Vindimas 2025: Symington revela primeiras previsões e impacto do calor extremo

Vindimas 2025: Symington revela primeiras previsões e impacto do calor extremo, antes de se iniciar a época.

Preparativos já em curso

As equipas de viticultura da Symington Family Estates já iniciaram os estudos de maturação para planear a vindima de 2025. Os trabalhos decorrem nas propriedades do Douro, Alentejo e Monção e Melgaço.

Segundo a empresa, o arranque da colheita começou com as uvas brancas no Douro e no Alentejo, enquanto as castas tintas continuam em acompanhamento próximo por parte das equipas de viticultura e enologia.

Produção baixa, mas com qualidade

A Symington antecipa uma vindima com produções reduzidas, mas deixa sinais de esperança. “Primeiros indícios revelam bagos até 30% mais pequenos que a média no Douro, embora a fenologia tenha seguido – grosso modo – um desenvolvimento regular e temos sinais encorajadores que apontam para muito boa qualidade”, refere a empresa.

Impacto do clima no ciclo de crescimento

O ciclo de 2025 ficou marcado por condições meteorológicas extremas. Após um dezembro seco, janeiro, março e abril trouxeram precipitação acima da média. No Douro, o segundo mês de março foi mesmo o mais chuvoso do século.

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Ainda assim, até julho, a região registou um défice de 34% de chuva acumulada. A situação agravou-se com quatro ondas de calor, uma delas considerada severa. Durante a primeira quinzena de agosto, o Douro enfrentou dez dias consecutivos acima dos 40ºC, superando o verão de 2003, quando se registaram sete dias seguidos de calor extremo.

Nas restantes regiões – Alentejo e Monção e Melgaço – as temperaturas não atingiram valores tão altos, mas também sofreram com a ausência de precipitação.

Perspetivas para as próximas semanas

Apesar das dificuldades, a empresa acredita que a reta final da maturação poderá beneficiar das condições atuais. “Com a redução gradual de temperaturas para valores mais expectáveis para a época, já com noites bem mais frescas, e a possibilidade de alguns aguaceiros nos próximos dias, existem boas perspetivas para ter condições favoráveis para a reta final das maturações do conjunto das castas tintas”, explica a Symington.

Adegas em preparação

Enquanto isso, as várias quintas do grupo preparam a abertura das adegas. Já foi dado o arranque na Quinta da Fonte Souto, no Alentejo, e no maior centro de vinificação da empresa, a Quinta do Sol, no Douro. Em breve, seguir-se-á a abertura das restantes adegas espalhadas pela região duriense.

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