Cuca Roseta mergulha na essência do fado com “Tradição”, o álbum mais íntimo da carreira, assinalou em comunicado.
Um regresso assumido às origens
Cuca Roseta apresenta “Tradição”, um trabalho que marca um ponto de viragem na sua trajetória artística. Desta vez, a fadista opta por regressar à base mais pura do fado, afastando-se de influências externas que marcaram fases anteriores.
O próprio comunicado enquadra este momento como decisivo: “Cuca Roseta apresenta o seu mais recente trabalho discográfico “Tradição”, um álbum profundamente enraizado na essência do fado, onde a fadista regressa à forma mais pura e autêntica deste género, reconhecido como Património Imaterial da Humanidade.”
Depois de anos de colaborações internacionais, este disco surge como uma afirmação pessoal, centrada na identidade tradicional do género.
Um som cru, sem artifícios
Aqui, a simplicidade ganha protagonismo. O álbum foi gravado com uma abordagem minimalista, onde cada elemento serve a emoção da interpretação.
Tal como é descrito, “Gravado num registo minimalista e verdadeiro, o álbum privilegia a emoção da voz, acompanhada exclusivamente pela formação clássica: guitarra portuguesa, viola de fado e viola baixo.”
Sem produção excessiva, o resultado aproxima-se da experiência ao vivo. A voz, as palavras e até o silêncio tornam-se elementos centrais.
Nesse sentido, sublinha-se que “Sem artifícios de produção, cada canção revela-se como um exercício de verdade, onde a voz, a palavra e o silêncio assumem total protagonismo.”
Fado como manifesto artístico
Mais do que um conjunto de canções, “Tradição” assume um posicionamento claro dentro da carreira da artista. Há uma intenção de resgatar e valorizar a herança cultural portuguesa.
O comunicado não deixa dúvidas: ““Tradição” afirma-se assim como um verdadeiro manifesto artístico: uma celebração da herança cultural portuguesa, da valorização das raízes artísticas e simultaneamente uma reafirmação da identidade da artista como uma das vozes mais marcantes da sua geração.”
Neste contexto, o álbum percorre temas clássicos do fado, como o amor, a saudade e o destino.
Como é referido, “O álbum inclui um tema inédito e uma cuidada seleção de alguns dos mais belos fados tradicionais, explorando as temáticas universais do género — o amor, a saudade, o destino e a identidade.”
Um disco com assinatura pessoal
A ligação de Cuca Roseta ao projeto é total. A fadista assume a autoria de todos os poemas, reforçando a dimensão íntima do trabalho.
Assim, destaca-se que “Neste trabalho Cuca Roseta assume a autoria de todos os poemas, reforçando, uma vez mais, a sua dimensão pessoal e autoral no disco.”
A exceção surge no single de apresentação, que também revela um lado criativo distinto.
Nesse ponto, lê-se: “A exceção é o primeiro single, “Também Te Amo”, onde assina simultaneamente a letra e a música, dando origem a um novo fado — a que chama de “Fado Cuca” — dando o seu próprio contributo para o vasto e intemporal espólio do fado tradicional.”
As canções que dão corpo a “Tradição”
O álbum reúne 13 temas que percorrem diferentes vertentes do fado tradicional, mantendo sempre uma linha emocional consistente:
- “O meu destino é o Fado” (Fado corrido)
- “Sal de pranto” (Fado Balada do António dos Santos)
- “Também te Amo” (Fado Cuca)
- “Fado Jurado” (Fado Lopes)
- “Mar de Dor” (Fado das Horas)
- “Botas de Cowboy” (Fado Magala)
- “Deitei o teu nome Fora” (Fado Bacalhau)
- “Consolação” (Fado Zeca)
- “Orgulho de Mulher” (Fado da Adiça)
- “Só para amar” (Fado Três bairros)
- “Vou fazer um poema inteiro só sobre os teus olhos” (Fado Alvito)
- “Quando o amor nos amarra” (Fado Alfacinha)
- “Saudade que é Saudade” (Fado Carriche)
Um percurso que reforça o papel internacional
Com mais de uma década de carreira, a artista tem levado o fado a vários pontos do mundo. Este novo álbum reforça essa missão, mas com um olhar mais focado nas raízes.
Como refere o comunicado, “Com mais de uma década de carreira e atuações em mais de 50 países, Cuca Roseta tem sido uma das principais embaixadoras da cultura portuguesa no mundo.”
“Tradição” já está disponível em formato físico e digital, assumindo-se como um dos trabalhos mais pessoais da fadista e um regresso claro à essência que a define.





