Vila Franca de Xira: João Moura Jr. triunfou frente ao melhor touro da tarde, na homenagem a Fernando Palha

Vila Franca de Xira: João Moura Jr. triunfou frente ao melhor touro da tarde, na homenagem a Fernando Palha

Vila Franca de Xira: João Moura Jr. triunfou frente ao melhor touro da tarde, na homenagem a Fernando Palha, este domingo.

A praça de toiros de Vila Franca de Xira, a Palha Blanco, recebeu na tarde de domingo do 1º de Maio de 2022, a segunda corrida da Feira do Toiro. Compôs cartel Manuel Telles Bastos, João Moura Jr. e João Ribeiro Telles para lidar um curro da ganadaria Vinhas. As pegas estiveram a cargo dos Grupos de Forcados Amadores de Vila Franca e Caldas da Rainha.

Início de corrida marcado com homenagem a Fernando Palha, sendo lido um texto escrito pelo seu neto, Duarte Palha.

Abriu a função Manuel Telles Bastos com uma alegre lide. Chegou ao público cedo, começando a lide com uma porta gaiola com volta à arena. Na cravagem comprida, resultou o segundo ferro ligeiramente descaído. Nos curtos andou regular, levando o toiro aos terrenos desejados para cravar ao estribo da forma correta. Vasco Pereira, cabo do grupo de Vila Franca consumou ao primeiro intento, aguentando na cara do toiro até junto das tábuas.

A segunda prestação da tarde esteve a cargo de João Moura Jr. Lide um quanto irregular em que o cavaleiro chegou mesmo a ser apertado contra tábuas causando algum pânico na bancada. Da lide, pouca história ficou por contar. O diretor concedeu ainda música mas quando contestada pelo público a decisão voltou atrás. Lourenço Palha, pelos amadores das Caldas da Rainha, consumou à segunda tentativa, tendo na primeira o toiro fugido ao forcado, no momento da reunião. O cavaleiro recusou dar a volta.

Da terceira lide da tarde, também com complicações, pouco sumo se espremeu. João Ribeiro Telles sentiu na pele o toiro complicado que lhe calhou em sorte. O cavaleiro recebeu alguns toques na montada, não tendo direito também a música. Das cravagens, poucas resultaram cingidas, dando a sensação que o cavaleiro não entendeu o oponente. João Matos, por Vila Franca, resolveu a pega à primeira tentativa, aguentando os derrotes do oponente até o restante grupo fechar já juntos a tábuas. O cavaleiro recusou-se a dar volta.

O espetáculo seguiu após um intervalo para alisamento da arena.

Regressou à arena Manuel Telles Bastos abrindo de novo com uma porta gaiola, rematando-a no centro da arena. De salientar que nesta lide houve erros cruciais da parte da direção da corrida, que não se podem perdoar. O ginete teve por diante um toiro que não virava o pescoço. O cavaleiro no primeiro comprido, arriscou junto as tábuas e acabou por ser apertado. Depois de corrigir alguns erros, a lide foi a mais. Mais um erro do diretor ao conceder música ao cavaleiro quando este terminou a lide. Duarte Palha, por Caldas Rainha, brindando ao céu e ao público, consumou à segunda tentativa aguentado valentes derrotes até as tábuas e o restante grupo fechar.

João Moura Jr. teve aquela que foi a “revolução” da tarde. Teve por diante o melhor touro da tarde, que aproveitou de início ao fim. Faena muito completa do cavaleiro de Monforte, que com reunião ajustadas cravou a ferragem comprida. Nos curtos, citando de frente e dando vantagem ao oponente garantiu que o triunfo não lhe fugisse da mão. Destacou-se ainda pela brega executada na arena da Palha Blanco. Rematou a lide com um palmito de boa nota, templado e com reunião ao estribo. Para quem não conhece, o público da Palha Blanco é extremamente exigente e vê uma corrida de forma séria, querendo o mesmo, na recolha do toiro, que este desse uma “volta ao ruedo” juntamente com os cabrestos para que de pé o pudessem aplaudir. Guilherme Dotti consumou à primeira tentativa, também ele aguentando valentes derrotes até as tábuas até o restante grupo se fechar. A volta foi autorizada ao cavaleiro, forcado da cara, primeiro ajuda e ganadeiro.

Para encerrar o espetáculo regressou à arena João Ribeiro Telles, com ganas de triunfar mas que muito por culpa do oponente não conseguiu. O cavaleiro teve uma brega vistosa tal como os desenhos e remates das sortes. O oponente tardava em arrancar, o que levou o cavaleiro a pisar terrenos de compromisso acabando por levar um aperto contra as tábuas. Na cravagem dos compridos, resultou o primeiro com acerto, o segundo bateu no primeiro e saltou e o terceiro de forma certeira bem cravado. Nos curtos, as reuniões resultaram cingidas e cravagens também elas certeiras. Não fosse a falha do segundo comprido e os toques na montada e seria uma lide de triunfo também para João Ribeiro Telles. Duarte Manuel, cabo do grupo das Caldas, que brindou a pega a Ricardo Levesinho, consumou à segunda tentativa. Na primeir,a não recuou de forma a fechar-se na cara do toiro.

Destacou-se pela positiva a forma como Manuel Telles Bastos e João Ribeiro Telles lidaram os oponentes praticamente sem ajuda dos peões de brega. Já pela negativa, destaca-se a falta de competência do diretor de corrida.

Dirigiu de forma bastante estranha Fábio Costa, assessorado pelo médico veterinário Jorge Moreira da Silva. No cornetim marcou presença o afamado José Henriques.

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