Romário defende Ronaldo no conflito com Jorge Jesus: “Eu faria igual”, afirmou o ex-futebolista brasileiro sobre o assunto.
O antigo internacional brasileiro apoiou a decisão de abandonar o estágio e dirigiu palavras ofensivas ao selecionador. Entretanto, A BOLA destacou a ausência de interações públicas dos jogadores portugueses no comunicado do capitão.
Romário afirmou que teria tomado a mesma decisão de Cristiano Ronaldo perante uma situação em que se sentisse desvalorizado. No “Charla Podcast”, o antigo avançado brasileiro comentou o conflito com Jorge Jesus e apoiou a saída do capitão do estágio da Seleção.
“Acho que esse foi o erro do Ronaldo a princípio… Pois, o Ronaldo, e nessa condição, ele sentiu-se um cara que estava desprestigiado e que não tinha relevância nenhuma e foi embora. É isso. Se é isso, eu faria igual.”
O campeão do mundo de 1994 foi mais longe, recorrendo a linguagem ofensiva para explicar como teria reagido ao treinador.
“Só que antes de ir, eu mandava-o tomar no c… dele, antes de qualquer coisa! Mas eu metia o pé, é isso aí. O erro dele não foi esse? Esse aí foi o erro, não ter mandado o cara para o car!”
Apoio de Romário contrasta com autocrítica de Ronaldo
A posição de Romário foi mais longe do que a avaliação feita pelo próprio Ronaldo sobre a saída. No comunicado divulgado a 6 de outubro, o capitão reconheceu que não deveria ter abandonado o estágio e assumiu responsabilidade pela decisão.
O jogador acusou Jorge Jesus de não cumprir entendimentos estabelecidos em privado, mas pediu desculpa aos colegas e manifestou disponibilidade para aceitar uma eventual punição.
A BOLA destaca silêncio dos internacionais nas redes
Entretanto, A BOLA noticiou não ter identificado gostos ou comentários de jogadores da Seleção Nacional nas publicações em que Ronaldo apresentou a sua versão dos acontecimentos.
Segundo os números citados pelo jornal no momento da análise, o comunicado somava mais de 18 milhões de gostos e 62 mil comentários no Instagram. No Facebook, registava cerca de 1,5 milhões de reações e outros 62 mil comentários.
A publicação interpretou a ausência de interações dos internacionais portugueses como um sinal de distância face à polémica. Esse silêncio público, contudo, não esclarece se houve contactos privados nem permite determinar a posição individual de cada jogador sobre o conflito.
