Pedro Crispim afasta-se da televisão e explica decisão: “Não me identifico com o que se faz hoje”, assinalou em entrevista.
Pedro Crispim está longe do pequeno ecrã por opção. Numa entrevista recente, o comentador explicou as razões do afastamento e deixou uma visão crítica sobre o panorama atual.
Saída da televisão foi uma escolha consciente
Antes de mais, Pedro Crispim garantiu que a decisão foi tomada de forma tranquila. O comunicador afirma que apenas permanece em projetos que lhe tragam evolução.
“Eu fico enquanto sentir que os projetos me acrescentam. Quando deixo de sentir isso, sigo outro rumo. Os projetos mudam, as pessoas mudam, o público muda, o mundo muda. Nesse sentido, eu também não podia ser algo estanque. A mim, faz-me muita confusão as pessoas que andam em círculos, principalmente quando estão insatisfeitas”
Assim, reforça que a mudança faz parte do crescimento profissional.
Falta de identificação com formatos atuais
Entretanto, o comentador revelou que deixou de se rever nos conteúdos televisivos atuais. A forma como os programas e os comentários são conduzidos já não corresponde às suas expectativas.
“Neste momento, os painéis, a realidade, o estilo de comentador, o tipo de comentário que existe, eu não me identifico, não sinto que me acrescente e também sinto que eu próprio não iria acrescentar a um projeto destes neste momento. Não há problema nenhum. Está tudo bem com isso”
Dessa forma, assume que o afastamento resulta de uma incompatibilidade criativa.
Resposta às interpretações nas redes sociais
Por outro lado, Pedro Crispim esclareceu uma publicação recente que gerou interpretações entre seguidores. O comentador garantiu que não houve qualquer intenção de se vitimizar.
“Não foi feito em tom de choradinho, nunca foi para chegar a nenhum diretor, canal ou projeto. O meu trabalho foi sempre para chegar às pessoas. E nesse sentido, acredito, e vê-se pelas redes sociais, que consegui chegar a elas”
Assim, reforça que a comunicação foi direcionada ao público e não ao meio televisivo.
Independência e rejeição de bastidores
Além disso, o consultor de moda destacou a sua postura profissional. Crispim afirma não recorrer a contactos ou estratégias para garantir presença na televisão.
“Eu não peço nada a ninguém, não vou tomar cafés com ninguém, não faço conversas com ninguém. As pessoas gostam ou não gostam do meu perfil e do meu trabalho“
Dessa forma, sublinha a importância da autenticidade no seu percurso.
Regresso possível, mas com condições
Por fim, Pedro Crispim não fecha a porta a um eventual regresso. No entanto, deixa claro que só aceitará projetos que o desafiem.
“Acredito que sou um bom profissional, um bom entertainer, um bom comunicador, que cresci muito nos últimos anos. Mas, efetivamente, tal como os outros gostam de crescer, eu também gosto. E manter-me no mesmo lugar não faz muito sentido para um perfil como o meu, que é um perfil de desbravar caminhos, de experimentar, de me sentir estimulado, desafiado, valorizado. Não me apetece estar numa fábrica de produção massiva. Apetece-me criar, ser surpreendido”





