TVI: Cristina Ferreira “tornou-se uma diretora apenas no papel”, segundo foi revelado por uma fonte à Boa Onda.
“Mantém o cargo de diretora de entretenimento e ficção da TVI, sendo nomeada administradora executiva da Media Capital Digital, SA, e reforça o seu contributo na área dos novos negócios e talentos“, referiu o comunicado emitido pelo grupo há cerca de um ano, no fim de agosto de 2023, no qual anunciava ter “renovado a sua confiança” em Cristina Ferreira, dando continuidade ao vínculo contratual que tinha sido celebrado no verão de 2020.
Porém, a realidade é que Cristina Ferreira perdeu muito poder que lhe tinha sido prometido e dado nos primeiros tempos.
Nesse sentido, tornou-se conhecida nos bastidores do mercado como a rainha de Inglaterra, expressão utilizada em sentido metafórico, para designar alguém cujo poder é apenas simbólico, carregando mais pompa do que peso real.
“Dar cargos e poder à Cristina foi, obviamente, uma forma de Mário Ferreira a aliciar e convencer a voltar. Até porque era algo que ela nunca escondeu que queria“, disse uma fonte à Boa Onda.
“Nos primeiros tempos a Cristina teve quase que total liberdade para pôr e dispor na TVI, até porque a estrutura de administração e direção que está montada hoje não existia: o José Eduardo Moniz não estava – era ainda apenas consultor -, a administração era ainda muito provisória e não se percebia bem o papel do Nuno Santos [então diretor-geral, agora diretor de informação]. Ela andava um bocado à solta, parecia haver dinheiro para tudo“, referiu outra fonte do canal.
“Nessa altura, e na voragem de mostrar trabalho, mudar a TVI e voltar a liderar as audiências, cometeram-se excessos. Isso hoje é bem claro“, disse uma outra fonte, conhecedora das contas do grupo Media Capital.
“Programas como aquele que a Cristina teve, com grandes cenários e custos de produção elevados, provaram que ela é uma boa criativa mas capaz de descontrolar contas. Vivemos num período de fortes alterações no mercado, com várias restrições orçamentais, e esse tipo de investimento é insustentável“, explicou, exemplificando com programas como “Dia de Cristina”, “All Together Now” e “Cristina ComVida”, formatos em que a própria foi apresentadora.
Assim, decidiu a administração da Media Capital convencer José Eduardo Moniz, antigo diretor-geral, a regressar ao cargo.
Trata-se do homem certo para voltar a colocar as peças no seu lugar e dar um rumo ao canal.
Exemplo disso foi convencer Cristina Ferreira da importância de passar mais tempo à frente da câmara, e não atrás. Missão cumprida: ela voltou ao programa das manhãs e, a par de Manuel Luís Goucha e Cláudio Ramos, é a anfitriã dos reality shows do canal.
“A Cristina já toma muito poucas decisões na TVI. Exemplo disso é o novo canal [V+], no qual ela praticamente não decidiu nada. É tudo da responsabilidade do Hugo Andrade [o diretor, homem de confiança de Moniz] e do diretor-geral (…) parece agora ser mais uma consultura que outra coisa“, foi revelado.
“E dificilmente seria de outra maneira: quem pode ser diretor a apresentar um programa diário de três horas e, em breve, a voltar a assumir também um reality show à noite? Isto já sem falar de todos os outros projetos em que está envolvida. Tornou-se uma diretora apenas no papel“, explica a publicação.
