As intervenções de Noélia Pereira no Big Brother All Stars deram origem a dois confrontos durante a dinâmica do Ponto de Interrogação. Joana Albuquerque acusou-a de questionar os seus problemas de saúde, enquanto Carlos Sousa ouviu críticas à coerência do seu discurso sobre os gritos dirigidos a mulheres.
Joana Albuquerque explica desconfiança em relação a Noélia
A discussão entre Joana e Noélia ganhou força depois de Francisco Monteiro criticar a atenção que a concorrente de Cascais dedica às palavras da colega.
“A Joana está constantemente a escrutinar aquilo que a Noélia diz”, afirmou. Na sua interpretação, essa postura traduzia uma incompatibilidade entre ambas: “Já percebi que a Joana não suporta a Noélia porque não perde uma oportunidade”.
Joana respondeu com exemplos de acontecimentos dentro desta edição. Recordou uma brincadeira sobre Noélia estar a agir como “treinadora de bancada” e uma observação a Carlos Sousa sobre a dificuldade da colega em entender ironias.
Segundo Joana, Noélia respondeu chamando-lhe “falsa rapariga”.
Acusação sobre problemas de saúde divide concorrentes
A concorrente de Cascais relatou também um episódio ocorrido na madrugada de domingo, relacionado com as condições em que precisava de dormir.
“Puseste em questão que os meus problemas de saúde seriam falsos e começaste a gritar pela casa a dizer: ‘Eu não durmo com a Joana, nem hoje nem nunca mais’”, acusou.
Joana explicou que tinha indicações do cirurgião para não dormir virada para baixo. Noélia negou a versão apresentada: “Eu não disse nada disso”.
A resposta provocou nova reação da colega: “Noélia, és tão mentirosa. Ainda bem que há câmaras nesta casa. És tão mentirosa”.
Catarina Miranda interveio para apoiar o relato de Joana, afirmando ter assistido à discussão. As versões das duas concorrentes mantiveram-se, assim, em oposição.
Joana terminou a explicação rejeitando que o seu comportamento fosse motivado por episódios anteriores ao programa.
“Eu tenho coisas contra ti e não são do passado, são deste programa (…) Então sim, eu tenho motivos para escrutinar aquilo que tu dizes, Francisco, e tenho motivos para estar aqui com sete pedras na mão”, declarou.
Carlos Sousa emociona-se ao falar de homens que gritam com mulheres
Na mesma dinâmica, Carlos Sousa teve uma conversa com Francisco Monteiro sobre situações que o afetam pessoalmente.
“Não sou coitado nenhum nem nunca fui. Toda a gente tem os seus gatilhos pessoais. E coisa que mexe mesmo comigo, estou-me a arrepiar porque mexe mesmo comigo, é homem a gritar com a mulher. Juro-te”, confessou.
O cabeleireiro explicou que essa reação está ligada ao seu percurso, sem revelar os episódios em causa.
“Já passei por coisas. Quando vejo… o homem a berrar para a mulher, são coisas que mexem comigo. E às vezes incomoda-me porque ninguém sabe o que eu passei. Não gosto”, acrescentou.
Francisco Monteiro afirmou que “respeitava” o testemunho.
Noélia questiona coerência de Carlos após pergunta sobre a vitória
Noutro momento, Carlos Sousa quis perceber se Noélia tinha entrado no programa com a ambição de vencer.
“Você quando recebeu o convite para vir para o programa (…) pensou alguma vez na hipótese de ficar em primeiro lugar ou jogar para ganhar? (…) Eu consigo ver quem entra aqui e quer ganhar (…) ou quem anda aqui por estar”, perguntou.
Noélia respondeu que não pretendia alterar a sua personalidade para chegar mais longe na competição.
“Eu não vou ser uma coisa que não sou. Eu estou aqui para ser eu mesma, sou assim. Quem gosta, gosta. Quem não gosta, não gosta. É lá fora que hão de julgar”, afirmou.
Quando Carlos a acusou de gritar na resposta, a concorrente recuperou o testemunho do colega e confrontou-o com comportamentos que diz recordar de outros formatos.
“Eu sou uma pessoa que não olha a meios para atingir os fins. Eu não venho para aqui falar de gatilhos (…) Quando tu já gritaste para outras pessoas noutros programas, aí não te fez confusão. Só te faz confusão aqui que homens gritem para mulheres. Mas tu também, já em programas que eu recordo, foste um homem que gritou para mulher”, atirou.
Luís Gonçalves admitiu desconhecer esses episódios. Catarina Miranda procurou relativizar a comparação, lembrando que “as pessoas evoluem”.
Noélia manteve, porém, a crítica: “Prefiro morrer com a verdade do que viver mentiras. Venho ser eu e não estou aqui a fazer-me de vítima nem a dizer que tenho gatilhos (…) como algumas pessoas fazem aqui”.
Carlos Sousa acabou por se sentar, sem prolongar a troca de palavras.
