Margarida Rebelo Pinto recorda o pai: “Faz-me falta”, disse em entrevista a Manuel Luís Goucha, no Conta-Me.

“Só partilho as minhas tristezas, quando elas já estão resolvidas. Por exemplo, quando o meu pai morreu, fiquei muito contemplativa. Cerca de três semanas depois, escrevi um artigo sobre isso. Cerca de seis meses depois, fui ao teu programa, falar sobre isso. Era quando já estava resolvido”, disse a escritora.
“Lembro-me de te ter dito que o luto muda de cor todos os dias. E é verdade… Vai mudando, até ficarem só aquelas recordações mais extraordinárias”, continuou.
“Se fosses jantar, hoje, com o teu pai, o que lhe dirias?”, questionou Goucha.
“Falava sobre o meu último livro e sobre o Lourenço [filho de Margarida Rebelo Pinto] e como ele é parecido com ele. E como os dois netos rapazes são parecidos com ele. Em termos de caráter, de postura, de respeito pelas mulheres”, respondeu Margarida.
“O meu pai faz-me falta. Para conversar, para me dar conselhos, para rirmos. Ele era demais”, rematou.
