Joaquim Monchique regressa ao Politeama e fala da vida após AVC e enfarte, em recente entrevista concedida.
O ator voltou ao teatro de Filipe La Féria ao fim de 12 anos. Em entrevista ao Correio da Manhã, destacou a responsabilidade perante o público e as prioridades que mudaram depois dos problemas de saúde.
Joaquim Monchique regressou ao Teatro Politeama, onde voltou a trabalhar com Filipe La Féria, num elenco que inclui Marina Mota. Doze anos depois da última passagem por aquele palco, o ator mantém como principal desafio a expectativa de quem sai de casa para o ver representar.
“O que me desafia sempre é ter o privilégio de saber que as pessoas saem de casa, compram o seu bilhete, às vezes um bilhete caro, para ‘ir ver o Monchique’ por exemplo”, afirmou em entrevista ao Correio da Manhã.
Aos 58 anos, o intérprete falou sobre o trabalho, mas também sobre a mudança de perspetiva que se seguiu a um AVC e a um enfarte sofridos no mesmo ano.
“Agora é aproveitar todos os dias”
Os problemas de saúde levaram Joaquim Monchique a rever prioridades, depois de um percurso marcado por uma intensa atividade profissional.
“Aprendi que se deve gostar mais da vida. Sinto que houve três dias que eu não vivi. Agora é aproveitar todos os dias”, partilhou.
O regresso ao Politeama acontece nessa fase, com o ator a continuar a encontrar desafios no contacto com a plateia e na construção das personagens.
Fazer rir continua a exigir descoberta
Sobre a comédia, Joaquim Monchique sublinhou a dificuldade de provocar uma reação genuína no público.
“É mais difícil provocar uma gargalhada. Nunca conhecemos bem as personagens. São sempre uma surpresa”, afirmou.
Além do teatro, o ator participou em «Santo António, O Casamenteiro de Lisboa», realizado por Ruben Alves, um projeto que lhe permitiu trabalhar com Rita Blanco e com um elenco que descreveu como “particularmente forte”.
A perspetiva sobre o amor
Na mesma entrevista, Joaquim Monchique abordou as relações amorosas. Embora admita dificuldade em acreditar num amor para toda a vida, reconhece que essa possibilidade existe para outras pessoas.
“Eu acredito na paixão naquele momento da paixão e depois acredito que há quem tenha a sorte de encontrar uma alma gémea”, declarou.
