Portugal vence Dinamarca por 4-2 e soma terceira vitória na Liga das Nações, na noite desta quinta-feira.
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Portugal saiu de Copenhaga com quatro golos e a terceira vitória consecutiva na Liga das Nações, depois de um encontro em que a Dinamarca obrigou a seleção a reconstruir a vantagem por duas vezes. O triunfo por 4-2, esta quinta-feira, 1 de outubro, no Estádio Parken, manteve a equipa de Jorge Jesus na liderança do Grupo A4, com nove pontos em três jornadas.
João Cancelo, Gonçalo Ramos, Vitinha e João Félix marcaram os golos portugueses. Do outro lado, Damsgaard e Højlund alimentaram a resistência dinamarquesa, num jogo em que a qualidade ofensiva de Portugal conviveu com dificuldades para travar as transições dos anfitriões.
A seleção chegou ao encontro depois de vencer o País de Gales, por 1-0, e a Noruega, por 2-1. Desta vez, precisou de marcar quatro para superar uma equipa que encontrou caminhos para a baliza de Diogo Costa e se manteve na discussão do resultado durante grande parte da noite.
Quatro alterações numa noite de atenção acrescida
A saída de Cristiano Ronaldo do estágio dominou a preparação da partida e colocou a equipa portuguesa sob um escrutínio adicional. Jorge Jesus apresentou quatro alterações relativamente ao onze utilizado em Oslo, renovando o meio-campo e parte do ataque.
Rúben Neves, Vitinha, Bruno Fernandes e Rafael Leão entraram na equipa inicial. Diogo Costa manteve a titularidade na baliza, com João Cancelo, Rúben Dias, Renato Veiga e Nuno Mendes na defesa. Pedro Neto e Gonçalo Ramos completaram as escolhas do selecionador.
As mudanças deram protagonismo a jogadores que acabariam por intervir diretamente nos golos. Bruno Fernandes participou na construção de duas vantagens, enquanto Vitinha apareceu numa zona de finalização para resolver um dos momentos mais exigentes do encontro.
Antes disso, porém, foi a ligação entre Cancelo e Ramos que permitiu a Portugal adiantar-se.
Cancelo encontrou em Ramos o caminho para o primeiro golo
Aos 13 minutos, João Cancelo combinou com Gonçalo Ramos, avançou para uma posição de finalização e picou a bola sobre Hermansen. Portugal chegou ao 1-0 numa jogada em que a aproximação entre o lateral e o avançado abriu espaço na defesa dinamarquesa.
O lance mostrou uma das soluções mais produtivas do ataque português: a capacidade de Ramos para participar nas combinações e servir os movimentos dos colegas. O avançado não ficou limitado à espera de uma bola na área. Neste caso, ajudou a criar as condições para a entrada de Cancelo, que concluiu com precisão.
Portugal estava na frente antes do primeiro quarto de hora, mas a vantagem não significou controlo permanente. A Dinamarca encontrou oportunidades para acelerar quando recuperava a bola e mostrou que podia ameaçar sem precisar de ataques demorados.
Esse seria um problema recorrente para a seleção portuguesa ao longo da partida.
Damsgaard empatou e Portugal respondeu sem demora
O primeiro empate nasceu de um contra-ataque dinamarquês. Mæhle serviu Damsgaard, que rematou em arco e bateu Diogo Costa. A equipa da casa aproveitou o espaço disponível e voltou a colocar o marcador em igualdade.
A resposta portuguesa demorou cerca de dois minutos. Gonçalo Ramos combinou com Bruno Fernandes e finalizou a jogada do 2-1, devolvendo a vantagem à seleção. Depois de ajudar Cancelo a marcar, o avançado passou a ser o destinatário do passe decisivo.
Foi uma reação importante, sobretudo pela rapidez com que Portugal impediu a Dinamarca de aproveitar o embalo do empate. A ligação entre Bruno e Ramos permitiu à equipa recuperar imediatamente uma posição favorável.
