Pavlidis arrancou o Benfica do sufoco e Prestianni incendiou a Luz, esta tarde, frente ao Gil Vicente.
Fotografias: Diogo Nora

Gil Vicente marcou primeiro e resistiu até aos 87 minutos. O avançado grego assinou dois golos e Prestianni fechou uma vitória por 3-1 que esteve longe de ser tranquila.
O resultado é claro. O jogo não foi. O Benfica venceu o Gil Vicente por 3-1, mas precisou de chegar aos últimos minutos para partir a resistência de uma equipa que marcou cedo, defendeu muito e esteve perto de sair da Luz com pontos.

Aos sete minutos, Héctor Hernández aproveitou uma entrada desastrada do Benfica e colocou os gilistas em vantagem. A Luz, preparada para uma noite descansada, percebeu imediatamente que teria pela frente um jogo bem mais complicado.

O Benfica respondeu com bola, presença constante no meio-campo adversário e uma sucessão de cantos. Faltava-lhe, porém, fazer do domínio verdadeiro perigo. O Gil Vicente baixou as linhas, fechou os espaços interiores e obrigou a equipa de Marco Silva a procurar caminhos onde quase nunca os encontrava.
Até aparecer Pavlidis.

Aos 29 minutos, o grego voltou a fazer aquilo que melhor sabe: encontrou espaço dentro da área e devolveu o empate ao marcador. Foi o golo que evitou que a inquietação se transformasse em nervosismo, embora não tenha chegado para libertar completamente o Benfica.
O intervalo chegou com 1-1 e a segunda parte trouxe mais do mesmo. Benfica por cima, Gil Vicente cada vez mais encostado à sua baliza e Lucão a ajudar a segurar um resultado que começava a ganhar peso. Os encarnados acumulavam remates, cruzamentos e cantos, mas o relógio avançava mais depressa do que o futebol.

Marco Silva mexeu. Aursnes entrou para dar outra velocidade ao meio-campo; Lukebakio e Echeverri acrescentaram pernas e atrevimento. O Benfica apertou, mas continuou a bater numa parede minhota que só começou a rachar aos 86 minutos.

Prestianni recebeu, preparou o remate e acertou na barra. Na continuação do lance, Aursnes foi derrubado por Tidjany Touré e o penálti deixou de ser discutível para passar a ser decisivo. Pavlidis pegou na bola, não tremeu e consumou a reviravolta aos 87 minutos.

Foi um golpe demasiado duro para o Gil Vicente. Depois de resistir durante quase todo o encontro, a equipa de Barcelos perdeu organização e deixou de ter forças para responder. Já no período de compensação, Prestianni marcou o golo da noite. O argentino, que tinha estado na origem do lance do penálti, soltou finalmente o talento e fechou o resultado com um remate de grande categoria.

O Benfica terminou com 17 remates, 14 cantos contra nenhum do adversário e 64 por cento de posse de bola. Números que explicam o domínio, mas não dizem quanto custou transformar esse domínio numa vitória.

Pavlidis resolveu o problema. Prestianni colocou-lhe brilho. O Gil Vicente saiu da Luz derrotado por 3-1, resultado pesado para o que conseguiu fazer durante 86 minutos. O Benfica somou a quinta vitória em seis jornadas, mantém-se invicto e chega aos 16 pontos, dois atrás do FC Porto.

E é precisamente o Dragão que aparece agora no caminho. O Benfica chegará lá depois de uma vitória sofrida, tardia e importante. Não jogou sempre bem. Não desistiu. E, quando já começava a faltar tempo, encontrou quem assumisse a responsabilidade.

Ficha de jogo
Benfica: Samuel Soares; Daniel Banjaqui, Tomás Araújo, Clément Lenglet e Samuel Dahl; Enzo Barrenechea e Leandro Barreiro; Gianluca Prestianni, Rafa Silva e Andreas Schjelderup; Vangelis Pavlidis.
Gil Vicente: Lucão; Ricardo Esgaio, Marvin Elimbi, Jonathan Buatu e David Moreira; Zé Carlos e Mads Lausen; Murilo, Gil Martins e Afonso Moreira; Héctor Hernández.

Golos: Héctor Hernández (7’), Pavlidis (29’ e 87’, penálti) e Prestianni (90+3’).
Resultado ao intervalo: 1-1.



