Elisabete Moutinho explica separação e nova vida com os filhos: “O amor não chega”, afirmou na manhã de hoje.
Elisabete Moutinho continua a amar Pedro Pinto, mas considera que esse sentimento não é suficiente para retomar a vida em comum. No «Dois às 10», a empresária falou da sobrecarga familiar, da falta de uma rede de apoio e do alívio que sentiu quando decidiu sair de casa com os filhos.
“Sim, mas o amor não chega. Não, não chega”, respondeu quando Cláudio Ramos lhe perguntou se ainda amava o antigo companheiro.
Depois de nove anos de relação, a vencedora do «Secret Story 5» está a construir uma nova rotina com Valentina e Benjamim. O objetivo, explicou, é recuperar o equilíbrio e transmitir essa tranquilidade às crianças.
“Estava a deixar de ser eu”
Questionada por Cristina Ferreira sobre os primeiros sentimentos após a separação, Elisabete descreveu uma sensação de alívio.
“Senti uma libertação. Senti que ia em busca da minha paz, da minha felicidade, da minha tranquilidade, para passar isso para os meus filhos também, que é isso que eu quero, porque eu sou sempre muito tranquila, tento ver as coisas sempre do lado bom, e sentia que me estava a perder, se calhar, no caminho. Estava a deixar de ser eu e pronto”, afirmou.
A decisão de mudar de casa esteve ligada à necessidade de começar de novo.
“Sim, [quis sair de casa] do zero, para não ter memórias, para acabar por ser um pouco mais fácil para mim”, explicou.
A adaptação inclui, porém, momentos difíceis, sobretudo quando os filhos ficam com Pedro Pinto: “Quando eles estão a dormir com o pai, sim, fico assim a ficar doidinha.”
Segundo filho trouxe novas exigências
A chegada de Benjamim coincidiu inicialmente com um período mais tranquilo, mas as responsabilidades acrescidas reduziram o tempo disponível para o casal.
“Com a chegada do Benjamim inicialmente as coisas até estavam mais tranquilas (…). Só que lá está, depois é o dobro do trabalho e tira-nos muito do nosso tempo enquanto casal. E nós não temos rede de apoio. É tudo para nós. É uma sobrecarga muito grande e temos que saber gerir muito bem entre casal”, contou.
Cristina Ferreira questionou-a sobre a concentração de energia na maternidade. Elisabete explicou que procurava compensar aquilo que sentia estar em falta.
“Vivo muito porque quando eu sinto que está a falhar algo do outro lado, eu tento compensar para que não lhes falte nada. Eu tento dar o máximo de mim sempre.”
Ainda assim, rejeitou ter deixado de pensar na relação: “Não, eu pensei nele porque eu tentei ao máximo que esta relação desse certo. Eu iniciei estratégias, nunca desisti de nós.”
O desgaste aparecia no regresso à rotina
Elisabete distinguiu os momentos felizes fora de casa das dificuldades que surgiam perante as obrigações quotidianas.
“Fora de portas, nós dávamo-nos bem, nós temos muitas coisas em comum, nutrimos sentimentos um pelo outro. Só que dentro de casa, com as responsabilidades do dia a dia, aí era um bocadinho diferente. Aí é que pesava, porque de férias, sem responsabilidades, tudo corria na verdade lindamente”, afirmou.
O afastamento, acrescentou, aconteceu progressivamente: “Quando eu vi que já estava a enfraquecer assim mentalmente, que já não me estava a sentir suficientemente valorizada, e acabámos por lentamente, um processo gradual, nos irmos afastando sem querer, com o excesso de trabalho, com as rotinas, com as responsabilidades.”
Sobre as tentativas de preservar a relação, declarou: “Eu usei tudo aquilo que eu podia da minha parte. Eu tentei arranjar forma para levar a relação para a frente, porque sempre tive muitos sonhos para realizar com ele, mas também temos que ter um bocadinho os pés assentes na terra e nem tudo aquilo que nós idealizamos é o que vai acontecendo.”
“Reconstrução do meu eu”
A empresária manteve a decisão de seguir em frente, embora sem fazer afirmações definitivas sobre o futuro.
“Nunca podemos dizer nunca, na verdade, não sabemos o dia de amanhã, mas eu sei muito bem aquilo que eu quero e a minha decisão está tomada e neste momento o que eu quero é estar com os meus filhos, é priorizar o bem-estar deles. (…) Isto agora vai ser um processo de reconstrução do meu eu, da nova Elisabete.”
