Júlia Pinheiro pede desculpa às filhas pelas ausências: “Não me interroguei sequer”, afirmou a apresentadora.
Júlia Pinheiro reconheceu que a dedicação à televisão a afastou de momentos da vida familiar e pediu desculpa às filhas durante uma emissão especial do programa “Júlia”. Matilde e Carolina assumiram o papel de entrevistadoras da mãe, numa surpresa preparada para assinalar o aniversário da apresentadora, esta terça-feira, 6 de outubro.
A conversa levou o rosto da SIC a recordar as noites e os fins de semana passados a trabalhar. Júlia destacou também o papel do marido, Rui Pêgo, no acompanhamento dos filhos durante esses períodos.
“Provavelmente terei de vos pedir desculpa pelas minhas ausências”
Desafiada pelas gémeas a dizer se sentia necessidade de pedir desculpa por alguma coisa, Júlia Pinheiro apontou o tempo em que a profissão a manteve longe de casa.
“Sim… Provavelmente terei de vos pedir desculpa pelas minhas ausências quando estava a trabalhar e não estava em casa à noite convosco. Houve uma fase da minha vida, vocês lembram-se com certeza, que de seis em seis meses, eu passava três meses em que os fins de semana…”, recordou.
A apresentadora admitiu que essas ausências podem ter deixado uma falta que os filhos nunca lhe cobraram diretamente.
“Essas ausências eu, se calhar, faltei-vos. Vocês foram sempre, todos, tremendamente elegantes, porque nunca me falaram disso, portanto vocês nunca me cobraram de forma frontal ‘mãe, tu não estavas cá’.”
Júlia destaca o papel de Rui Pêgo
Ao falar da forma como a família viveu os períodos de maior exigência profissional, Júlia Pinheiro fez questão de reconhecer a presença do marido.
“Isso nenhum de vocês fez, sobretudo porque há um pai extraordinário que preencheu isso tudo, não é? Que ocupou esse território e estava a tomar conta de vocês impecavelmente”, afirmou.
A apresentadora atribuiu a Rui Pêgo um papel central na organização familiar e no acompanhamento dos filhos, enquanto a sua carreira lhe exigia horários que se prolongavam pelas noites e pelos fins de semana.
O reconhecimento surgiu perante Matilde e Carolina, que conduziram uma conversa sobre escolhas e memórias familiares no espaço habitualmente apresentado pela mãe.
“Eu tenho de fazer todos os programas”
Júlia Pinheiro explicou que, naquela fase, aceitava os desafios profissionais sem ponderar verdadeiramente a possibilidade de recusar.
“Não priorizei, não me interroguei sequer à época de: ‘Devo fazer isto ou não?’. Não, era ‘vou fazer claro, eu tenho de fazer todos os programas’”, declarou.
Ao revisitar essas decisões, reconheceu o lugar que o trabalho ocupava e o tempo que retirava à presença em casa.
A reflexão terminou com um pedido dirigido às filhas: “E portanto, desculpem se faltei.”
