Rodrigo Guedes de Carvalho ataca humoristas: “Levar o caso à Justiça foi desproporcional”, assinalou o jornalista.
Polémica entre Anjos e Joana Marques no centro da crónica
Rodrigo Guedes de Carvalho, conhecido pivô da SIC, voltou a gerar controvérsia com a sua análise semanal no jornal Expresso. Após recentes críticas por ter defendido um CEO envolvido em escândalo, desta vez, o foco recaiu sobre a disputa entre o duo musical Anjos e a humorista Joana Marques.
Processo judicial é exagerado, diz jornalista
Começando pela reação dos irmãos Nelson e Sérgio Rosado, o jornalista considerou que levar a polémica para o tribunal foi um passo excessivo. Para ele, esta decisão não só foi desnecessária como também amplificou a exposição do caso.
“Levar a questão à Justiça foi desproporcional”, afirmou, destacando que o processo acabou por aumentar a visibilidade do conflito.
Humoristas não são árbitros do humor
Rodrigo Guedes de Carvalho reservou a crítica mais dura para os humoristas, a quem acusa de se colocarem numa posição de superioridade moral e intelectual. Na sua visão, muitos se acham os únicos com direito a definir os limites do humor.
“Os humoristas julgam-se árbitros dos limites do humor”, começou por dizer.
De seguida, afirmou: “Eis que uma sucessão de humoristas aceita convites para nos explicar, a nós que não somos humoristas, o que é ou não permitido dizer ou fazer em nome do humor.”
Bicadas entre humoristas e senso único
Ainda segundo o pivô da SIC, o ambiente entre os próprios humoristas é marcado por críticas indiretas e insinuações, mais do que confrontos abertos. Além disso, ele destaca a tendência de muitos em agir como se fossem os donos absolutos do “bom senso humorístico”:
“Mostram que os humoristas (os que escutei, pelo menos) têm a tendência de achar que são eles, e só eles, porque são profissionais da piada, que têm o direito de ditar o que é ou não admissível. E o público dividir-se-á, segundo percebi, entre os seus fãs, inteligentes, e os pobres outros.”
“A piada é rainha soberana, aguentem-se”
Por fim, Rodrigo Guedes de Carvalho apontou o que vê como uma postura dominante e inflexível em muitos profissionais do humor, que não aceitam críticas à sua forma de atuar:
“Regra geral, defendem mais ou menos a mesma ideia: a piada é rainha soberana, aguentem-se.”
