O regresso de Cláudia Vieira em Avenida Portugal traz uma personagem que a atriz considera diferente das anteriores. À revista TV Guia, falou do entusiasmo com a novela da SIC e da importância da terapia na forma como encara a maturidade.
Uma personagem que contrasta com o percurso anterior
A oportunidade de integrar o remake português surgiu numa altura em que Cláudia Vieira procurava novos desafios profissionais.
“A verdade é que eu já desconfiava que ia receber esta personagem, é um contraste muito interessante”, afirmou.
Apesar da experiência em ficção, a atriz mantém a expectativa perante o início de cada projeto. Na altura da entrevista, ainda não tinha começado a preparação da personagem.
“Estou mesmo entusiasmada, mas confesso que ainda não peguei nela para começar a construí-la”, admitiu.
Terapia e maternidade mudaram a forma de olhar para o futuro
Na mesma conversa, Cláudia Vieira reconheceu que já viveu com maior ansiedade e insegurança em relação ao futuro.
O crescimento das filhas, Maria e Caetana, também lhe trouxe uma consciência diferente das exigências da maternidade. A atriz considera que acompanhar cada fase das crianças implica adaptar a forma de educar e de estar presente.
A reflexão estendeu-se à idade e ao papel da terapia nesse processo de autoconhecimento.
“Para mim, uma pessoa de 50 anos era alguém já entradote. Eu hoje estou quase lá. A terapia obriga-nos a ir ao encontro de quem somos. Gosto de ter os pés assentes na terra”, declarou.
