João Kléber revela bastidores de Fiel ou Infiel: “95% é real, 5% é produzido”

João Kléber revela bastidores de Fiel ou Infiel: “95% é real, 5% é produzido”, programa que fez sucesso na TVI.

O apresentador explicou no podcast «Charla» por que eram preparados alguns testes de fidelidade e contou que recusou vender o formato à Endemol em Portugal.

João Kléber admitiu que uma parte dos testes de fidelidade dos seus programas era produzida para garantir conteúdos quando surgiam problemas com os participantes. No podcast «Charla», o apresentador brasileiro recuperou os bastidores de «Fiel ou Infiel», que conduziu na TVI entre 2005 e 2007, e explicou como procurava manter o interesse do público mesmo quando conhecia o resultado do teste.

“Disse isso uma vez: 95% é real, 5% é produzido, e porquê? Porque precisávamos de ter programa e houve muito problema: ou o homem não passava no teste e dizia que não ia aparecer no palco, outro pedia muito dinheiro, outro dizia que ia e depois não ia, houve processo…”, contou.

Conteúdos preparados para responder a imprevistos

Segundo João Kléber, a produção precisava de alternativas para as situações em que não era possível emitir o material previsto.

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“Então dissemos: vamos deixar garantido uma parte, se der problema, temos de meter no ar. Mas sim 95% era a valer mesmo”, afirmou.

O apresentador revelou ainda que os resultados em que os participantes se mostravam fiéis tinham uma resposta diferente nas audiências.

“Parece ‘bobagem’, mas vou dizer: colocávamos teste de fidelidades com homem ou mulher fiel e não dava a mesma audiência. Então, quando estava a narrar, eu já sabia se tinha sido ou não, mas, mesmo com o ‘VT’ ali, dava a entender que podia ser infiel, para segurar a audiência”, explicou.

Recusou vender o formato em Portugal

Na mesma conversa, João Kléber afirmou que a Endemol tentou adquirir «Fiel ou Infiel» durante a sua passagem por Portugal, mas que rejeitou a proposta.

“A Endemol lá em Portugal queria comprar o formato do ‘Fiel ou Infiel’, eu não vendi. Porque é assim: quando se vende o ‘Big Brother’, empurram para eles uma porrada de formato deles. Se é bom ou não é… mas para comprar o ‘Big Brother’, tem de se comprar os outros, então vão enfiando os formatos. Como a Fremantle faz a mesma coisa. Aprendi lá fora como se exportam os formatos”, declarou, apresentando a sua leitura sobre o negócio dos formatos televisivos.

Sobre a relação com o público português, resumiu: “Eles quando gostam, gostam”.

As amizades que trouxe de Portugal

João Kléber recordou também as relações que construiu fora dos estúdios, sobretudo com jogadores de futebol. Quando se instalou em Portugal, chegou acompanhado pela então mulher, Wanya Barros.

“Tive grandes amigos de futebol. Quem me recebeu bem foi o Mozer. Depois tive um carinho muito grande até hoje pelo Anderson Polga, que jogava no Sporting, porque morávamos perto, todas as quintas-feiras íamos jantar juntos. Era com eles que ia sair todas as semanas. Também conhecia o Luisão, centralão do Benfica, e o Hulk eu conheci porque a Record Internacional pediu para fazer uma entrevista e ele recebeu-me muito bem”, contou.

Depois da primeira passagem pela TVI, o apresentador regressou à estação em 2022 com «Teste de Fidelidade», que teve quatro emissões.

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