O intervalo chegou com Portugal a vencer por 2-1. A primeira parte deixava, contudo, duas indicações distintas: havia qualidade para ultrapassar a defesa adversária através de combinações curtas, mas faltava maior segurança na resposta aos ataques rápidos dos dinamarqueses.
Højlund voltou a castigar a defesa portuguesa
A segunda parte trouxe nova recuperação da equipa de Brian Riemer. Højlund recebeu um passe em profundidade e, no confronto com Diogo Costa, colocou a bola por cima do guarda-redes para fazer o 2-2. Pela segunda vez, Portugal via desaparecer a vantagem.
O golo voltou a evidenciar o perigo dos movimentos dinamarqueses nas costas da defesa. A seleção portuguesa conseguia chegar à baliza contrária com qualidade, mas tinha dificuldades em impedir que o adversário também encontrasse situações favoráveis para finalizar.
O empate obrigou a equipa de Jorge Jesus a procurar uma terceira vantagem. Já não bastava repetir a eficácia da primeira parte: era também necessário evitar que cada perda de bola desse à Dinamarca uma oportunidade para inverter o resultado.
A diferença final de dois golos não deve, por isso, esconder a resistência dos anfitriões. Até ao momento decisivo da segunda parte, o encontro continuou a exigir respostas de Portugal.
Vitinha estreou-se a marcar com assistência de Bruno Fernandes
Aos 67 minutos, Portugal encontrou essa resposta através de Vitinha. Bruno Fernandes levantou a bola para a área e o médio apareceu ao segundo poste para cabecear para o 3-2. Foi o seu primeiro golo pela seleção principal.
A jogada acrescentou uma solução diferente às que tinham produzido os primeiros golos. Desta vez, a vantagem nasceu de um cruzamento e da chegada de um médio à zona de finalização, com Vitinha a surgir onde a defesa dinamarquesa não conseguiu impedir a conclusão.
Bruno Fernandes voltou a ter uma intervenção decisiva. Depois da combinação com Gonçalo Ramos, encontrou o movimento de Vitinha e colocou a bola em condições para o cabeceamento.
Portugal estava novamente na frente. Restava transformar essa terceira vantagem numa vitória, depois de duas respostas dinamarquesas que tinham impedido qualquer tranquilidade.
João Félix marcou o quarto e deu margem à seleção
João Félix fez o quarto golo português e deu à equipa uma diferença de dois golos pela primeira vez no encontro. O 4-2 permitiu a Portugal afastar a pressão de uma vantagem mínima e encaminhar definitivamente o triunfo em Copenhaga.
O avançado voltou, assim, a marcar nesta edição da Liga das Nações, depois de também ter contribuído para as vitórias sobre o País de Gales e a Noruega.
Com Cancelo, Ramos, Vitinha e Félix entre os marcadores, Portugal distribuiu os golos por quatro jogadores. O resultado foi construído através de contributos de diferentes setores, desde a subida do lateral no primeiro lance até à chegada de Vitinha à área e à finalização de Félix.
Foi essa capacidade ofensiva que permitiu superar os problemas encontrados do outro lado do campo. A Dinamarca respondeu duas vezes, mas Portugal conseguiu voltar a marcar e, finalmente, aumentar a distância.
Nove pontos antes do regresso ao Dragão
Ao fim de três jornadas, Portugal soma nove pontos, sete golos marcados e três sofridos. A equipa venceu os três adversários do grupo e regressa a casa depois de duas deslocações vitoriosas, primeiro a Oslo e agora a Copenhaga.
O ataque deixou boas indicações, com destaque para a participação de Ramos nas combinações, os passes decisivos de Bruno Fernandes e a estreia de Vitinha a marcar. A defesa terá aspetos a corrigir, sobretudo na proteção do espaço perante adversários que procuram a profundidade.
O próximo compromisso está marcado para domingo, 4 de outubro, às 19h45, no Estádio do Dragão, frente à Noruega. Portugal chega a esse reencontro com o máximo de pontos e numa posição favorável para continuar a aproximar-se dos quartos de final da Liga das Nações.
