Eduardo Ferreira recorda Marco Paulo: “Ele chorou muitas vezes comigo no carro”, afirmou em recente entrevista.
Marco Paulo chegou a ponderar comprar uma casa em Braga, segundo Eduardo Ferreira. Numa entrevista à Nova Gente, o bombeiro que acompanhou o cantor nos últimos anos descreveu as estadias no Minho e afirmou que o artista lhe confiava momentos de tristeza que não mostrava publicamente.
“Eu nunca disse isto, mas vou dizer agora, porque é verdade. O Marco Paulo foi o homem mais infeliz de Portugal. Fazia era um grande personagem. Ele chorou muitas vezes comigo no carro. Na primeira vez até fiquei assustado. Ter ali o Marco Paulo a chorar… Fiquei chocado com a vida dele. Posso dizer, e ele também o dizia, que só era feliz em Braga”, afirmou Eduardo, apresentando a sua perceção sobre esse período.
Conhecido por Dudu, o ex-concorrente do “Big Brother Verão” recordou uma relação marcada por visitas frequentes e contactos telefónicos diários quando o cantor regressava a casa.
A possibilidade de comprar um apartamento em Braga
Segundo Eduardo Ferreira, a vontade de prolongar as estadias no Minho levou Marco Paulo a procurar uma habitação.
“Ele queria estar sempre em Braga e, quando entrava no carro para regressar a casa, ia sempre a chorar. Ele até pensou em comprar uma casa em Braga e chegou a ir ver um apartamento, mas eu fiz com que ele mudasse de ideias”, contou.
O bombeiro explicou por que motivo procurou demovê-lo: “Primeiro, porque já estava em fase de tratamentos e não era a altura certa e, depois, porque eu sabia que ele ia ter problemas em casa. Ele dizia que era em Braga que estava feliz e era cá que queria estar. Ficava sempre sete, oito dias ou, noutras alturas, ficava mais, dez, 12…”
As declarações descrevem a perspetiva de Eduardo sobre a vida privada do cantor, que morreu a 24 de outubro de 2024.
Sete anos de visitas e telefonemas
Na mesma entrevista, Eduardo detalhou a rotina das deslocações de Marco Paulo a Braga, explicando que o artista preferia ficar num hotel.
“Durante sete anos foi assim. Ficava hospedado no Meliá, sempre, nunca quis ficar em minha casa. Vinha muitas vezes com a amiga Tita. Eu só podia estar com ele quando não estava a trabalhar e ele nem sempre percebia isso. Muitas vezes íamos jantar juntos quando eu saía. Quando ele regressava a casa, ligava-me todos os dias, várias vezes ao dia”, relatou.
O testemunho surge quando continuam por resolver as divergências sobre a divisão da herança do cantor. Eduardo, a quem foram atribuídos 10% do património, anunciou que está a preparar com o advogado o recurso ao tribunal, por não ter chegado a um entendimento com António Coelho e Marco António.
