Pedro Nuno Santos demite-se após queda histórica do PS nas legislativas de 2025, anunciando a decisão na noite de ontem.
A noite eleitoral deste domingo, 18 de maio, ficou marcada por uma reviravolta no xadrez político nacional. Com o apuramento dos resultados das eleições legislativas de 2025, ficou confirmada uma expressiva derrota do Partido Socialista, que caiu de 77 para 58 deputados, igualando o número alcançado pelo Chega, liderado por André Ventura.
Embora a Aliança Democrática (coligação PSD/CDS-PP) tenha sido a força mais votada e voltado a vencer eleições, foi o crescimento do Chega que mais surpreendeu. O partido de direita radical tornou-se a segunda força mais representada no Parlamento, um feito sem precedentes desde a sua fundação.
Perante o cenário adverso, Pedro Nuno Santos assumiu responsabilidades políticas ainda antes de conhecidos os resultados finais da totalidade dos círculos. Numa declaração emotiva, o líder socialista anunciou a sua saída:
“Sinto que honrei a história do PS, tenho muito orgulho no partido que liderei neste período de um ano e pouco”, afirmou.
Logo de seguida, esclareceu a sua decisão:
“Assumo as responsabilidades como líder do partido, como sempre fiz. Nesse sentido, vou pedir eleições internas à Comissão Nacional, para as quais não serei candidato”, revelou Pedro Nuno Santos, confirmando assim a sua retirada da liderança do PS.
Este desfecho político representa não só uma transição no maior partido da esquerda portuguesa, mas também um sinal claro do descontentamento de uma larga faixa do eleitorado com as forças políticas tradicionais.
Enquanto isso, à direita, a AD consolidou a sua liderança, e o Chega reforçou a sua posição, preparando-se para um novo equilíbrio parlamentar que poderá condicionar de forma profunda a próxima legislatura.





