Herman José revela o “dia que o destruiu” — e tudo por culpa de Elizabeth Taylor

Herman José revela o “dia que o destruiu” — e tudo por culpa de Elizabeth Taylor, em 1991, segundo assinalou.

Herman abre o coração no podcast de Gustavo Carvalho

No mais recente especial de “Humor À Primeira Vista”, dividido em duas partes, Herman José voltou a surpreender ao partilhar uma história que descreve como o seu “único grande desgosto” profissional da época.
A conversa, conduzida por Gustavo Carvalho, partia da polémica entre os Anjos e Joana Marques, mas rapidamente mergulhou numa aventura vivida pelo humorista nos anos 90.


Uma viagem para celebrar… que acabou em frustração

Segundo contou, tudo aconteceu em 1991, quando recebeu um convite inesperado para participar nas celebrações dos 25 anos da Disney. Inicialmente, Herman acreditava que seria apenas uma viagem descontraída, sem grandes responsabilidades. No entanto, rapidamente percebeu que o cenário era outro.

“Em 1991 eu estava a apresentar a Roda da Sorte e convidaram-me para os 25 anos da Disney. A RTP não levava equipa, por isso pensei que não ia fazer grande coisa, iria só ver a Disney. Até que me entregam o programa do evento.”

E, ao folhear o alinhamento, deparou-se com uma cerimónia de enorme prestígio:

“Eu olho para aquilo, muita gente da televisão, e de repente vejo a cerimónia de entrega dos prémios dos professores, que é das coisas mais importantes na América. Uma vez por ano o Presidente homenageia os 300 melhores professores.”


Elizabeth Taylor muda tudo

O que mais o impressionou, porém, foi outro nome presente no programa.

“Vejo que os prémios seriam entregues pela Elizabeth Taylor e perguntei se era mesmo ela. Confirmam que sim. E eu pensei que, só por isso, valia a pena. Nem que fosse para chegar perto dela e dizer-lhe o fascínio que eu tinha por aquela carreira, por aquela diva imensa.”

A expectativa era enorme e a viagem, acompanhada por Rute Rita, prometia tornar-se um momento inesquecível.


Herman tornou-se sensação nos bastidores — e até intimidou Pat Sajak

Entre ensaios e encontros inesperados, Herman acabou por ser acolhido com grande entusiasmo nos bastidores da televisão norte-americana.

“Fui tão bem recebido que até o apresentador oficial começou a faltar porque se sentia intimidado. Era o Pat Sajak. O produtor Merv Griffin apaixonou-se por mim, era um homem muito versátil, e eu andava a fugir dele.”

Segundo o humorista, Griffin chegou até a falar com Elizabeth Taylor para facilitar um encontro, alimentando ainda mais a expectativa.


O grande momento… que nunca aconteceu

Quando o grande dia finalmente chegou, o desfecho foi bem diferente do esperado.

“Disseram que a Elizabeth Taylor não ia estar connosco nos preparativos, que chegava à parte, de helicóptero. Entrámos no estádio onde ia ser a cerimónia, deixámos as máquinas fotográficas à entrada porque não havia telemóveis, e ficámos sentados na plateia.”

O cenário ganhou ares cinematográficos quando dois helicópteros sobrevoaram o local:

“Um trazia o Presidente Bush e outro trazia a Elizabeth Taylor. Eram helicópteros de luxo, com sistemas anti míssil, aquelas coisas todas.”

Mas a desilusão chegou depressa:

“Imagina-te num estádio, sentado na bancada, a olhar para o guarda-redes lá ao fundo. Foi isso. Lá ao longe vi uma figura de dois milímetros. Podia ser a Elizabeth Taylor como podia ser a Maria José Valério. Era indiferente.”

Sem câmaras de aproximação ou ecrãs gigantes, o tão desejado encontro resumiu-se a uma silhueta distante.


Uma história que ainda arranca gargalhadas

Apesar do final anticlimático, Herman José confessou que a memória continua viva — e com muito humor à mistura:

“Foi tudo maravilhoso, tirando o detalhe de nunca ter chegado realmente perto da Elizabeth Taylor. Mas valeu por tudo o resto. Até sei o que é fugir à volta de uma mesa do Merv Griffin, o que já é material para memórias.”

Uma história feita de glamour, frustração e gargalhadas — à boa maneira de Herman.

Ouça o podcast AQUI.

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