Cátia Palhinha explica afastamento da televisão: “Mexer com a minha filha, principalmente”

Cátia Palhinha revelou que o afastamento da televisão surgiu da necessidade de proteger a vida pessoal e a filha. De regresso no «The Brain», da TVI, admite voltar aos reality shows, mas considera que os formatos estão atualmente “muito pesados”.

A antiga concorrente explicou que a sucessão de mudanças na vida familiar e o impacto da exposição pública a levaram a procurar maior tranquilidade.

“Precisei de me afastar um pouco. Foram muitos anos seguidos, foram muitas coisas. Precisei de orientar a minha vida, estar um bocado mais sossegada. Foi tudo ao mesmo tempo. Quando comecei o primeiro, depois fui mãe, depois foi a minha separação. Precisei mesmo de tirar um bocadinho para mim. Às vezes a televisão é boa, mas também traz coisas menos boas… O pós-reality teve ali momentos que deitaram uma pessoa abaixo”, contou.

O sofrimento, acrescentou, esteve sobretudo ligado ao efeito de algumas notícias nas pessoas próximas.

“Eu sofri com certas coisas que saíram na imprensa, não vou mentir. E isso fez-me afastar, não falar. Não foi por causa das pessoas que gostam de mim, mas por afetar pessoas perto de mim, vendo aquilo e sabendo que não era verdade. Mexer com a minha filha, principalmente”, explicou.

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“Já meti na cabeça que os realities são a minha praia”

Apesar das dificuldades, Cátia Palhinha não fecha a porta a uma nova participação na «Casa dos Segredos» ou no «Big Brother».

“Sim, porque não? Já meti na cabeça que os realities são a minha praia”, afirmou.

A experiência acumulada também mudou a forma como se posicionaria dentro de uma casa. Hoje, acredita que teria maior facilidade em expressar-se.

“Mais ponderada, mas falava, já não tenho aquele medo de falar. Muitas vezes queria falar e aquilo não saía, ficava muito tímida e receosa. Hoje já não. Já tenho experiência de vida. Sei falar sem magoar. Mas também seria a mesma no sentido das minhas piadas, porque isso é a minha essência”, explicou.

A antiga concorrente recordou ainda os julgamentos de que foi alvo e rejeitou os rótulos associados às suas intervenções.

“E não é por me julgarem que sou burra ou isso, porque não. Sofri muito com isso também. Porque as pessoas julgam muito os outros. E neste programa vão ver que não temos que julgar ninguém. Não temos que saber tudo, ninguém sabe tudo. E quem diz que sabe, é mentira”, afirmou.

Cátia considera os reality shows “muito pesados”

Embora mantenha o gosto por estes programas, Cátia Palhinha nem sempre se revê nas dinâmicas atuais.

“As coisas hoje em dia estão diferentes de antigamente. Fico com pena de, às vezes, ver certos realities em que pessoas não são elas próprias. Acho que os realities estão muito pesados. É cansativo porque não se vê ali um momento de descontração. Gosto de ver coisas que me alegrem, que me façam rir e esquecer algum momento que esteja a passar menos bom, mas está mesmo muito pesado”, considerou.

Da sua própria experiência guarda uma ligação especial à Voz da «Casa dos Segredos».

“Vivi com a Voz durante muitos anos, foi muito bom. Guardo isso com um grande carinho no meu coração para o resto da minha vida”, partilhou.

O carinho dos espectadores continua a ser outro motivo de gratidão. “Tenho um agradecimento muito especial às pessoas, porque as pessoas é que me têm mantido estes anos todos em televisão. Quando nos chamam para programas, é derivado ao facto das pessoas sentirem a saudades.”

“Eu gosto de trabalhar em televisão. Vou lá pelas experiências, porque eu posso fazer 20 ou 30, que são todos diferentes”, acrescentou.

Trabalha com o ex-companheiro em Albufeira

Fora da televisão, Cátia Palhinha trabalha no bar Route 66, em Albufeira, ao lado de Márcio, ex-companheiro e pai da filha.

“Estou muito feliz, muito contente, muito grata. Estamos separados há 12 anos, mas trabalhamos juntos. Sou-lhe muito grata porque se não fosse ele, iria ser muito difícil para mim”, confessou.

A filha, prestes a completar 14 anos, teve um papel importante na decisão de aceitar o «The Brain».

“Já está uma mulherzinha, é a minha melhor amiga, uma excelente menina. Ela apoia-me muito e foi ela que me mandou vir fazer este programa. E o Márcio também me deu muita força, mesmo no trabalho, os meus colegas”, contou.

A jovem também procura conhecer as primeiras experiências televisivas da mãe. “Ela às vezes pesquisa e pergunta-me coisas”, revelou.

Quanto às mudanças na sua imagem, Cátia associa-as ao amadurecimento. “Essa mudança… acho que é a idade. Tenho 37 anos. Acho que é a idade e a experiência que vamos criando ao longo dos anos. A nossa experiência de vida, o nosso amadurecimento… mas não acho que esteja assim tão diferente”, concluiu.

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