José Charraz no Campo Pequeno: “Temos conseguido trazer as pessoas a Lisboa”, disse em entrevista após a corrida de dia 22 de agosto.
Nota Inicial: a entrevista foi realizada antes de artistas, público e jornalistas saberem o desfecho trágico da colhida da primeira pega, do falecido forcado Manuel Trindade. Este órgão de comunicação endereça a amigos e família as suas mais profundas condolências, e assinala também respeito e pesar pela memória de Manuel Trindade.
“Conseguimos montar cartéis que dignificassem as corridas”
Com a temporada tauromáquica de 2025 do Campo Pequeno a caminhar para a sua última corrida, José Charraz fez um balanço destas três primerias corridas: “Para já é um balanço em si positivo. Está dentro das expectativas que pensámos que teria de estar a temporada aqui no Campo Pequeno. Visto que as datas não são as próprias, que os aficionados muitos estão deslocados da capital, mas conseguimos montar cartéis que dignificassem as corridas e o aficionado viesse desfrutar da tauromaquia aqui ao Campo Pequeno”.
Continua este balanço, referindo a afición que vem de todos os cantos do país com destino à Catedral do Toureio a Cavalo, e como conseguiu trazer esses aficionados à capital: “Tem sido, acima de tudo, com grande prazer que recebemos aqui pessoas de todos os pontos do país, que é isso que nos interessa, porque os aficionados daqui da zona de Lisboa estão fora, serão para outros cartéis. Mas agora até o momento têm correspondido, temos conseguido trazer as pessoas a Lisboa e saem daqui bastante satisfeitas”.
“Era uma praça muito importante e não podia estar fechada”
Quanto a um dos seus próximos e maiores desafios, a Feira Taurina de Montemor-o-Novo, com cartéis já anunciados, o empresário revela as suas expectativas: “As expectativas são grandes, visto que é a primeira vez que peguei na praça de Montemor, e foi agora, em tempo recorde, fazer obras, porque era uma praça muito importante e não podia estar fechada. O peso que tem, o melhor grupo do país por trás, e manter aquela praça fechada não era bom para a tauromaquia”.
Em relação ao trabalho efetuado e apostas nos artistas, conta-nos: “E apostámos em forte, a empresa apostou em forte, apostou com vontade de dar força à tauromaquia e saímos ali logo com a abertura da praça, depois de fazermos as obras essenciais para a sua abertura. Apostámos em dois cartéis fortíssimos e uma novilhada com os praticantes e com os amadores que estão à altura de poder dignificar aquela praça”.
“O momento alto é o Roca Rey e foi o Diego Ventura”
E por fim, conta-nos mais sobre a presença de Roca Rey, que estará na última corrida da temporada do Campo Pequeno: “Sim, o momento alto é o Roca Rey e foi o Diego Ventura, é aqui que se faz a diferença dos cartéis, é aqui que os aficionados vêm. E temos a dizer que mais dia, menos dia, a praça irá estar esgotada”.
“E esperamos um grande espetáculo, que é o número um do toureio a pé mundial e que está toda a gente a desejar de o ver aqui no Campo Pequeno.”, conclui José Charraz.
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