocou D4vd no centro das atenções mediáticas. Contudo, os investigadores não divulgaram inicialmente todos os pormenores relacionados com o músico.
Agora, a audiência preliminar deverá permitir à acusação apresentar a versão construída durante a investigação.
D4vd continua a declarar-se “inocente”.
Acusação acredita que jovem foi atraída a casa do cantor
Segundo a tese atribuída aos procuradores, o artista receava as consequências que uma alegada relação com Celeste Rivas Hernandez poderia provocar na sua carreira.
A adolescente terá ameaçado revelar publicamente essa ligação. Perante esse cenário, o cantor terá atraído Celeste até à sua residência, situada em Hollywood Hills.
De acordo com a acusação, a jovem foi depois mortalmente esfaqueada dentro da propriedade.
Todos estes elementos correspondem à versão que deverá ser apresentada em tribunal e ainda terão de ser analisados durante o processo.
Investigação aponta para utilização de uma motosserra
Os dados conhecidos indicam ainda que D4vd terá recorrido a uma motosserra para desmembrar o corpo da adolescente.
A investigação sustenta também que dois dedos da jovem terão sido amputados. O objetivo seria eliminar uma tatuagem que poderia relacionar Celeste com o artista.
Posteriormente, os restos mortais terão sido divididos por vários sacos e colocados na bagageira dianteira do Tesla.
O corpo permaneceu no automóvel durante um período prolongado, ficando exposto a um avançado processo de decomposição.
Cheiro terá sido notado por várias pessoas
Durante o tempo em que os restos mortais permaneceram no veículo, algumas pessoas próximas do cantor terão reparado num forte odor.
Segundo a informação divulgada, o cheiro também terá sido sentido na residência do artista.
Conforme foi avançado, D4vd “mentiu a amigos, sócios e outras pessoas que notaram o forte cheiro a decomposição na sua casa e no veículo”.
Apesar das perguntas que terão surgido, o cantor não terá revelado o que se encontrava no automóvel.
Carro ficou estacionado junto à residência
Antes de iniciar uma digressão de concertos, no final de julho de 2025, o músico terá deixado o Tesla estacionado nas proximidades da sua casa.
O automóvel permaneceu naquele local até à intervenção das autoridades.
Foi já em setembro que a polícia encontrou os restos mortais de Celeste Rivas Hernandez no interior da bagageira dianteira.
Nessa altura, o estado de deterioração do corpo dificultou a recolha imediata de informação sobre as circunstâncias da morte.
Audiência deverá determinar próximos passos do processo
A audiência preliminar permitirá apresentar os elementos recolhidos ao longo da investigação e avaliar o avanço do caso.
A acusação deverá detalhar a alegada relação entre D4vd e a adolescente, bem como as medidas que terão sido tomadas para ocultar a morte.
Por sua vez, o artista mantém a declaração de inocência. As alegações apresentadas pelas autoridades ainda não correspondem a uma decisão judicial definitiva.
